sábado, 27 de março de 2010

MINA D'ÁGUA DO MEU CANTO - RECITAL DE GAL COSTA

Um dos mais tecnicamente perfeito da discografia de Gal Costa, “Mina D’Água do Meu Canto” pode ser considerado o marco zero da fase madura da cantora, que estabeleceria um novo conceito da sua conduta em palco, mais voltada para o intimismo do corpo e para a explosão dramática da voz. Desde então, a cantora investiu nas possibilidades ilimitadas do seu canto, fazendo da voz os desenhos das palavras das canções, dando vida musical a elas, num recital que não se furtou a cantar qualquer desafio, antes limitado pelos jogos cênicos.
Lançado em 1995, o álbum anunciava a nova face da cantora que atravessaria o milênio. Após a deliciosa e tempestuosa provocação de “O Sorriso do Gato de Alice”, show e disco, acabava-se a irreverência e iniciavam-se todos os experimentos da voz, todos os desafios dos mais diversos universos da MPB, registrados em interpretações de repertórios diversos, espalhados em sua discografia e nas participações especiais antológicas em obras de outros cantores.
Para seguir esta nova e definitiva fase da carreira, onde se acabaram as concessões por imposição do mercado, Gal Costa foi buscar a essência mais pura da sua geração, trazendo um álbum temático assinado por Caetano Veloso e Chico Buarque. Se em “Água Viva”, em 1978, ela encerrou a fase da rebeldia que encantou gerações da contracultura, mostrando-se como água caudalosa da MPB, aqui ela mostra a mina, a água cristalina, a nascente do seu canto, refletido na beleza de uma das maiores vozes do seu tempo.
Mina D’Água do Meu Canto” encerrava de vez a era do vinil na carreira da cantora, sendo o primeiro concebido para o formato digital, e, o último lançado naquele formato. Sem a preocupação de gravar músicas inéditas, a cantora deu nova vida e perenidade a sucessos de Chico Buarque e Caetano Veloso, fazendo-os pela primeira vez, uma unidade em disco dentro da MPB.
O álbum, aparentemente uma constatação de carreiras, consegue surpreender e inovar em faixas como “As Vitrines” e “Atrás da Porta”, onde Gal Costa cantou de forma e tons únicos em toda a sua carreira, mostrando o potencial de uma voz que se supera todas às vezes que não tem medo de experimentar as suas possibilidades.
O disco é o início da Gal Costa madura e voltada para o que tem de mais valioso e infinito, a voz, senhora absoluta do seu corpo e da passagem do tempo, intacta como um límpido cristal, como o reflexo verdadeiro da alma de uma mulher que encanta o Brasil e o mundo há quase cinco décadas.

Da Dance Music à Densidade Lírica

Após um ano gerado pela dor das perdas, pelas polêmicas da mostra dos seios no show “O Sorriso do Gato de Alice”, Gal Costa reservou para si um breve tempo de reclusão, só regressando aos palcos em 1995, em um show contido, movido pela beleza e emoção da voz, lançado ao público em forma de recital. Para compor esse luxuoso recital, ela voltou ao álbum autoral, onde já tivera bem sucedidas experiências com “Gal Canta Caymmi” (1976) e “Aquarela do Brasil” (1980), dedicados a Dorival Caymmi e Ary Barroso respectivamente. Desta vez, Gal Costa buscou a matéria-prima do seu canto na obra dos dois maiores compositores da sua geração: Chico Buarque e Caetano Veloso. O resultado foi o álbum “Mina D’Água do Meu Canto”, longo e definitivo.
Lançado em 1995, o álbum foi o primeiro da carreira de Gal Costa a ser concebido no formato de CD, sendo, com exceção dos álbuns duplos, o mais longo da sua discografia. Produzido por Jaques Morelenbaum, traz dezessete canções, oito delas a levar a assinatura de Chico Buarque, e oito a levar a de Caetano Veloso, convergindo para a unidade na única faixa inédita, “Como Um Samba de Adeus”, assinada pelos dois compositores.
No processo definitivo da transição do LP para o CD, “Mina D’Água do Meu Canto” ainda foi lançado em vinil, sendo o último álbum da cantora naquele formato. Por ser longo, a versão em vinil saiu amputada, perdendo grande parte da unidade temática. Quatro faixas foram descartadas: “Milagres do Povo”, “O Quereres”, “As Vitrines” e “Quem Te Viu, Quem Te Vê”; além de “Odara” ter apenas 4’16 minutos, perdendo três minutos em relação ao CD (7’16 minutos). Para compensar a perda, “Odara” foi lançada em compacto simples de vinil, trazendo a faixa completa.
A capa do álbum, uma das menos inspiradas da discografia de Gal Costa, traz fotografias distorcidas, numa alusão às águas na sua pureza cristalina. Os arranjos, também de Jaques Morelenbaum, possibilitaram a participação de uma verdadeira orquestra de músicos, trazendo um disco que transita entre o quente e o “cool”, em momentos de pura emoção de voz e técnica.
A estética de “Mina D’Água do Meu Canto” distancia-se do academicismo de “Gal Canta Caymmi” e “Aquarela do Brasil”, já na primeira faixa, “Odara” (Caetano Veloso), abrindo com irreverência provocativa o álbum. Lançada originalmente pelo autor, em 1977, no álbum “Bicho”, em plena fase aguda do princípio da decadência do regime militar, a composição, que lembrava um flower power tardio, foi severamente criticada. A palavra odara passou a ser sinônimo da alienação intelectual profunda. Caetano Veloso justificou-se, dizendo que foi um momento de aproximação com o então incipiente movimento Black Rio. Gal Costa sofreu críticas por regravar a canção, mas sem fugir às polêmicas, a cantora deu consistência com os seus agudos à fragilidade da profundeza banal da letra, fazendo da canção uma explosiva dance music, mantendo um ritmo frenético por mais de sete minutos, num som eletrônico, lúdico e psicodélico, que lhe arranca toda a verve datada. “Odara” deu origem a um alegre e colorido clipe, na mais perfeita concepção flower power, feito pela MTV. E os agudos de Gal Costa pediam com energética pulsação:

“Deixa eu cantar
Que é pro mundo ficar odara
Pra ficar tudo jóia rara
Qualquer coisa que se sonhara
Canto e danço que dará”

Abandonando a leveza de “Odara”, somos remetidos para a densa “Atrás da Porta” (Chico Buarque – Francis Hime), uma das mais sofridas canções que retratam o abandono feminino. Acostumados às lágrimas dramáticas de Elis Regina, que deu corpo ao drama da letra, vamos encontrar, a princípio, uma interpretação cool de Gal Costa, que logo nos confunde os sentidos, pois a cantora reinventa-se, cria uma outra, trazendo um timbre inédito, numa exuberância surpreendente da técnica vocal, resultando numa feliz experimentação do potencial da sua voz, numa beleza inigualável. A voz da cantora cresce, como se subisse uma escada sem limites, superando a dramaticidade da música, transformada finalmente em voz. Elis Regina deu o corpo, o drama latente à canção. Gal Costa deu a voz, o infinito da dor numa visualização unicamente sonora, quase que a traçar um labirinto.

“E me arrastei, e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pêlos, teu pijama
No teus pés ao pé da cama”

Morena dos Olhos D’Água” (Chico Buarque), percorre o universo intimista do autor, no seu mais puro lirismo juvenil. Gal Costa sabe com a doçura peculiar da sua voz explorar esta atmosfera poética, sem medo de enfrentar o mar, de cantar todas as vitórias do amor que se abre discreto, daquele que está presente, ao lado da morena que sofre, mas que não lhe enxerga dentro do sofrimento. No tom lírico do intimismo navegante, Gal Costa enfrenta o mar das grandes canções, traduzindo-o em beleza de pura interpretação.

Homenagem e Despedida

Como Um Samba de Adeus” (Chico Buarque – Caetano Veloso) sela o ponto de convergência dos autores homenageados no álbum, prestando honras a um terceiro: Tom Jobim. Única canção inédita do disco, é a faixa que lhe dá o título, extraído de um dos seus versos. Emocionante tema de despedida ao maestro soberano, morto em dezembro de 1994.

“Quanto tempo
Mina d’água do meu canto
Manso
Piano e voz”

Cajuína” (Caetano Veloso), uma das mais emocionantes e belas canções do mestre baiano, chega finalmente à voz de Gal Costa, sua maior intérprete. Lançada pelo autor em 1979, no álbum “Cinema Transcendental”, traz a essência poética da derramada lágrima nordestina. Os mais atentos e saudosistas da Tropicália e dos seus integrantes, podem ver o rosto angustiado de Torquato Neto, o anjo torto tropicalista, vindo de Teresina, com sua poesia de homem lindo que iluminou a sina do menino infeliz, encerrada quando acendeu o gás em 1972, pondo fim à sua existência conturbada.

“Existirmos a que será que se destina
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina”

O intimismo lírico e poético dá passagem para as congas e bongôs, abrindo-se os terreiros negros da Bahia mística com “Milagres do Povo” (Caetano Veloso). A canção foi tema, em 1985, da série de televisão “Tenda dos Milagres”, inspirada na obra de Jorge Amado. Gal Costa sabe como ninguém dar a estética exata às canções de Caetano Veloso, cantando com técnica e emoção o sofrimento do negro e dos seus deuses pagãos, perseguidos através da história de um país de profundas marcas das raízes africanas.
O Ciúme” (Caetano Veloso), canção que faltou no álbum “Lua de Mel Como o Diabo Gosta”, em 1987, finalmente foi registrada por Gal Costa. Balada poética que canta a rivalidade entre as cidades de Petrolina e Juazeiro, separadas pelo rio São Francisco, o Velho Chico, ligadas por uma ponte. A canção é de uma melodia solitária, que se agarra com perfeição à voz de Gal Costa. Na época do lançamento por Caetano Veloso, em 1987, a cantora incluiu a música em seus shows. Em 1988 dividiu um dueto com Maria Bethânia no álbum “Maria”. Uma das mais belas canções sobre o ciúme humano, a voz de Gal Costa dá uma força emblemática e mágica à melodia melancolicamente solitária, quase a rasgar a dor do mistério.

“O ciúme lançou sua flecha preta
E se viu ferido justo na garganta
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta”

Momentos de Inovadora Inspiração Técnica

O Quereres” (Caetano Veloso), é daquelas canções rasgada por metáforas latentes, dispersadas em uma letra quilométrica, quase impossível de ser cantada em um só fôlego. É daquelas canções que além do próprio autor, só a sua maior intérprete consegue atingir a dimensão estética sem perder o fio da sua essência. A faixa, que chegou a ser pensada em dar lugar para “Podres Poderes”, traz vigor ao disco, que aqui ainda vai na sua metade, assegurando o longo caminho até o final, sem perder o ritmo. A letra vocifera o desafio dos contrastes de quem ama e é amado, a preservação da individualidade de cada um diante da paixão, em uma batalha onde não há vencidos ou vencedores, mas apenas amados e amantes, na mais bruta flor do querer desigual, pessoal.
Prosseguindo o ritmo frenético, embarcamos no samba “A Rita” (Chico Buarque), clássico da MPB, numa atmosfera proposital ao universo de Noel Rosa. É o rompimento da relação, o balanço final das perdas e danos dos sentimentos, resumidos nos objetos levados ou deixados.
No meio do ritmo ligeiro, há uma pausa para uma outra surpresa, “As Vitrines” (Chico Buarque). A voz da cantora surge como uma névoa entre a flauta e o piano, vai crescendo, mostrando-nos um timbre diferente, só visto lá no início, em “Atrás da Porta”, e que não se repetirá mais nas gravações da cantora. Momento de total experimentação técnica, só conseguida pelas grandes vozes. A voz de Gal Costa vence o arranjo musical, a letra intimista, e brilha de uma forma quase apoteótica, dando ao aspecto voyeur daquele que vê a amada ao longe, a passar na galeria, a interferir em clarões de hipnose lírica.

“Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria
Cada clarão
É como um dia depois de outro dia”

Quem Te Viu, Quem Te Vê” (Chico Buarque), outro samba antigo que se já tornou um clássico da MPB, tem o registro brejeiro de Gal Costa, fugindo à leitura tradicional do samba carioca, aportando-se de uma forma menos regionalista. Conta com o violão mágico do talentoso Rafael Rabello, em uma das suas últimas participações especiais em um disco. Se a cantora iniciou o disco com o frenesi flower power, aqui ela anuncia sem medo o samba que desponta:

“Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer”

O Amor Decifrado nas Melodias Atemporais

Futuros Amantes” (Chico Buarque), abria o lado B do último vinil, mostrando a sua importância dentro da unidade do disco. No CD esta demarcação ficou implícita por ser a décima segunda faixa. Talvez seja o ápice do álbum, onde tudo que até então foi cantado parece desaparecer diante da beleza intimista de Gal Costa, encontrando a intérprete definitiva que decifrou as linhas poéticas da canção. Chico Buarque descreve o amor como promessa da sobrevivência da essência humana, mesmo depois de todos os cataclismos ou passagem dos milênios. Nada se torna um vão, quando o amor prevalece, nada é o que ansiamos no agora, porque a verdade do sentimento ultrapassa o rompimento, a separação física, a passagem esmagadora do tempo, a morte. O amor não tem pressa, ele atravessa milênios, transformando-se em molécula de inspiração para os amantes do futuro, etéreos na poeira que sopra a condição perecível do homem. A voz de Gal Costa decodifica cada palavra profética do amor diluído na canção.

“Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você”

Samba do Grande Amor” (Chico Buarque), grande sucesso da década de 1980, foi várias vezes cantada por Gal Costa em seus shows, e em apresentações ao vivo ao lado de Chico Buarque. Seu registro seria inevitável em um álbum autoral como este. É o avesso de “Futuros Amantes”, onde só o desencanto e a desilusão fluem nas páginas da paixão, transformando o amante em carne viva, obrigando-o a esconder-se de novas aventuras nos meandros do amor. É o olhar de ironia diante das mentiras de amor, eliminando os sonhos de um novo caminho sentimental.

“Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor”

Lindeza” (Caetano Veloso) é quase um canto embriagante de sereia em noite de brisa e luar solitário, a nos convidar a seguir aquela voz hipnótica. É a supremacia estética da obra de Caetano Veloso soprada pelo lirismo extenuante de Gal Costa. É como se o desejo e o amor estivesse ali, perto e distante, ao alcance da boca, aberta ao sentimento molhado do êxtase final.

“Coisa linda
Minha humanidade cresce
Quando o mundo te oferece
E enfim te dás, tens lugar”

Últimas Faixas

O álbum despede-se do universo de Chico Buarque com “Desalento” (Chico Buarque – Vinícius de Moraes), clássico da MPB, unindo dois grandes poetas de gerações distintas, que se eclipsaram alguma vezes, produzindo sensíveis canções. Gal Costa não ultrapassa o intimismo da melodia, compenetrando-se na contenção do sentimento melancólico, sem explodi-lo em dor, seguindo a paixão em linha reta, numa canção obliqua, que arranha indelével as trapaças do amor.
Pelos Olhos” (Caetano Veloso), é resgatada de “Jóia”, álbum de Caetano Veloso, lançado em 1975. É daquelas canções de uma época que o autor transitava entre uma maturidade que o descolava da Tropicália e de uma teimosia em não abandonar a era flower power. Uma cumplicidade que só Gal Costa sabe manter com Caetano Veloso. É talvez a faixa menos brilhante de um disco excepcional.
Língua” (Caetano Veloso), encerra o disco da mesma forma frenética que começou. A canção é composta por um conjunto de expressões que constroem e refazem a língua portuguesa, revisada pelas inovações brasileiras, diluídas em estrangeirismos e variações regionalistas. É uma provocação constante e total, que rabisca a língua de Camões e de Fernando Pessoa, arrastando-a pelos vícios da linguagem das praias brasileiras e impostas pela televisão. Na gravação original, em 1984, Caetano Veloso dividia os refrões com Elza Soares, numa composição que nos arrastava a um samba-enredo que parecia explodir nas avenidas. Gal Costa agüenta sozinha, em um só fôlego, o desafio de uma das mais complicadas letras do autor, que se ancora nos neologismos que nos parece instransponíveis. Incluir “Línguano repertório mostra a eterna ousadia de Gal Costa, que não se deteve em músicas fáceis de um universo que ela tão bem conhece. Entre agudos e a voz via satélite de Gerald Thomas, ela impregna a língua portuguesa, transbordando todo latim em pó.

“Flor do Lácio sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer o que pode esta língua?”

Mina D’Água do Meu Canto” abria uma nova fase na carreira de Gal Costa, mais voltada para o canto e todos as suas possibilidades, deixando o espetáculo corporal de palco em segundo plano. A mudança de estilo desagradou aos fãs mais ortodoxos, acostumados com a superestrela pop dos anos 1980 ou com a musa da Tropicália e da contracultura dos primeiros dez anos da carreira. A nova fase deu passagem para o tempo, para as mudanças naturais da idade, revelando a mulher madura, intocável na beleza da voz. Ouvir cada canção deste álbum é uma viagem à interpretação dramática, triste ou alegre, diluídas nos diversos tons e emoções que nos revela um canto único, sem sequer precisar de um movimento de palco para que nos faça sentir transportados na mensagem de cada melodia.

Ficha Técnica:

Mina D’Água do Meu Canto
BMG Ariola
1995

Produção e Direção Musical: Jaques Morelenbaum
Arranjos e Regências: Jaques Morelenbaum
Engenheiros de Gravação: Ronaldo Lima, Fabio Henriques, Marcio Gama, Edu de Oliveira, Guilherme Reis e Luiz Rodrigues
Mixagem: Luís Paulo Serafim e Jaques Morelenbaum
Edição Digital: João Damaceno
Direção Artística: Sérgio de Carvalho
Coordenação de Produção: Fernando Camargo
Assistentes de Estúdio: Márcio Tavares, Magro, Billy, Alexandre Ribeiro, Keko, Sandro, Ivan “Mad Dog” Carvalho e André Bart
Produção Executiva: Fátima “Fafá” Magna e Guto Burgos
Arregimentação: Pascoal Perrota e Fafá
Contra Regra: Romero Maselli
Fotografia: Ana Lontra Jobim
Projeto Gráfico: Ana Lontra Jobim e Marcos Martins
Colaboradores: Alberto Coelho e Paula Morelenbaum
Processamento de Imagens (fotos internas): Marcos Martins
Maquiagem: Marlene Moura
Assistente de Foto: Kaka Hansen
Assistente de Arte: Carla Góes
Supervisão de arte BMG Ariola: Emil Ferreira
Gravado no Rio de Janeiro: Estúdios Companhia dos Técnicos, Discover e SomLivre (novembro de 1994 / janeiro de 1995)
Mixado em São Paulo: Mosh Studios (fevereiro de 1995)
Agradecimentos de Gal Costa: Caetano Veloso, Chico Buarque, Tia Lea, Paula Morelenbaum, Rafael Rabello, Gerald Thomas, Oliveira e Wilma

Músicos Participantes:

Piano: Paulo Calasans
Violão: Luiz Brasil
Violão 7 Cordas: Rafael Rabello (Participação Especial)
Contrabaixo Elétrico-Acústico: Pedro Ivo
Contrabaixo: Zeca Assumpção e Denner Campolino
Baixo Elétrico: Pedro Ivo
Bateria: Jurim Moreira
Flautas: Andréa Ernest Dias, David Ganc e Marcelo Martins
Teclados: Paulo Calasans
Clarinetas: Paulo Sérgio dos Santos, Lucia Morelenbaum e Eduardo Morelenbaum
Clarone: Eduardo Morelenbaum
Sax Tenor: Marcelo Martins
Sax Alto: Eduardo Morelenbaum
Trompete: Marcio Montarroyos e Bidinho
Trombone: Paulo William
Trompa: Phillip Doyle
Conga: Armando Marçal e Sidinho Moreira
Pandeiro: Sidinho Moreira e Armando Marçal
Cuíca: Armando Marçal
Guitarra: Luiz Brasil
Chocalho: Armando Marçal
Corne-Inglês: Carlos Justi
Violinos: Giancarlo Pareschi, Bernardo Bessler, Alfredo Vidal, José Alves, Walter Hack, Carlos Eduardo Hack, Paschoal Perrota e Ricardo Amado
Spalla: Giancarlo Pareschi e Michel Bessler
Violas: Marie Christine Springel, Jesuína Passarolo e Eduardo Pereira
Cellos: Jaques Morelenbaum, Alceu de Almeida Reis, Iura Ranevsky e Marcio Mallard
3 Cellos: Jaques Morelenbaum
Orquestra de 8 Cellos: Jaques Morelenbaum
Bandolim: Luiz Brasil
Ábaco: Armando Marçal
Berimbau: Luiz Brasil
Tamborim: Sidinho Moreira e Armando Marçal
Agogô: Luiz Brasil, Sidinho Moreira e Armando Marçal
Caxixi: Marcelo Costa, Armando Marçal e Luiz Brasil
Pratos, Surdo, Vassourinha: Marcelo Costa
Triângulo: Marcelo Costa e Armando Marçal
Xequerê: Luiz Brasil, Sidinho Moreira e Armando Marçal
Djembê, Bongô, Guiro, Afoxé, Caixa: Sidinho Moreira
Ganzá: Armando Marçal e Sidinho Moreira
Timbales, Claves, Tantãs, Repique: Armando Marçal
Carrilhão, Bacia D’água, Sinos: Sidinho Moreira
Vocais: Luiz Brasil, Zepa, Baba, Ronaldo Barcellos e Ronaldo Coelho
Coro Faixa ‘Língua’: Gal Costa, Paula Morelenbaum, Jaques Morelenbaum e Antonio de Bonis
Participação Faixa ‘Língua’: Gerald Thomas via satélite filosofando em Nova York

Faixas:

1 Odara (Caetano Veloso), 2 Atrás da Porta (Chico Buarque – Francis Hime), 3 Morena dos Olhos D’Água (Chico Buarque), 4 Como Um Samba de Adeus (Chico Buarque – Caetano Veloso), 5 Cajuína (Caetano Veloso), 6 Milagres do Povo (Caetano Veloso), 7 O Ciúme (Caetano Veloso), 8 O Quereres (Caetano Veloso), 9 A Rita (Chico Buarque), 10 As Vitrines (Chico Buarque), 11 Quem Te Viu Quem Te Vê (Chico Buarque), 12 Futuros Amantes (Chico Buarque), 13 Samba do Grande Amor (Chico Buarque), 14 Lindeza (Caetano Veloso), 15 Desalento (Chico Buarque – Vinícius de Moraes), 16 Pelos Olhos (Caetano Veloso), 17 Língua (Caetano Veloso)

2 comentários:

ADEMAR AMANCIO disse...

Tenho que reconhecer,"Atrás da porta" na voz da gal ficou imbatível.É claro que é só uma opinião.

Wesley Moreira disse...

Achei seu texto muito bom, obrigado! Mas gostaria de saber se você tem certeza que Odara foi lançada em compacto de vinil?