sexta-feira, 23 de abril de 2010

BABY GAL - O SOM DA JUVENTUDE DIRETAS JÁ

Um dos momentos de total conciliação entre Gal Costa, a crítica e o público, “Baby Gal”, lançado em 1983, foi um álbum que na época trazia uma sofisticada parafernália eletrônica, unindo o que se havia de melhor qualidade na MPB à explosão que se daria, ainda naquele ano, do estilo musical que caracterizaria os incipientes grupos de rock.
Canções românticas e arranjos eletrônicos, fazem de “Baby Gal” um ícone da década de 1980, algumas vezes jogando-lhe uma poeira do tempo, diluída pela qualidade de músicas definitivas, como “Mil Perdões” ou “Eternamente”, e nas interpretações memoráveis, de uma cantora que então com trinta e oito anos, surpreendia em diálogos contundentes entre a voz e os instrumentos, numa técnica emotiva cada vez mais lapidada, sobressaindo-se às exigências do mercado de então, que faziam dela a cantora que mais se renovava na MPB.
Baby Gal” contribuiu para que se referendasse Gal Costa como grande dama da MPB, em um momento que já se ameaçava mudanças, mas que não se sabia onde os ventos iriam dar. O disco gerou um show homônimo, estreado em palco em janeiro de 1984, considerado o melhor da carreira da cantora naquela década, conciliando-a com a crítica após o fracasso do show “Fantasia”, em 1981, fragmentado no alegre “Festa do Interior”.
Baby Gal” dava uma sensação de culto elitista a Gal Costa, sem que se lhe perdesse o diálogo com o grande público, numa época em que se aclamava às cantoras da MPB à categoria de pop-stars. Disco agradável, mas longe de produzir uma primeira leitura fácil, trazia César Camargo Mariano de volta aos arranjos de uma grande intérprete, ausente desde a sua ruptura com Elis Regina.
Show perfeito e emocionante, disco que apesar das limitações de uma época, soube manter a sobriedade e beleza estética para que sobrevivesse ao tempo, “Baby Gal”, sem proferir uma única palavra de ordem, acalentou o lado sublime e romântico da geração que vestindo camisa amarela, iria às ruas pedindo o fim da ditadura militar. Gal Costa, Simone e Elba Ramalho, eram naquele momento pré-bandas de rock, as vozes daquela juventude “Diretas Já”. “Baby Gal” o registro mais fiel do que se chamava de bom gosto na época.

Baby Gal, o Show

Em 1983 Gal Costa era consenso absoluto de crítica e de público. Firmava-se nas paradas musicais com discos de sucesso e campeões de venda. No grande vão deixado pela morte de Elis Regina, em 1982, era a que mais se consolidava como estrela e como intérprete absoluta. Naquele ano, Tom Jobim convidou-a para dar voz às músicas da trilha sonora do filme “Gabriela”, gerando um disco homônimo. O maestro soberano encantou-se com aquela voz de sereia, elegendo-a sua musa, iniciando uma cumplicidade e parceria entre ambos, que só seria interrompida por sua morte, em 1994.
No fim de 1983, Gal Costa era a cantora mais requisitada pela mídia e pelos colegas da MPB. Lançou com sucesso e grande cobertura midiática, o disco “Baby Gal”. A seguir, convidada por Milton Nascimento, participou do seu show no Anhembi, em São Paulo, gravado e lançado em disco, dividindo com o cantor duas faixas, em duetos históricos. Ainda naquele final de 1983, foi convidada por Roberto Carlos para participar do seu show anual na TV Globo. Gal Costa fez dueto com o rei, cantando “Olha” (Roberto Carlos – Erasmo Carlos), sucesso que os dois haviam gravado individualmente nos anos setenta.
Baby Gal” deu origem a um show homônimo, devolvendo à cantora o prestígio em palco alcançado pelo mítico “Gal Tropical”, em cartaz por dois anos. Antes da estréia em palco, em janeiro de 1984, o show teve uma espécie de pré-estréia no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Durante quatro noites, Gal Costa apresentou-se com o repertório do novo disco, num especial gravado com exclusividade para ser exibido pela TV Globo, em 16 de dezembro de 1983. O repertório do especial não trazia todas as canções que seriam apresentadas no show oficial, assim como o figurino usado pela cantora para as câmeras de televisão estava longe do visual sensual apresentado à platéia nos palcos.
Baby Gal”, o show, teve a sua estréia em janeiro de 1984, no conceituado Canecão, Rio de Janeiro. Trazia um cenário futurista de Mário Monteiro, tendo como essência a voz da cantora associada a uma iluminação perfeita de Peter Gasper, fazendo que voz e luz ecoassem de forma etérea pela platéia.
Com uma luz tênue no meio da escuridão, a voz da cantora chegava à platéia antes dela entrar no palco, numa saudação a Omolu, seguida da abertura da cortina, trazendo os músicos em um cenário preto. A música entoava na escuridão, que se abria em uma ilha, onde surgia, iluminada por uma luz azul, a cantora, interpretando pela primeira vez em palco, “Dora”, de Dorival Caymmi. Voz e luz vinham embriagantes, em um canto solitário que emocionava e conquistava já em um primeiro ápice, uma ávida platéia.
O intimismo do início dava passagem para cores quentes, em um ritmo mais frenético, com canções alegres: “Bahia de Todas as Contas”, “Festa do Interior”... Luzes e cores pontuavam um espetáculo que emocionava pelo repertório romântico, alegre, sensual e existencialista ao mesmo tempo, lançado aos espectadores através de vinte e quatro canções, em inesquecíveis momentos que duraram pouco mais de uma hora e meia. Registros únicos como “Canção da Manhã Feliz” (Haroldo Barbosa – Luiz Reis), “Escandalosa” (Moacir Silva – Djalma Esteves) e “Bem Me Quer” (Rita Lee – Roberto de Carvalho), davam uma dimensão maior ao show do que ao disco, fazendo dele um dos melhores daquela conturbada época histórica, em que se derrubava aos poucos, a castradora censura aos espetáculos, músicas, livros e demais manifestações culturais. Gal Costa mostrava-se ousada, pronta para seguir os ritmos e as mudanças vindouras, sem que se perdesse na poeira de uma época, predestinada para ser irremediavelmente datada.
O show alcançou um grande sucesso, fazendo com que a cantora saísse em excursão por várias cidades do Brasil, sendo ovacionada pela platéia e pela critica por todos os lugares onde passou. “Baby Gal” punha a cantora em uma vitrine sofisticada e incontestável no cenário de uma MPB mutante, pronta a romper com o estilo estabelecido a partir de 1978, surgido com a abertura política.

Adoravelmente Submissa e Fatal

O primeiro grande sucesso de Gal Costa, que a revelou para todo o Brasil, foi a mítica “Baby”, de Caetano Veloso, lançada em 1968. A canção colou-se ao repertório da cantora, tornando-se obrigatória nos seus shows. Com a mudança de ventos na carreira de Gal Costa, marcada pelo show “Gal Tropical”, transformando-a em dama da MPB, “Baby” foi por algum tempo esquecida. Em 1983, a canção completava quinze anos. Para acentuar a data, Gal Costa, saudosa de interpretá-la, decidiu recriá-la no disco que lançaria naquele ano. Sintetizando uma carreira, “Baby” voltou não apenas em uma faixa, mas como a que deu título ao álbum.
Baby Gal” foi lançado no final de 1983. Produzido por Mariozinho Rocha, trazia uma capa preta, com Gal Costa a transbordar sensualidade, em fotografias de Frederico Mendes.
Dez faixas pontuam um disco suave, intimista, lírico, que inovava à época, pelo contraste entre o romantismo proposto e a explosão de sons e instrumentos eletrônicos, até então jamais visto nos discos da cantora. Não se deixando acompanhar por orquestra, a doçura das melodias são vincadas pelo lirismo da voz da cantora, rompendo uma atmosfera que se poderia desaguar em baladas melosas, firmando-se num efeito ágil, de jazz, quando se ouve teclados eletrônicos como o emulator.
O álbum já se mostrava diferente dos últimos lançados pela cantora na primeira faixa. Longe dos samba-exaltações que abriram “Água Viva” (1978), “Gal Tropical” (1979), “Aquarela do Brasil” (1980) e “Fantasia” (1982), “Mil Perdões” (Chico Buarque) dava início à proposta do disco. Canção existencialista, reveladora em cada verso, como se o sentimento iniciasse uma penitente caminhada de joelhos por uma escada íngreme, e, surpreendentemente irônica ao atingir o topo, em um desfecho sutilmente cruel. Gal Costa começa doce, submissa, diluindo dor a dor a emoção da cantora, terminando sedutora, liberta, fatal. “Mil Perdões” traz uma das mais belas interpretações de Gal Costa no universo de Chico Buarque. A canção veio diretamente da trilha sonora do filme “Perdoa-me Por me Traíres”, de Braz Chediak, protagonizado por Vera Fischer. Encontrou na voz de Gal Costa a interpretação definitiva.

“Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir
Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo por te trair”

Sutis Diferenças” (Caetano Veloso – Vinícius Cantuária), música suave e romântica, exalta os contrastes entre as visões diferentes de duas pessoas ligadas por um amor comum. A temática seria repetida por Caetano Veloso de forma mais contundente no ano seguinte, em “O Quereres”. Gal Costa sabe como ninguém valorizar a estética do universo de Caetano Veloso, sem que se deixe levar por uma leveza superficial dentro de uma canção com pouca verve latente.

"Pra você o medo vem do céu
Ou do Deus que não se mostrará
Mas pra mim o medo vem de eu
Não saber sequer se algum Deus há
Então nós dois
Sutis diferenças
Vamos combinar
Não há no amor
Quem vença ou não vença
Mas que luz vai dar"

Da Bahia Mítica ao Grande Final da Festa

Bahia de Todas as Contas” (Gilberto Gil) contrasta os tambores da percussão com a parafernália eletrônica, numa sonoridade diferente, considerada inovadora na época, numa revisão da Bahia folclórica tradicional. A canção ensaiava o que seria o axé-music uma década depois.

"Pra cada canto uma conta
Pra cada santo uma mata
Uma estrela, um rio, um mar
E onde quer que houvesse gente
Brotavam como sementes
As contas desse colar
Hoje a raça está formada
Nossa aventura plantada
Nossa cultura é raiz"

Sim ou Não” (Djavan) revela um potente diálogo entre a voz de Gal Costa, o piano Yamaha e o emulator, descortinando a técnica perfeita de uma cantora que não se furta em arriscar, afrontando-se com uma inquietude constante. Renovando-se. A voz cresce, quase que se esvoaça aos instrumentos ao pronunciar a palavra “saudade”. A balada instiga em sua solidão melódica, confirmando Gal Costa como a intérprete definitiva de Djavan.

“Toda razão
Perde o seu fim
Se um coração
For o juiz
Vá redimir
O medo de amar
Saudade...”

O lado A do vinil era encerrado com “Grande Final” (Moraes Moreira). Alegre, mas longe do frevo tradicional do autor, que Gal Costa difundiu tão bem pelo Brasil e pelo mundo desde que gravara “Festa do Interior” (Moraes Moreira – Fausto Nilo), em 1981. A canção vinha do musical televisivo “A Turma do Pererê”, baseado na obra de Ziraldo, dirigido por Augusto César Vanucci, que fora ao ar em 12 de outubro de 1983, pela TV Globo. Gal Costa encerrava o especial, cantando esta canção, que acabou por ser aproveitada no álbum.

"Viver da pé
Da pé viver
Pé de Saci
Pererê, Pererê, Pererê, Pererê
Não nego a minha parte
Entrego a vida à arte
De ser feliz, de ser feliz"

Rumba Brasileira

A alegria contagiante e perene da cantora aflora-se na primeira faixa do lado B do vinil, “Rumba Louca” (Moacyr de Albuquerque – Tavinho Paes), sendo a canção mais movimentada dentro de um disco de faixas suaves. Deixando os frevos e marchinhas que gravara nos últimos discos, ela compensava a falta com esta ousada e sensual canção, totalmente vanguardista, fundindo ritmo cubano com percussão brasileira, em um som inusitado e novo dentro da MPB. “Rumba Louca” emplacou com facilidade nas paradas de sucesso, embora tivesse uma letra de difícil assimilação popular.

“Tá que tá na hora de ir embora
Me chama que eu vou
Ver como chovo no molhado
Um bocado do pecado
Um charme, flecha de cupido me flechou
Vou ser teu brotinho apaixonado
Um gato no teu telhado (teu fogo)
Quente, como é quente o amor”

Olhos do Coração” (Tunai – Sérgio Natureza), composição de uma dupla que se vinha revelando aos poucos nos últimos anos, dentro do cenário da MPB de então. O título era uma alusão aos cantores e músicos cegos Stevie Wonder, Ray Charles e Jose Feliciano, ali citados e homenageados em um jogo de palavras. Na canção, Gal Costa surpreende com uma técnica ousada, imprimindo agudos de forma inovadora em sua discografia até então. Canção experimental tanto pela dupla compositora que chegava ao repertório da cantora, quanto pelos agudos eclodidos, com resultado esplendoroso.

"Que coisa forte, bonita
Que vida, que pulsação
Quem ouve, sente, acredita
Nos olhos do coração
Rei negro chamado Charles
Reinando em tantas canções, yeah"

De Flor em Flor” (Djavan), arranha um estilo bossa nova, que se esvai ao som dos teclados eletrônicos, tendo o acompanhamento de um violão como coadjuvante. Outra canção que se torna mais bela do que a proposta simplista da letra através da voz suave e lírica de Gal Costa, elevando o simples ao perfeito, o modesto ao luxuoso.

"O amor pra judiar de mim
Deu à flor um cheiro de jasmim
De um punhado de areia branca
Com lendas e conchas
Fez prisão pro mar
E a brilhar assim"

Epílogo Primoroso

Eternamente” (Tunai – Sérgio Natureza – Liliane) traz uma interpretação esplêndida, de uma ruptura entre o suave e o pungente, em tons às vezes visceralmente tristes, com o lirismo da voz da cantora a quebrar qualquer ato de melancolia, sem deixar de envolver a dor da letra em uma sublime beleza estética. A canção refletia um momento de perda da cantora, resultado da morte prematura num acidente automobilístico da secretária e amiga Maria Pia de Araújo, que a acompanhava há quinze anos. Era um dos ápices do show e do disco. A interpretação da cantora atingiu o âmago da sensibilidade da solidão humana. Tanto, que na época, um crítico de uma revista chegou a dizer que a faixa recriava a atmosfera pungente de Dolores Duran.

“Somente o tempo pode revelar
O lado oculto das paixões
O que se foi e o que não passará
Inesquecíveis sensações
Que sempre vão ficar
Pra nos fazer lembrar
Dos sonhos, beijos
Tantos momentos bons”

Num epílogo primoroso, “Eternamente” dava passagem imediata, sem espaços, para a última faixa, “Baby” (Caetano Veloso). Distanciando-se da versão original de 1968, mais vibrante e juvenil, este registro evidenciava a evolução artística de uma cantora movida pela inquietude perene, totalmente divorciada do tropicalismo. Aqui, Baby” adquiriu uma roupagem única, mais tarde abandonada pela cantora, que a recuperaria nos anos noventa com a conotação tropicalista original. Nesta versão, Gal Costa contava com a participação especial da banda Roupa Nova, fazendo um coro que rimava com os efeitos eletrônicos dos arranjos. A canção recuperada e refeita sonoramente, alcançou uma nova geração, diferente daquela que gritava em 1968, no meio de fuzis, tortura e canhões; e, que em 1983, lutava pela extinção definitiva da ditadura agonizante, saindo novamente às ruas para gerar o movimento “Diretas Já”. “Baby”, assim como o povo brasileiro, voltou novamente às ruas, às paradas de sucesso.

“Você precisa saber da piscina
Da margarina, da Carolina, da gasolina
Você precisa saber de mim
Baby, baby
Eu sei que é assim”

Baby Gal” trazia uma Gal Costa cada vez mais exigente e perfeccionista, que gravava repetidamente as faixas, até encontrar o tom que lhe tinha mais agradado. Com o álbum, a cantora encerrava a sua longa passagem pela então Polygram, gravadora onde esteve desde “Domingo”, primeiro álbum de carreira, ao lado de Caetano Veloso, lançado em 1967.

Ficha Técnica:

Baby Gal
Philips
1983


Produção: Mariozinho Rocha
Direção de Produção: Mariozinho Rocha e Gal Costa
Assistente de Produção: Beth Araújo
Técnico de Gravação: Luigi Hoffer
Técnico de Mixagem: Luigi Hoffer
Auxiliares de Estúdio: Marcos Adriano e Márcio
Montagem: William, Vitor e Ricardo
Corte: Ivan Lisnik
Fotos: Frederico Mendes
Maquiagem: Guilherme Pereira
Capa, Criação, Lay Out e Tipologia: Oscar Ramos
Arte Final: Jorge Vianna
Produção Gráfica: Edson Araújo
Gravado em 24 canais nos Estúdios Barra, Rio de Janeiro (PRS – Polygram Rede de Serviços)

Músicos Participantes:

Arranjos: César Camargo Mariano, Eduardo Souto Neto e Roupa Nova
Prophet Five: Eduardo Souto Neto, César Camargo Mariano e Ricardo Feghali
Piano Yamaha: Eduardo Souto Neto, César Camargo Mariano e Cleberson Horsth
Piano Acústico: César Camargo Mariano
Piano Rhodes: Ricardo Feghali
Piano Elétrico: Cleberson Horsth e Ricardo Feghali
Bateria: Serginho Herval
Baixo: Nando
Guitarra: Kiko Pereira
Emulator: Ricardo Feghali e Eduardo Souto Neto
Yamaha GS 2: César Camargo Mariano
Arp Omni: César Camargo Mariano
Violão: Luiz Roberto
Violão Ovation Base e Solo: Kiko Pereira
Moog Baixo: Ricardo Feghali
Sax Alto – Leo Gandelmann
OBXA: Cleberson Horsth
Percussão: Paulinho
Coro: Roupa Nova, Sonia Burnier, Regininha, Viviane Carvalho, Marisa Fossa, Luna Messina, Ana Carla, Regi, Fabíola Pires, Ricardo Feghali, Cleberson Horsth, Kiko Pereira, Serginho Herval, Nando e Paulinho

Faixas:

1 Mil Perdões (Chico Buarque), 2 Sutis Diferenças (Vinícius Cantuária – Caetano Veloso), 3 Bahia de Todas as Contas (Gilberto Gil), 4 Sim ou Não (Djavan), 5 Grande Final (Moraes Moreira), 6 Rumba Louca (Moacyr de Albuquerque – Tavinho Paes), 7 Olhos do Coração (Tunai – Sérgio Natureza), 8 De Flor em Flor (Djavan), 9 Eternamente (Tunai – Sérgio Natureza – Liliane), 10 Baby (Caetano Veloso) Participação Especial: Roupa Nova

Um comentário:

ADEMAR AMANCIO disse...

"Eternamente",realmente é arrepiante.