domingo, 2 de junho de 2013

POSEIDON - O IMPETUOSO DEUS DOS MARES

Impetuoso, forte e violento, Poseidon (Netuno) é o deus dos oceanos, das águas, dos terremotos e maremotos. Uma das doze divindades do Olimpo, seu reino estende-se por todas as águas do universo.
Filho de Cronos (Saturno) e Réia (Cibele), Poseidon foi devorado pelo pai tão logo nasceu, para que assim, evitasse a profecia de que um dos seus filhos o destronasse como soberano do universo e dos deuses. Zeus (Júpiter), o único dos filhos de Cronos que sobreviveu, mais tarde, fez com que o pai ingerisse uma porção feita por Gaia (Terra), provocando-lhe uma convulsão, obrigando-o a vomitar todos os filhos devorados: Poseidon, Hades (Plutão), Deméter (Ceres), Héstia (Vesta) e Hera (Juno).
Os três irmãos, Zeus, Hades e Poseidon uniram-se numa luta contra Cronos e os Titãs, numa sangrenta guerra entre deuses que duraria dez anos. Antes da guerra, os irmãos foram preparados pelos Ciclopes, seres de um só olho na testa, e pelos Hecatônquiros, seres de cem braços, que a Zeus forjaram o raio e o trovão. Para Hades o capacete que o tornava invisível e, para Poseidon, o poderoso tridente, instrumento que ao tocar na terra provocava abalos como terremotos e maremotos.
Derrotado, Cronos foi encerrado para sempre na escuridão dos infernos. Vitoriosos, os irmãos dividiram o universo, a Zeus, senhor do Olimpo e de todos os deuses, coube o céu, a Hades os infernos, e a Poseidon o domínio dos mares.
Assim, com o tridente na mão, caminhando com seu séquito sobre as águas, Poseidon comanda o destino da humanidade através das águas. Poderosa divindade, possui uma personalidade instável, movida pela força, pela paixão e pela virilidade latente. É a própria força indomável das águas, que podem trazer tempestades ou calmarias.

Poseidon, a Força das Águas

Poseidon, senhor dos oceanos e das águas, causador dos terremotos e maremotos, era visto pelos gregos como um deus musculoso e viril, com longos cabelos e barba, sempre de peito ereto e nu, rosto angustiado e transmissor de grande força e potência. Muitas vezes sua imagem era confundida com a do irmão mais novo, o poderoso Zeus, em representações mais antigas nas esculturas gregas.
Senhor dos mares, caminhava sobre as ondas numa carruagem atrelada a velozes cavalos com cascos de bronze e crinas de ouro. Ao seu lado segue o séquito das Sereias, Centauros marinhos, Nereidas, Ninfas, Delfins e Hipocampos. Sua passagem trazia serenidade ao mar, cessando a mais violenta das tempestades.
Poseidon, segundo o mito, habitava um magnífico palácio nas profundezas do mar Egeu, onde se refugiava das suas longas peregrinações sobre as águas. Ao contrário do senhor do Olimpo, Zeus, que foi pai de deuses e heróis, o senhor dos oceanos foi pai de uma prole heterogênea, que ia desde monstros, assassinos e heróis.
Por ter sob o seu domínio os mares e as águas, os terremotos e maremotos, era um deus respeitado e cultuado em quase toda a Grécia antiga. Poseidon, associado ao deus Netuno na Roma antiga, traz um mito instável e forte, longe das representações mais recentes, que, a partir da Renascença, transformaram a sua imagem através de pinturas e estátuas artísticas em um velho de barbas brancas e olhar tenebroso. Poseidon trazia força e virilidade, e profunda instabilidade emotiva, que era traduzida pela ira e ativação de terremotos que abalavam todo o universo.

As Várias Faces Cultuadas de Poseidon

O mito de Poseidon na Grécia antiga tinha grande força, e importantes cultos por todas as regiões. A posição geográfica do país, formada por penínsulas e ilhas, cuja expansão estava infimamente ligada ao mar, e as terras eram constantemente devastadas por abalos sísmicos, fez com que Poseidon fosse uma divindade respeitada e cultuada. O aspecto físico e geográfico da Grécia faz com que se acredite que Poseidon seja uma entidade de origem grega, embora Heródoto (484? - 425? a.C.) relata que ele seria uma divindade importada da Líbia.
O caráter instável e colérico de Poseidon, muitas vezes faz com que ele bata na terra o poderoso tridente, provocando terremotos e maremotos, fazendo com que lhe seja atribuída a responsabilidade por todas as coisas que convulsionam no universo. Assim, Homero (século IX a.C.), chama-o de “deus sacudidor”. Quando a terra tremia, os gregos ajoelhavam-se e entoavam hinos em honra a Poseidon.
Personificando o elemento úmido, Poseidon estendia os seus poderes além dos mares e oceanos, tendo o poder de fazer brotar água das rochas e do solo. É o deus dos lagos e águas correntes, apesar dos rios possuírem entidades próprias. Seu domínio sobre as águas faz com que seus poderes estendam-se sobre a terra, pois pode secar fontes e rios, provocar longas secas, ou, provocar profundas tempestades e inundações, tanto marítimas como fluviais. Este poder infinito sobre as águas, fazia o deus ser venerado pelos navegantes, pescadores e mercadores, sendo invocado como divindade protetora ao longo da costa e das ilhas gregas, tendo templos erguidos nas ilhas de Rodes, Egina, Teno e Eubéia. No cabo de Sounion, erguia-se um dos maiores e grandiosos templos em sua honra, templo cujas ruínas chegaram aos nossos dias.
Sendo o “deus sacudidor da terra”, Poseidon provocava os terremotos e maremotos. Assim, era venerado como o deus dos abalos sísmicos em Esparta, onde era cultuado pelo epíteto de Genethlios (o criador); na Tessália, região vulcânica, onde os habitantes acreditavam que o senhor dos mares tinha aberto o vale de Tempe, para permitir a desembocadura do rio Peneu no mar.
Tido como o deus responsável pelas convulsões dos mares e da terra, à vontade de Poseidon era atribuída a epilepsia, doença que se manifesta por abalos e tremores, assim, acreditava-se que o epilético estava possuído por Poseidon.
Por fim, Poseidon era tido como o deus dos cavalos e dos touros, devido à força viril e indomável da característica do mito, e por estes animais serem vistos fortes como as ondas do mar. Assim, em muitas cidades gregas recebia o nome de Hippios (eqüestre). Na Tessália eram organizadas corridas de cavalos em seu louvor. A Tauréia, comum em algumas regiões, era uma festa onde se sacrificavam touros negros, atirados vivos ao mar. O touro era simbolizado como a tempestade do mar, e o delfim a calmaria.

Amores e Proles Estranhas

Sendo um deus impetuoso e violento, o mito de Poseidon registra vários amores com finais trágicos. Ninfas, Nereidas, mortais, seres monstruosos, como a Medusa, figuram como amantes do deus. Dos amores impetuosos do senhor dos mares, nasce uma prole de seres que vão de heróis, gigantes, monstros a bandidos.
A Poseidon são atribuídos vários casamentos. Em muitas partes da Grécia era cultuado como o marido de Deméter, sua irmã e deusa da fertilidade da terra, da agricultura e das colheitas. A lenda relata que Deméter, ao fugir do assédio de Poseidon, metamorfoseou-se em uma égua, mas o disfarce não enganou ao deus dos mares, que também metamorfoseado num cavalo, possuiu com fúria a deusa. Da união nasceu uma filha, cujo nome jamais foi falado e, Arião, um cavalo capaz de falar e prever o futuro. Arião seria mais tarde, utilizado por Héracles (Hércules) na expedição contra Elis e na luta contra Cicno. O mito de Arião possui ainda a lenda de que durante a guerra dos Sete Chefes contra Tebas, salvou a vida de Adrasto, carregando-o em seu dorso para longe do cenário de batalha.
Com Halia, tem Rodes, esposa de Hélios, o Sol. Uma vertente da lenda diz que Halia teria gerado com Poseidon seis filhos, que enlouquecidos pelos Telquinos, demônios mágicos e metalurgistas de Rodes, teriam tentado possuir a mãe, sendo surpreendidos pelo pai, que enfurecido, matou a todos eles. Ao ver os filhos mortos, Halia atirou-se ao mar, dando fim à vida.
Com Ifimedia, Poseidon gerou os Aloídas, Oto e Efialtes, gigantes que tentaram raptar as deusas Ártemis (Diana) e Hera (Juno). Da sua união com Gaia (Terra), gerou outro gigante, Anteu. Com a terrível Medusa, mulher monstruosa que tinha os cabelos em forma de terríveis serpentes e que, ao ser olhada de frente, transformava quem a olhava em pedra, teve o cavalo alado Pégaso, e Crisaor, que seria pai de três monstros.
Apaixonado pela bela Teófana, filha de Bisaltes, rei da Trácia, Poseidon convenceu a jovem a partir em segredo com ele para ilha de Crumissa, fugindo assim, dos inúmeros pretendentes que lutavam entre si pelo amor da princesa. Inconformados com o logro, os pretendentes saíram em busca dos fugitivos. Para despistá-los, Poseidon transformou a si e à amada em carneiro e ovelha, respectivamente. Desconfiados, os pretendentes começaram a devorar todo rebanho da ilha. Enfurecido, Poseidon os transformou em lobos, que vitimados de uma estranha magia, fugiram do local espavoridos. Passado o perigo, ainda sob a forma de carneiro, Poseidon possuiu a bela Teófana com fúria animal, nascendo da união Crisómalos, carneiro com pelo de ouro, dotado da razão e da fala, também conhecido como o Velocino de Ouro.
Com a ninfa Toosa, Poseidon gerou o temível e feroz Polifemo, ciclope de um olho só na testa, que devorava todos os homens que se aproximavam do seu habitat. Polifemo foi morto por Odisseu (Ulisses), herói grego da Guerra de Tróia.
Muitos são os filhos de Poseidon com fins trágicos. Da união com Tiro, nasceram Neleu e Pélias, que se tornaram tiranos e bandidos violentos. Com Astipaléia, gerou Eurípilo, morto por Héracles. Outra vertente da lenda conta que Eurípelo foi gerado com Celeno, tornando-se rei de Cirene, ainda com Celeno, Poseidon também gerou Lico, mais tarde levado pelo deus para as Ilhas Afortunadas.
O impetuoso Poseidon não gerou apenas monstros e bandidos. Tido como uma divindade aristocrática por excelência, era invocado como ancestral de muitos heróis que honravam famílias nobres. Cidades como Salamina e Ascra tiveram seus nomes inspirados em ninfas que teriam sido amantes de Poseidon. E dos filhos nobres do deus dos mares estão os gêmeos Belo, sábio rei do Egito, e, Agenor, pai de Europa, linda princesa que seria raptada por Zeus, frutos da sua união com Líbia; Hipótoo, rei de Eleusis, gerado com Alope; Náuplio, fundador de várias cidades, gerado com Amimone; Eumolpo, que instituiu os Mistérios de Eleusis; e, Teseu, o mais famoso herói mitológico ateniense, fruto da sua união com Etra. Rei de Atenas, Teseu foi considerado herói nacional daquela cidade, além de espelhar todas as qualidades heróicas da raça ática.
Com Alcione, Poseidon engendrou três filhos, Etusa, que despertaria uma forte paixão no deus Apolo, Hiperenor e Hirieu.

Poseidon e Seu Amor Homoerótico 

Na impetuosa, ardente e violenta vida amorosa de Poseidon, consta a lenda da sua paixão pelo belo Pélope, filho do ambicioso e cruel Tântalo, rei de Sípilo, na Lídia. O soberano ofereceu um banquete aos deuses, e para testar a percepção de cada um, serviu como prato principal a carne cozida do próprio filho, Pélope, cortada em pedaços. Os deuses olímpicos perceberam o ardil. Indignados, recusaram o alimento, condenando Tântalo a viver atormentado no Érebo. Depois ferveram o alimento servido em um caldeirão, fazendo Pélope renascer.
Dos cortes ferozes, surgiu um príncipe ainda mais belo. O renascido Pélope chamou a atenção de deuses e mortais, que suspiraram pelo seu amor. De todos, Poseidon, o senhor dos mares, foi o mais audacioso, declarando-se ao renascido, tornando-o o seu amante. Com a proteção do amado, Pélope tornou-se um soberano poderoso e sábio, aprendendo com o deus todas as virtudes cívicas que um soberano deveria saber.
Já um homem adulto e viril, Pélope apaixonou-se pela bela Hipodâmia, filha de Enômano, rei de Pisa. Mas o soberano, temendo uma profecia de que um genro o iria assassinar, impunha uma perversa prova aos pretendes da filha. Propunha uma corrida de carros, em que o vencido era morto e o crânio pendurado na porta do palácio. Os cavalos do carro de Enômano eram presentes do deus Ares, por isto invencíveis. Pélope aceitou o desafio, pedindo ajuda a Poseidon, seu antigo amante, em nome dos tempos felizes que viveram juntos. Poseidon deu ao ex-amante um carro de asas douradas e invisíveis. Mesmo com o presente, Pélope temia a vitória de Enômano. Decidiu subornar Mírtilo, servo do rei, que também era apaixonado por Hipodâmia. Convenceu-o a retirar os pregos que seguravam as rodas do carro do rei, em troca dar-lhe-ia metade do reino e uma noite com a bela Hipodâmia. Assim foi feito, e durante a corrida, Enômano perdeu o equilíbrio e caiu em uma queda mortal. Morto o rei, Pélope casou-se com Hipodâmia. Ao reclamar a noite de amor com a princesa, Mírtilo recebeu o escárnio de Pélope, que o atirou ao mar.
Pélope tornou-se um monarca poderoso, reinando por diversas terras, que passaram a ser chamadas de Peloponeso. Deu origem aos Pelópidas, sempre sobre a proteção de Poseidon.


Poseidon e Anfitrite

De todas as lendas sobre os vários e estranhos amores de Poseidon, a mais conhecida e difundida é a que viveu com a bela Anfitrite, uma das Nereidas, filhas de Nereu e Dóris.
Segundo a lenda, Poseidon rondava com o seu coche de ouro pelos mares da Grécia, quando passou pela ilha de Naxos, avistando nas praias locais, as belas Nereidas. Entre elas, a bela Anfitrite, pela qual o deus dos mares não pôde evitar ser tomado por uma paixão súbita e arrebatadora.
Cegado pela paixão, Poseidon desceu do seu coche, aproximando-se das Nereidas. Arrebatado pelo desejo, tenta tomar Anfitrite nos braços. Assustada, a bela e tímida Nereida esquiva-se, fugindo em direção ao mar, onde mergulha. Poseidon a persegue pelas águas, ilhas e grutas marinhas, mas em vão, Anfitrite foge-lhe dos olhos. Inconformado, o senhor dos mares retorna ao seu palácio, nas profundezas do mar Egeu. Ali, sozinho, o poderoso deus dos terremotos e maremotos padece de paixão. Por fim, ordena a um delfim que a procure e a ache.
Poucas horas depois, o delfim encontra a Nereida escondida em uma gruta. Com esperteza e sabedoria, diz a ela que Poseidon, o senhor de todos os mares, deseja transformá-la em esposa, oferecendo-lhe todo o seu reino e amor. Inebriada pelas palavras do delfim, Anfitrite decide aceitar a proposta de Poseidon, acompanhando o emissário até o reino do poderoso deus dos mares.
As bodas de Poseidon e Anfitrite são festejadas no palácio de ouro nas profundezas do mar Egeu. Deuses do Olimpo e todas as divindades do mar estão presentes. A partir dali, o séquito de real dos mares terá ao lado do deus, a presença de Anfitrite, que, montados em seus cavalos de cascos de bronze e crinas de ouro, percorrem todos os mares da terra.
Da união de Anfitrite com Poseidon, nasce o belo Tritão, metade homem da cintura para cima, metade peixe na parte sul do seu corpo. Tritão tornou-se o mensageiro e servidor dos pais. De longe, era ele quem anunciava a passagem de Poseidon e Anfitrite, soprando no búzio que sempre levava consigo. Do caramujo, Tritão extraía sons intensos, semelhantes aos rugidos do mar em dias de tempestade.
Assim como Poseidon, Tritão era impetuoso e sedento de amores volúveis e violentos. Perseguia incansavelmente as ninfas marinhas, possuindo-as com ardor. Das suas aventuras, nascerão os Tritãos, criaturas metade homem, metade peixe, que ao lado do pai, sopravam os seus búzios, anunciando a passagem do grande Poseidon. Com a sua música, os Tritãos acalmavam as tempestades marítimas, enquanto o poderoso rei dos mares passava com o seu séquito, ao lado de Anfitrite, das Sereias, das Nereidas, dos Centauros marinhos, dos hipocampos, que carregavam no dorso as Ninfas do mar e, dos alegres delfins.

Identificação de Poseidon com o Netuno Romano

Poseidon é, para a maioria dos historiadores mitológicos, uma divindade de origem grega, devido à posição geográfica das cidades da Grécia, que tinham o mar como maior meio de expansão política e econômica.
Por séculos, Poseidon foi o deus nacional dos jônios que habitavam o Peloponeso. Em Mícale, montanha da Jônia, o deus tinha o seu santuário mais famoso. Era ali que se realizava a Panionia, festa nacional daquele povo.
Na arte clássica, Poseidon era representado em imagens e estátuas parecidas com Zeus. Muitas vezes as imagens dos dois deuses se confundiam. O que diferenciava o senhor do Olimpo e o senhor dos mares era que, este último, tinha feições menos serenas.
A importância de Poseidon também se fazia presente em Corinto, onde a cada dois anos realizavam-se em sua honra os jogos ístmicos, que consistiam em disputas físicas e torneios de música e poesia. Os vencedores eram coroados com ramos de pinheiro, árvore consagrada a Poseidon. O templo de Poseidon em Corinto sobreviveu aos séculos, chegando praticamente inteiro aos dias atuais.
O mito de Poseidon seria levado para a Roma antiga no fim do século IV a.C., onde seria identificado com Netuno, deus romano. Em Roma, Netuno era cultuado em um santuário erguido no vale do Circo Máximo, entre os montes Palatino e Aventino. Na antiguidade romana, o vale era percorrido por um regato, onde se encontrava à margem, o templo do deus dos mares. A festa em honra ao deus era celebrada no verão, a 23 de julho, na época do estio, onde as águas eram mais escassas. Na tradição romana, Netuno era um deus menos impetuoso do que Poseidon, e tinha uma companheira que se chamava Salácia ou Venília. O mito de Netuno teve grandes representações nas artes italianas na época do Renascimento, sendo as mais significativas as do escultor Bernini (1598-1680), que elaborou o célebre “Netuno e Tritão”. Inúmeras fontes no centro histórico de Roma trazem Netuno como personagem mitológica principal, entre elas a Fontana de Trevi, a mais famosa de todas.

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