sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

BEM-BOM - O ÁLBUM ÍCONE DE GAL COSTA


O mais bem sucedido disco comercial da carreira de Gal Costa, com vendas que assolaram não só o mercado brasileiro, mas também o internacional, trazia um sofisticado repertório que se viu eclipsado e vincado pela mítica “Um Dia de Domingo”, dueto antológico da cantora com Tim Maia, considerada pelos críticos mais austeros a grande mácula brega no repertório galcostiano, sem justiçar a bela arquitetura sonora de um álbum eclético.
Lançado em plena virada que mudaria a face da MPB ante ao grande público, em 1985, Bem-Bom é a síntese dessa mudança, onde o tradicional toque bossanovista dava passagem para o popularesco, que por sua vez, fecharia a década de oitenta de portas abertas para os movimentos do axé e do pseudo- sertanejo. Bem-Bom, cumpre esta função ao diluir nas suas faixas o novo rock que se desenhava, trazendo autores então incipientes como Cazuza, consolidando a Bossa Nova que se estreitava naquela década, o velho rock psicodélico pós Tropicália de Waly Salomão e, principalmente, o romantismo exacerbado que abriria passagem para as bem sucedidas duplas sertanejas vindouras, através da coragem de gravar Michael Sullivan e Paulo Massadas, a dupla mais registrada por grandes intérpretes da MPB naquela década, hoje marginalizada e datada pela crítica e pelo público.
Bem-Bom demarcava os quarenta anos de Gal Costa, na época estrela absoluta da MPB, trazendo um vigor estonteante, uma extensão vocal que beirava o viés da perfeição. Idealizado pela cantora e pelo genial Waly Salomão, mostra-se eclético, moderno e tradutor da essência de uma década, muitas vezes injustiçada pelas novas gerações, que da época só viram o exagero das cores new wave. Erroneamente identificado como o disco de “Um Dia de Domingo”, é um dos registros mais ousados da cantora, que passa por Chico Buarque, Roberto e Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Djavan, Gonzaguinha e Marina Lima, trazendo uma sensível beleza técnica de uma das maiores vozes do mundo. Bem-Bom, quem comprou o álbum na ânsia de um apelo popular, deparou-se com um sofisticado repertório, longe de ser alcançado pelos milhões de ouvintes que o levou para casa. O disco é a sutil tradução de uma década, sem jamais ficar preso a ela.

Um Dia de Domingo, a Mais Polêmica Canção da Carreira

No momento que chegava aos quarenta anos, Gal Costa mostrou-se audaciosa, sensual e imprescindível no cenário musical brasileiro. Começou 1985 posando nua para a revista masculina “Status”, causando grande furor. Cabelos mais curtos, roupas mais insinuantes, ela terminaria aquele ano com o lançamento do disco Bem-Bom, concebido em parceria com Waly Salomão, velho companheiro da época de musa do desbunde. A capa, uma das mais sensuais da sua carreira, resumia-se em uma única fotografia, trazendo a cantora num sofisticado vestido sintético futurista, que lhe realçava as curvas. A concepção visual era por si só uma provocação, invertendo a posição da fotografia de Milton Montenegro, que se abria mostrando a cantora num todo, sendo a parte inferior do seu corpo, pernas, quadris e microfone, a capa, e a parte superior, rosto, busto, braços, a contracapa. Algo audacioso que só Gal Costa poderia fazê-lo tão bem. No encarte, a mesma fotografia tomava aspectos futuristas, sendo vista através de um vídeo, numa readaptação eletrônica do mítico encarte do álbum “Fa-Tal – Gal a Todo Vapor” (1971), mais uma vez mostrando a presença de Waly Salomão, que ao lado de Miguel Plopschi, assumia a direção artística.
Bem-Bom traz onze faixas, mostrando um repertório eclético e bem costurado, convergindo Bossa Nova e rock psicodélico, balada popular e pop/rock, até a mais pura MPB. Foi lançado originalmente na forma de LP. Traz uma curiosidade, foi o primeiro disco de Gal Costa, com exceção dos álbuns temáticos em homenagem a Dorival Caymmi (Gal Canta Caymmi, 1976) e Ary Barroso (Aquarela do Brasil, 1980), a não trazer uma composição de Caetano Veloso no seu repertório.
O lado A do disco abria-se com a romântica “Sorte” (Celso Fonseca – Ronaldo Bastos). Para compensar a ausência autoral de Caetano Veloso nas onze faixas, a cantora fazia um dueto singelo com o velho companheiro. Leve, suave, “Sorte” tornou-se um dos maiores sucessos do álbum. A compreensão estética dos dois baianos mostra-se perfeita, siamesa, como se ambos tivessem composto a melodia. “Sorte” traz o idílio da paixão juvenil, desnudando figuras de linguagem que nos faz caminhar de mãos dadas pelas noites prateadas do Rio de Janeiro, algo já sugerido no disco anterior, com a doce “Chuva de Prata” (Ed Wilson – Ronaldo Bastos), mas aqui sem tanto açúcar, sem tanto mel, numa linguagem esteticamente dietética.
Último Blues” (Chico Buarque), chega de forma sofisticada, dando ao álbum o selo garantido da mais pura MBP. Feita para a versão cinematográfica da peça “A Ópera do Malandro” e pensada para a voz de Gal Costa, a canção encontra o torpor sensual exigido, a estética jazzística que nos faz sentir a figura fosforescente de uma das vozes mais belas do mundo, a eclodir em todos os sons do nosso quarto. Gal Costa mostra-se inatingível na técnica, intocável na beleza doce da sua voz, fazendo das personagens femininas de Chico Buarque algo ainda mais sublime dentro do imaginário da canção.

“Apaga a última luz
E nos cantos do seu quarto
A figura dela fosforesce
Ao som do último blues”


Inesperadamente surge “Um Dia de Domingo” (Michael Sullivan – Paulo Massadas), em um dueto com Tim Maia, que jamais seria esquecido. A voz doce de Gal Costa luta arduamente com a voz selvagem e agreste de Tim Maia. A bela e a fera, num duelo que se faz pungente, vibrante, para que ela não seja engolida por ele. “Um Dia de Domingo”, considerada por demais popularesca para o repertório de Gal Costa, sofreu as mais severas críticas, como se fosse a maior heresia cometida por ela em toda a carreira. Curiosamente, a canção tão polêmica alcançou um grande público, mostrando que a MPB que se apresentara desde a abertura política, em 1978, e alcançara as grandes vendagens, as rádios além das FMs, com “Álibi”, de Maria Bethânia, começava a falir na fórmula. E um público menos exigente, mais voltado para o popular, começava a vislumbrar no cenário musical. Gal Costa, apesar de não ter sido a primeira e nem a única a gravar grandes sucessos da dupla Sullivan-Massadas, por sua importância dentro da MPB, foi quem demarcou esta mudança, pagando um preço e cobranças quase que sufocantes para uma carreira genial como a dela. “Um Dia de Domingo” alcançou grande sucesso fora do Brasil, especialmente em Portugal e na Argentina. Em terras lusitanas, a canção, lançada em compacto ao lado de “Sorte”, ficou meses no primeiro lugar das paradas, sendo um dos mais vendidos da Europa. Também o álbum “Bem-Bom” alcançou números consideráveis de vendas em Portugal. Diante do sucesso, Gal Costa viu os seus espetáculos esgotados nas cidades de Lisboa e do Porto, obrigando-a a fazer o dobro dos que estavam agendados. No Porto, voltou tantas vezes ao palco para o bis, que perdeu a voz, sendo agraciada com a chave daquela cidade. “Um Dia de Domingo” era o carro chefe de todo aquele sucesso em terras estrangeiras. No Brasil, serviu como cartão de críticas negativas à cantora, que teve a sua imagem na década de oitenta, vinculada de forma indelével à canção.

Retratos Musicais de Um Tempo

Acende o Crepúsculo” (Marina Lima – Antonio Cícero) chega após o embate entre Gal Costa e Tim Maia. Canção pop/rock que mostrava o vigor vocal de uma cantora que, chegava aos quarenta anos quase que banhada por uma fonte juvenil inesgotável na garganta. A canção vem de forma que espelha uma juventude pós- liberação sexual, pós-ditadura militar, que se vê presa pela fúria da Aids, naquele ano decretada como mortal e, pela primeira vez, com um rosto adquirido, a do ator Rock Hudson. Acender o crepúsculo daquela juventude, aqui em metáfora com a cidade de Cubatão, na época a mais poluída do Brasil, era gritar, quando o momento das conquistas calava no princípio da queda dos ideais. Juventude de carne e osso, eletrônica, pré-internet, pré-CD, que hoje parece longínqua, obtendo na voz de Gal Costa a sua representação maior.
O lado A do disco encerrava-se com a serena, existencialista e definitiva “Muito Por Demais” (Luiz Gonzaga Jr.). A voz de Gal Costa amplia a sensação das metáforas, dá cor ao carmim da boca, aos sabores de sapoti da pele e do cajá da vida, ao cheiro do alecrim, dá, essencialmente, a sensação de navegarmos numa embriagante paz momentânea, que se nos leva ao abismo do canto de uma sereia. A paz entorpecente da interpretação suave da canção, alivia os momentos de tensão existencial nas faixas de rock, faz do universo de Gonzaguinha algo bem mais do que a angústia de viver, e de Gal Costa o precipício da beleza estética musical.

“Tudo que sonhei, flor
Fruto que ganhei, mel
Paz no coração, vida sapoti
Toque de maçã, muito por demais”


Gal Costa, A Musa de Qualquer Estação

Romance” (Djavan), iniciava o lado B do LP. Se as metáforas com sabor e cores de frutas idealizaram uma paz desenhada em “Muito Por Demais”, “Romance” é o universo intimista e muitas vezes sem significados traduzidos de Djavan, que só a voz de Gal Costa pode dar sentido. Aqui diluído em imagens de frutos regionalistas, na tentativa de identificação de um Brasil das matas. É quase uma Bossa Nova oitentista, quase um existencialismo diluído entre a filosofia do desbunde e a do bicho grilo. É Gal Costa dando sentido e beleza à obra de um dos seus compositores prediletos.
Em 1969, a dupla Roberto e Erasmo Carlos fazia para a musa da Tropicália uma homenagem, a canção “Meu Nome é Gal”, que se iria tornar a digital de uma jovem cantora pronta para conquistar o país e o mundo. Em 1985, a dupla da Jovem Guarda complementa a homenagem, dando seqüência a ela na canção “Musa de Qualquer Estação” (Roberto Carlos – Erasmo Carlos). Desta vez a homenagem não é para uma cantora incipiente, mas para a grande dama da MPB, para a grande estrela que encantava o Brasil. Musa da Tropicália, do desbunde, de qualquer estação, Gal Costa era, naquele momento a voz da juventude brasileira, quando já era uma jovem senhora de quarenta anos. A canção não ficou tão marcada no repertório da cantora como “Meu Nome é Gal”, mas foi a síntese do rei Roberto Carlos, descendo o seu cetro em homenagem latente sobre a cabeça de uma das maiores cantoras da sua geração.

“Me leia, me creia
Faça fé no meu violão
Me cota, me vota
Me cai no gosto da multidão
Por que me eleger só no verão
Se eu sou musa de qualquer estação?”

Bem-Bom” (Eduardo Gudin – Arrigo Barnabé – Carlos Rennó), canção que dá título ao álbum, foi feita especialmente para Gal Costa, é um trocadilho com “Bim-Bom”, clássico de João Gilberto, dando aqui o tom de Bossa Nova que tanto fascinou e influenciou a cantora por toda a sua carreira. Em homenagem explícita, ela cita vários versos de canções do movimento carioca que se espalhou pelo mundo inteiro. Arrigo Barnabé, músico paranaense muito cultuado no início da década de oitenta por críticos e cantores, sempre foi um perseguidor árduo da música experimental. Até então, suas composições eram traduzidas pelos agudos extremos de Tetê Espíndola, sua principal intérprete. Os agudos doces de Gal Costa deram um novo sentindo e beleza à obra que ele dividia com Eduardo Gudin e com o paulista Carlos Rennó, tendo este último transformado a cantora na musa principal das suas canções, fazendo com ela outros grandes trabalhos futuros. “Bem-Bom” é uma homenagem que se faz necessária no disco, dando a ele uma sofisticação que contrasta de forma quase abismal com “Um Dia de Domingo”, interliga “Sorte”, alinhava “Romance” e “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” , centrando os rocks diluídos pelos agudos tecnicamente selvagens da cantora.

O Legado de Bem-Bom

Após passar pelo experimentalismo da vanguarda paulistana da época, Gal Costa lança-se de cabeça no universo do então jovem e promissor poeta Cazuza. “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” (Cazuza – Frejat), canção visceral, criada na latência final dos resquícios da geração do desbunde, que ainda ousava ser seguido pela geração dos anos oitenta, traz uma Gal Costa cantando em um tom diferente do habitual, inovando na interpretação, que se nos parece aqui, uma mudança no timbre da cantora. Mera ilusão acústica, é Gal Costa brincando com a voz, fazendo dela experimentações ousadas, numa técnica dominada pela emoção madura. Aqui a cantora não suaviza o existencialismo da geração exprimida entre o mel e a ferida, deparando-se com as limitações e com o inferno nosso de cada dia, traduzidos nas doenças sociais, na queda da ditadura e na falta de direção das ideologias agonizantes. Gal Costa mostra-se mais visceral aqui do que em todas as canções mais eletrizantes do disco. Consegue, com perfeição, traduzir o universo inquietante e poético do insuperável Cazuza.

“E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não”


Voltando à essência da MPB de então, “Quem Perguntou Por Mim” (Milton Nascimento – Fernando Brant), é quase uma prece focada para dentro da cantora, numa referência à expansão do amor e admiração que a sua voz atingia pelo mundo, atravessando mares, rompendo fronteiras. Com “Bem-Bom”, Gal Costa viajou por Portugal, Argentina, Japão e tantos outros países, causando comoção e adquirindo fãs das mais diversas nações. “Quem Perguntou Por Mim”, produzida no disco pela própria cantora, com participação especial luxuosa de Wagner Tiso, é um registro de carinho e amor para aqueles que, em qualquer parte do mundo, deixaram-se seduzir por sua voz de sereia.
Assim como encerrava o álbum anterior, “Profana” (1984), Gal Costa terminava este disco mergulhada no mais puro rock psicodélico, “De Volta ao Futuro” (Ricardo Cristaldi – Waly Salomão), embora com um leve trave da época do desbunde, apresenta-se como algo futurista, fugindo à sensatez dos insensíveis, trazendo a vertente aguda da voz da cantora, traduzindo a genialidade explosiva de Waly Salomão, encerrando de forma imprevisível mais um trabalho da dupla, que tanto fez sucesso, gerando discos e shows históricos. Mestre e musa, inspiração e voz, “Bem-Bom” despede-se com a certeza de que poderia ser tudo, menos um disco de fácil assimilação popular, apesar de ser o comercialmente mais vendido da carreira de Gal Costa. Um paradoxo, muitas vezes explicado de forma simplista no eco dos maledicentes, que jamais superaram as limitações e grande sucesso de “Um Dia de Domingo”. “Bem-Bom" é o disco ícone da década de 1980, mas está longe de ser datado, ou mesmo resumido a esse estigma. O álbum hoje, quando ouvido e revisto, surpreende, mostrando-se de uma sofisticação eclética que só uma cantora como Gal Costa consegue produzir.

Ficha Técnica:

Bem-Bom
RCA – BMG
1985

Direção Artística: Miguel Plopschi e Waly Salomão
Coordenação Artística: Gal Costa, Waly Salomão e Miguel Plopschi
Produzido Por: Ricardo Cristaldi (Sorte, Acende o crepúsculo, Todo amor que houver nessa vida e De volta ao futuro), Miguel Plopschi (Um dia de domingo, Musa de qualquer estação e Quem perguntou por mim), Luiz Avelar (Último blues e Muito por demais), Arrigo Barnabé (Bem-bom), Djavan (Romance) e Gal Costa (Quem perguntou por mim)
Estúdios de Gravação: Multi Estúdios
Técnicos de Estúdio: Carlos de Andrade (Carlão) e Eduardo Costa
Auxiliares: André Mattos, Alberto, Antonio Carlos e Guilherme
Estúdio Lincoln Olivetti
Técnicos de Estúdio: Lincoln Olivetti e Eduardo Costa
Auxiliar: Tico
Estúdio RCA – RJ
Técnicos de Estúdio: Guilherme Reis, Flávio Sena, Dalton Rieffel, Franklin Garrido e Luiz Carlos Reis
Auxiliares: Liu, Mauro e Magro
Mixagem: Ricardo Cristaldi (Sorte, Acende o crepúsculo, Todo amor que houver nessa vida), Luiz Avelar (Último blues), Eduardo Costa (Acende o crepúsculo, Muito por demais, Romance, Bem-bom, Todo amor que houver nessa vida, Quem perguntou por mim), Gal Costa (Muito por demais, Romance), Djavan (Romance), Miguel Plopschi (Musa de qualquer estação), Marcelo Sussekind (Musa de qualquer estação), Flávio Sena (Musa de qualquer estação), Franklin Garrido (Musa de qualquer estação) e Carlos de Andrade (Carlão) (Sorte, Último blues, Bem-bom, De volta ao futuro)
Capa: Noguchi
Clima: Waly Salomão
Foto: Milton Montenegro e Márcia Ramalho
Assistente: Marquinho
Vídeo: Lúcia Veríssimo
Computer Graphic: Milton Montenegro
Remake Cibernético de “Fatal”: Waly Salomão
Maquiagem: Guilherme Pereira
Cabelos: Jan
Roupa: YES BRAZIL
Coordenação Gráfica: Tadeu Valerio

Músicos Participantes:

Arranjos: Ricardo Cristaldi (Acende o crepúsculo, Todo amor que houver nessa vida e De volta ao futuro), Lincoln Olivetti (Um dia de domingo), Luiz Avelar (Último blues e Muito por demais), Arrigo Barnabé (Bem-bom), Eduardo Gudin (Bem-bom), Djavan (Romance), Marcelo Sussekind (Musa de qualquer estação)
Regência: Edson Alves (Bem-bom)
Baixo: Pedrão Baldanza (Sorte, De volta ao futuro), Nico Assumpção (Último blues), Otávio Fialho (Acende o crepúsculo, Todo amor que houver nessa vida), Fernando Souza (Um dia de domingo), Paulo César Barros (Musa de qualquer estação), Bebeto (Bem-bom) e Sizão (Romance)
Guitarra: Tony Costa (Sorte, Acende o crepúsculo, Todo amor que houver nessa vida, De volta ao futuro), Ricardo Silveira (Último blues), Marcelo Sussekind (Musa de qualquer estação) e Pisca (Muito por demais)
Guitarra Solo: Rogério Meanda (Acende o crepúsculo)
Guitarra Gybson Nylon: Djavan (Romance)
Bateria: Marcelo Costa (Gordo) (Sorte, Acende o crepúsculo, Todo amor que houver nessa vida, De volta ao futuro), Carlinhos Bala (Último blues, Muito por demais, Musa de qualquer estação, Bem-bom) e Teo Lima (Romance)
Percussão: Cidinho (Sorte, Acende o crepúsculo, Todo amor que houver nessa vida, De volta ao futuro), Marcelo Costa (Gordo) (Sorte, Acende o crepúsculo), Ohana (Muito por demais, Bem-bom), Paulinho Trumpete (Muito por demais) e Armando Marçal (Romance, Todo amor que houver nessa vida)
Teclados: Ricardo Cristaldi (Sorte, Acende o crepúsculo, Todo amor que houver nessa vida, De volta ao futuro), Lincoln Olivetti (Um dia de domingo), Luiz Avelar (Muito por demais, Romance), Robson Jorge (Um dia de domingo), Júlio César Teixeira (Sorte, Último blues, Acende o crepúsculo) e Cleberson Horsth (Musa de qualquer estação)
Piano Acústico: Wagner Tiso (Quem perguntou por mim), Luiz Avelar (Último blues, Romance) e Arrigo Barnabé (Bem-bom)
Violão Acústico: Djavan (Romance) e Tony Costa (Todo amor que houver nessa vida)
Violão Acústico Solo: Tony Costa (Todo amor que houver nessa vida)
Sax Alto: Lino Simão (Último blues, Todo amor que houver nessa vida), Leo Gandelmann (De volta ao futuro) e Zé Carlos (Todo amor que houver nessa vida)
Sax Soprano: Zé Luiz Segneri (Todo amor que houver nessa vida)
Sax Tenor: Bangla (Todo amor que houver nessa vida) e Zé Luiz Segneri (Todo amor que houver nessa vida)
Flautas: Celso Woltzenlogel (Bem-bom), Paulo G. Ferreira (Bem-bom), Murilo Barquette (Bem-bom) e Franklin Correa e Silva (Bem-bom)
Clarinetas: Pedro Silveira Neto (Bem-bom), José Cardoso Botelho (Bem-bom), Armênio Z. Suzano (Bem-bom) e Clovis Guimarães (Bem-bom)
Violinos: Giancarlo Pareschi (Bem-bom), Alzick Geller (Bem-bom), Alfredo Vidal (Bem-bom), João Daltro (Bem-bom), Jorge Faini (Bem-bom), Valter Hack (Bem-bom), Carlos Eduardo Hack (Bem-bom), Michel Bessler (Bem-bom), Paschoal Perrota (Bem-bom), Luiz C. Marques (Bem-bom), Francisco Perrota (Bem-bom) e Nelson Abramento (Bem-bom)
Violas: Frederick Stephany (Bem-bom), Arlindo Penteado (Bem-bom), Hindenburgo Borges (Bem-bom) e Nelson Macedo (Bem-Bom)
Cellos: Alceu Reis (Bem-bom), Marcio Mallard (Bem-bom), Jorge Ranevsky (Bem-bom) e Jaques Morelenbaum (Bem-bom)
Trombone: Nelson Martins (Bem-bom)
Coro: Pedrão Baldanza (Acende o crepúsculo, De volta ao futuro), Márcio Lott (Acende o crepúsculo, De volta ao futuro), Luna Messina (Acende o crepúsculo), Marisa Fossa (Acende o crepúsculo, De volta ao futuro), Paulo Massadas (Musa de qualquer estação), Roberto Correa (Musa de qualquer estação), Ronaldo Correa (Musa de qualquer estação), Fabíola (Musa de qualquer estação), Regina Correa (Musa de qualquer estação), Renata Moraes (Musa de qualquer estação) e Eveline Hecker (De volta ao futuro)

Faixas:

1 Sorte (Celso Fonseca – Ronaldo Bastos) Participação: Caetano Veloso, 2 Último Blues (Chico Buarque), 3 Um Dia de Domingo (Michael Sullivan – Paulo Massadas) Participação: Tim Maia, 4 Acende o Crepúsculo (Marina Lima – Antonio Cícero), 5 Muito Por Demais (Luiz Gonzaga Jr.), 6 Romance (Djavan), 7 Musa de Qualquer Estação (Roberto Carlos – Erasmo Carlos), 8 Bem-Bom (Eduardo Gudin – Arrigo Barnabé – Carlos Rennó), 9 Todo Amor Que Houver Nessa Vida (Cazuza – Frejat), 10 Quem Perguntou Por Mim (Milton Nascimento – Fernando Brant), 11 De Volta ao Futuro (Ricardo Cristaldi – Waly Salomão)

4 comentários:

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silvioafonso






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