domingo, 17 de junho de 2012

RECANTO - A VOLTA DA VOZ SAGRADA DE UMA MULHER PROFANA



Após cinco anos longe dos estúdios, o último disco “Hoje” é de 2005, Gal Costa rompe um longo período de estio dentro do seu repertório e volta de forma que sempre marcou a sua carreira, renovando, experimentando, arriscando. Aos 66 anos, a cantora, grava “Recanto”, um disco de música eletrônica, algo só sutilmente insinuado em “Aquele Frevo Axé” (1998). “Recanto” torna-se, em toda a sua essência um disco emblemático, com vários pontos nevrálgicos, que já o faz ímpar na história da cantora e da própria MPB. Singular, não apenas pelo seu formato inédito na musicalidade de Gal Costa, mas porque pela primeira, todas as faixas são compostas por Caetano Veloso, o que não havia acontecido nem mesmo na estréia em álbum da dupla em 1967, no impagável “Domingo”. Ali, ambos dividiam as faixas, mas Gal Costa cantava além do amigo, composições de Edu Lobo, Sidney Miller, Gilberto Gil e Torquato Neto. Único porque, com as exceções de “Mansidão” e “Madre Deus”, todas as canções foram inéditas, criadas especialmente para o timbre da cantora. É o resgate de duas carreiras que mesmo quando distanciadas, tornam-se indivisíveis, pois a voz de Gal Costa é a própria profundeza labiríntica da beleza melódica da poesia cantada de Caetano Veloso. É o sol e a lua, num eclipse profundo, sem trevas, sob o canto que hipnotiza o mais ardoroso ouvinte.
Recanto” numa primeira leitura auditiva espanta, não agrada, traz uma Gal Costa quase irreconhecível, nunca ela havia cantado em um tom tão baixo, e, deixa atônito pela crueza da palavra, dos versos pungentes, do som que range, unha os ouvidos de forma indelével, deixando-nos, ao fim da última faixa perdidos, sem saber o que ouvimos. Parece ser Caetano Veloso cantando, não a sua musa. Numa segunda audição, já nos sentimos arrastados pela ambigüidade das palavras duras, que já não nos chegam frias, mas como um punhal na alma e, Gal Costa está lá, em cada faixa, já não vemos Caetano, é Gal, voz de sereia, cool, sedutora, a arremessar nossos mais perturbadores sentimentos à flor da pele. A partir de então, já não conseguimos deixar de ouvir o disco várias vezes.   
Recanto” é a nova página de uma MPB presa na última década ao óbvio, ao que se já criou, mostrando que ainda há muito para se arriscar, e, que dois artistas de 66 e 70 anos, conseguem fazer o disco mais jovem da última década. É a volta de um ciclo entre inspiração e inspirador, musa e poeta, Gal Costa e Caetano Veloso.

Dos Bastidores ao Disco

Em 2005 Gal Costa pisou pela última em estúdio para gravar um álbum de carreira, o melancólico “Hoje”, produzido por César Camargo Mariano. O músico respingou sobre a cantora toda a densidade que imprimia nos álbuns da ex-mulher, Elis Regina, apagando o seu sorriso peculiar, mergulhando-a num reflexo de vida lacônico, numa pontuação a quem chegava, então, aos 60 anos. No ano seguinte lançou o “Gal Costa ao Vivo”, gravação do show do cd do ano anterior. Depois disso, a cantora passou cinco anos fazendo shows por diversos países, em um formato voz e violão, deixando-se levar por uma retrospectiva de carreira, adotando o seu lado joãogilbertiano, numa postura que parecia ter rompido de vez com uma carreira explosiva e cheia de experimentações históricas dentro da MPB.
Numa das tournées desse voz e violão, no início de 2010, Gal Costa encontrou-se com Caetano Veloso em Lisboa, Portugal, onde falou do desejo de compor um álbum de canções inéditas para ela, no formato eletrônico. Sem pensar duas vezes, a cantora entregou-se ao projeto, resultando, quase dois anos depois, no estranho, hipnótico e emblemático “Recanto”.
O álbum traz onze canções de uma tristeza latente, um grito pungente e existencialista, de uma melancolia visceral, sem a densidade mórbida que beirava os arranjos do “Hoje”, numa perturbante mensagem de beleza em cada verso cru, de um poeta com a coragem de dizer, através da voz da sua eterna musa, os rasgos dos anos e da vida.
Já na capa, com imagem feita por Gilda Midani e concepção de Caetano Veloso, aparece uma Gal Costa atemporal, em um retrato fechado, com um olhar profundo, despida dos seus ícones principais: o cabelo e a boca vermelha. No lugar da tradicional flor no cabelo, aparece uma flor rabiscada, quase eletrônica no desenho. Ela já não se esconde como nos últimos álbuns, onde apareceu sempre de perfil, como se temesse o passar dos anos. Na contracapa, encontramos Gal Costa e Caetano Veloso jovens e carinhosamente juntos, numa fotografia de 1970, registrada na ilha de Wight, na Inglaterra, durante um festival feito para continuar e finalizar o de Woodstock (1969). Época dura do exílio de Gilberto Gil e Caetano Veloso, perseguidos pelo regime militar vigente. Sobre o festival, mais tarde, Gilberto Gil diria “ali percebi que o sonho acabara”, a psicodelia do tropicalismo também. 
Todas as onze faixas de “Recanto” são da autoria de Caetano Veloso, que também produz e dirige o álbum. Feito totalmente no formato eletrônico, reúne uma segunda geração de músicos: Moreno Veloso, filho de Caetano e afilhado de Gal, que divide com o pai a direção musical; Daniel Jobim, neto de Tom Jobim; Donatinho, filho de João Donato; Davi Moraes, filho de Moraes Moreira; e, Zeca Veloso, outro filho de Caetano Veloso; além dos músicos Kassin, Pedro Sá, Luiz Felipe de Lima, Eduardo Manso, Rafael Rocha, e a presença luxuosa de Jaques Morelenbaum, na faixa “Mansidão”. O único álbum da carreira de Gal Costa produzido por Caetano Veloso foi o mítico “Cantar” (1974), onde ele repaginou a então musa do desbunde, impregnando-lhe um canto cool, quase em forma de recital, domando-lhe os agudos silvestres expostos à flor da voz desde 1969. Em “Recanto” não é diferente. Caetano Veloso extrai da voz da cantora o lado que mais gosta, cool, fazendo com que ela cante no tom mais baixo de toda a sua carreira.

Coisas Sagradas Permanecem

Recanto Escuro” (Caetano Veloso), abre e dá título ao álbum. Melodia de uma beleza apoteótica, traz uma letra densa, direta nas alusões poéticas, nas verdades que se nos revelam a alma em suas marcas indeléveis na composição de uma vida. A voz de Gal Costa atravessa potente e límpida os momentos nervosos dos arranjos, não se deixa abalar pelas “ilusões auditivas”, como define Caetano Veloso às interferências rudes de sons, ruídos ásperos, agulhas rasgando vinis. É o momento da resposta de Gal Costa à fama e aos seus dissabores. Consagrada como a maior cantora do Brasil, carregou consigo o peso do título em uma década de perseguição ideológica e línguas afiadas que se lhe tentaram derrubar a posição de maior cantora viva dentro da MPB. É o canto sofrido, da estrela que se declara “Foi só fazer pose e cantar/ Presa ao dinheiro”, confidenciando “Só Deus sabe o duro que eu dei”. “Recanto Escuro” retrata Gal Costa e o próprio Caetano Veloso, que através da voz da sua maior intérprete, tem a coragem de mostrar os riscos dos anos na sua existência. È Caetano Veloso preso em 1968 em Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro, no verso “O chão da prisão militar. É Gal Costa, a mulher profana de voz sagrada em “Coisas Sagradas permanecem/ Nem o demo as pode abalar”. Somos nós, presos aos nossos recantos obscuros, com olhares míopes sob o sol.
“O álcool só me faz chorar
Convidam-me a mudar o mundo
É fácil nem tem que pensar
Nem ver o fundo”

Cara do Mundo” (Caetano Veloso), quase nos remete ao Caetano Veloso de “Cores, Nomes” (1982), aparentemente mais leve, com hálito de maçã. Mas apesar da melodia leve, saborosa no degustar da angústia, surge o pungente de uma visão vista da janela de um avião. Cobra e beija-flor riscam o desenho da visão. Músculo nu dá prazer dentro de um filme ruim. Gal Costa não se preocupa em dramatizar ou suavizar, apenas canta, simples, direta, com a beleza singular do seu timbre, porque nada mais é preciso, sua voz já traz a amplitude barroca que dá brilho a qualquer pintura caetaneana.

"Músculo nu num filme ruim, soluço
Cara de cobra, cara de beija-flor
Cara de cara, cara do meu amor"

Além da Beleza Fria do Autotune

E para quem ainda não reconheceu até então a Gal Costa de outrora, acha-se atônito e perdido com o tom cool, vai encontrá-la no seu todo na terceira faixa “Autotune Autoerótico” (Caetano Veloso). Os agudos atravessam o sugerido, o ícone que a caracterizou (cabelo) aparece no verso ”Roço a minha voz no meu cabelo”. A canção é de uma sensualidade direta, desejo latente: “Ai, meu amor, me dá, que calor, me beija”. Mas é também a mais emblemática, que demarca e traduz a mensagem do disco. Brinca com o seu formato, quando num paradoxo anuncia “Não o autotune não basta pra fazer o canto andar. Autotune é uma ferramenta eletrônica que reprocessa a voz, reafinando-a. Caetano Veloso chegou a usar a ferramenta durante a gravação da faixa, mas, ao perceber que ele deixava um teor falso à voz da cantora, aboliu-o, usando-o apenas nas partes sem letra. Literalmente com a voz na panela global, a faixa é encerrada de forma quase psicodélica, ousadamente eletrônica e contemporânea. É Gal Costa inaugurando a MPB no século XXI.

“Americana global, minha voz na panela lá
Uma lembrança secreta de plena certeza”

Tudo Dói” (Caetano Veloso), é a mais pungente de todas. Também a que mais traz ambigüidade e reflexões diferentes e improvisadas por críticos e ouvintes. Instigante, é o retrato dos anos na pele da dupla, é a dor crônica dos filhos de um Adão degenerado e caído num Éden que jorrou leite e mel. “Tudo Dói é, na visão de Gal Costa, uma canção joãogilbertiana. Músculos, nervos, voz, mundo, gente, tudo parte do “desastre” que compõe os que sobreviveram ao parto.

“Viver é um desastre que sucede a alguns
Nada temos sobre os não nenhuns
Que nunca viriam”

Todos Nós no Espelho de Neguinho

Neguinho” (Caetano Veloso), foi escolhida como a faixa de trabalho do álbum. Crítica mordaz ao estilo de vida do homem brasileiro das primeiras décadas do século XXI, é o retrato contemporâneo de um país pós-ditadura e ideologias mortas. È o consumismo que nos torna óbvios ao olhar da urbanidade da cidade, mas que nos instiga à felicidade do Prozac, à sensação de se vencer o vazio de um tempo que não se sabe por que ou por quem lutar, a não ser pela sensação de uma felicidade efêmera, dentro de um mundo veloz, que nada suscita o perene. “Neguinho” revela a caricatura de todos nós, mas só se identifica com o retrato de cada um no último verso, quando se nos respinga a verdade: “Neguinho que eu falo é nós”.

“Neguinho compra o jornal, neguinho fura o sinal
Nem bem nem mal, prazer
Votou, chorou, gozou: o que importa, neguinho?”

O Menino” (Caetano Veloso), vem de forma terna, mística, que pode ser uma criança, um filho querido, um eu infantil, o Redentor ao vir ao mundo. Quase desenhado em um som de videogame, traz a participação especial da Banda Rabotnik. Ponto de reflexão que mesmo sem instigar o ouvinte, traz versos crus, num vale além do Éden perdido.

“O menino salva as madrugadas
Nada contra a força da maré”

O ritmo do disco sofre uma quebra quando entra “Madre Deus” (Caetano Veloso), melodia de profunda monotonia e densidade esotérica, onde a morte é vista de frente, numa visão mística que Caetano Veloso teve em Madre de Deus (ilha do Recôncavo Baiano, hoje transformada artificialmente em istmo). A canção é concebida com ruídos ríspidos e perturbadores. Feita para o balé Ongotô, não é inédita, sendo sugerida a sua inclusão no repertório pelo compositor José Miguel Wisnik. Curiosamente, quando se vem de Salvador, passa-se por Candeias, até chegar a Madre de Deus. Assim, em 1967, Gal Costa, no disco de estréia, “Domingo”, cantava “Candeias” (Edu Lobo). Em 2011 aporta misticamente em Madre de Deus.

“Meu corpo todo desmede-se
Despede-se de si”

Mansidão” (Caetano Veloso), a segunda e última canção não inédita do álbum, foi feita anos atrás para a cantora Jane Duboc. O violoncelo de Jaques Morelenbaum e o piano de Daniel Jobim iludem o formato eletrônico de Kassin, e Gal Costa surge aqui, eletrônica e, a deliciar-se numa melodia a beirar a suavidade da Bossa Nova.

Esta voz que o cantar me deu
É uma festa paz em mim”

Sexo e Dinheiro” (Caetano Veloso) é o ponto menos sedutor de um disco instigante e viciante. Irrita mais do que agrada, extenua mais do que instiga. Caetano Veloso cria aqui, uma canção ao estilo esotérico de Gilberto Gil, mas não atinge a leveza mística do amigo. A interpretação de Gal Costa é sincera, guerreira, mas não empolga, não salva a monotonia da melodia e o nada dizer da letra.

“Dinheiro e sexo não
Podem cruzar-se jamais”

Do Funk ao Grito Social

O ritmo volta com fôlego na surpreendente “Miami Maculelê” (Caetano Veloso). Numa ousadia que desafia e arrebata o mais conservador dos críticos, a MPB usurpa, pela primeira vez, o funk. Tenta, de forma inteligente, a conciliação do funk carioca, iniciado pelo Miami Bass, com o maculelê de Santo Amaro. Aqui o autotune é usado sem cerimônias ou culpas na voz límpida e sagrada de Gal Costa. Em um ritmo delicioso, Gal Costa invoca os marginais redimidos, São Dimas (ladrão que se converteu ao cristianismo e tornou-se santo), Robin Hood (herói inglês que roubava dos nobres ricos para dar aos pobres plebeus) e o Anjo 45 (malandro dos morros da canção de Jorge Benjor, “Charles, Anjo 45). Aos 66 anos, mais uma vez Gal Costa atira-se ao risco, pousando adoravelmente em um chão nem sempre seguro, mas que a faz única da sua geração. “Miami Maculelê” subverte o funk, arrastando consigo aplausos de uma MPB que, ao longo das duas últimas décadas, tornou-se cada vez mais elitizada e presa aos conceitos críticos e estéticos.

“São Dimas
Robin Hood
E o Anjo 45
Todos dançando comigo”

Segunda” (Caetano Veloso), encerra o disco. Pensada inicialmente como música título, para que se sintetizasse o princípio da dupla mais bem sucedida da MPB no antológico “Domingo”, de 1967, com o momento atual. A idéia recuperava a história da própria MPB, mas não vingou. “Segunda” traz um desfecho forte, empolgante, de pura emoção a um disco enigmático e sem certezas no cenário atual, mas feito para entrar para a história. A faixa não tem sons eletrônicos, surgindo como uma potente lamúria em sons do nordeste regional, numa mensagem social provocativa em um contexto urbano. Se em “Domingo” havia o bucolismo do interior, a suavidade inocente das pracinhas, em “Segunda” há o relato cru da sobrevivência na cidade grande, das distorções sociais, se a escravidão histórica brasileira foi feita na rima do sofrimento negro, aqui ela é dita ironicamente como sendo de branco. O patrão é o negro, o empregado o branco, na barafunda social de um mundo em ebulição. É a luta de classes, num lamento pungente, de uma poesia contemporânea única, tendo na interpretação de Gal Costa, uma lamúria visceral, arrancada de uma voz onde técnica e emoção se casam com esplendor etéreo.

“Se conhece pela bunda
Pela tristeza profunda
Mas é só dele a segunda
Eu foi que herdei a senzala”

Recanto não é um disco feito para ouvir uma só vez, pois não se alcança o seu alto teor emotivo, sua poesia pungente, entoada de forma cool, mas que nos soa como um soco visceral na sonoridade da alma. Quando se nos atinge, não nos deixa mais parar de querer ouvir, viciando em um som único de carreira ímpar. Gal Costa deixa, aqui, a situação confortável de uma carreira que pelo ápice já atingido, parecia não precisar mais correr riscos, para nos presentear com algo diferente, numa vontade frenética de reinventar e renovar sempre. Após uma década sob a calmaria de uma carreira voltada para a Bossa Nova, “Recanto” traz a Gal Costa de volta ao furacão da experimentação, ressuscitando a veia tropicalista do início. O formato eletrônico e as suas ferramentas são, aqui, usados para criar, não para melhorar voz ou sons. Se tudo começou com “Domingo” e, termina agora com “Segunda”, que nos venha a Terça...Quarta... Sábado... A semana inteira que ainda tem dentro da dupla Gal Costa e Caetano Veloso para nos surpreender, seduzir e, principalmente emocionar, no canto uno de dois artistas gigantes.

Ficha Técnica:

Recanto
Universal Music
2011

Produção: Caetano Veloso e Moreno Veloso
Direção Artística: Caetano Veloso
Coordenação Executiva: Mariana Rolim
Direção Artística A&R Universal Music: Daniel Silveira
Supervisão de A&R: Miguel Afonso
Coordenação A&R: Dani Motta e Patrícia Aidas
Estúdios de Gravação: Monoaural (RJ), Ilha dos Sapos (BA), Lobo Mao (RJ) e Matrioska
Técnicos de Gravação: Kassin, Moreno Veloso, Flávio Souza, Beto Neves, Duda Melo e Bartolo
Mixagem: Daniel Carvalho, no Monoaural (RJ)
Assistentes de Mixagem: Gabriel Muzak e Pedro Tambeline
Edição Digital: Igor Leite, no Monoaural (RJ)
Masterização: Ricardo Garcia, no Magic Master (RJ)
Direção Arte da Capa: Caetano Veloso e Gilda Midani
Projeto Gráfico: Luiza Jacobsen
Fotos: Gilda Midani
Foto Contra Capa Ilha de Wight, 1970: Nancy Forman
Tratamento de Imagens: Ales Wink
Coordenação Gráfica: Geysa Adnet
Todas as músicas são de autoria de Caetano Veloso e editadas por Uns Produções (Warner Chappell)

Músicos Participantes:

Recanto Escuro
Clavinete, bateria eletrônica, sintetizador e programação: Kassin
Rhodes: Alberto Continentino
Violão 7 cordas: Luiz Felipe de Lima
Teclado: Donatinho
Guitarra: Pedro Sá
Cara do Mundo
Sintetizador: Kassin
Guitarra: Pedro Sá
Bateria: Davi Moraes
Autotune Autoerótico
Bateria eletrônica, sintetizador e programação: Kassin
Rhodes e sintetizador: Donatinho
Tudo Dói
Bateria eletrônica, sintetizador e programação: Kassin
Rhodes: Alberto Continentino
Violão: Caetano Veloso
Neguinho
Baixo: Kassin
Guitarra: Pedro Sá
Programação e sintetizador: Zeca Veloso
O Menino
Bateria: Rafael Rocha (Banda Rabotnik)
Guitarra: Eduardo Manso (Banda Rabotnik)
Baixo: Bruno di Lullo (Banda Rabotnik)
Caetron, melotron e dellays: Estevão Casé (Banda Rabotnik)
Percussão eletrônica e electribre: Léo Monteiro
Madre Deus
Duplexx
Guitarra e sintetizadores analógicos: Bartolo
Bateria, percussão eletrônica, ruídos e sintetizador: Léo Monteiro
Mansidão
Programação: Kassin
Violoncelo: Jaques Morelenbaum
Piano: Daniel Jobim
Sexo e Dinheiro
Programação e sintetizadores: Kassin
Miami Maculelê
Bateria eletrônica, sintetizador, wurlitzer e programação: Kassin
Teclado: Moreno Veloso
Percussão: Gabi Guedes, Iuri Passos e Jaime Nascimento
Segunda
Violão, cello, prata e faca: Moreno Veloso

Faixas:

1 Recanto Escuro (Caetano Veloso), 2 Cara do Mundo (Caetano Veloso), 3 Autotune Autoerótico (Caetano Veloso), 4 Tudo Dói (Caetano Veloso), 5 Neguinho (Caetano Veloso), 6 O Menino (Caetano Veloso), 7 Madre Deus (Caetano Veloso), 8 Mansidão (Caetano Veloso), 9 Sexo e Dinheiro (Caetano Veloso), 10 Miami Maculelê (Caetano Veloso), 11 Segunda (Caetano Veloso)

2 comentários:

ADEMAR AMANCIO disse...

A voz da Gal,por incrível que possa,continua boa.

ARTE E CULTURA por BILLY disse...

QUE MÁXIMO, ESTOU LOUCO PARA LER SEU COMETÁRIO DO 'RECANTO AO VIVO', VALEU.