quinta-feira, 26 de novembro de 2009

HINO NACIONAL BRASILEIRO

O Hino Nacional Brasileiro é uma das mais belas e complexas composições de um símbolo pátrio do mundo. Originário da velha “Marcha Triunfal”, de Francisco Manuel da Silva, composta em 1922, o hino passou por duas versões na letra, até que encontrou a terceira definitiva, em 1909, com o poema de Joaquim Osório Duque Estrada.
Feito em versos decassílabos, a letra do Hino Nacional Brasileiro suscita polêmicas, tida como demasiadamente difícil e rebuscada para um país com deficiência na alfabetização total da sua população. Durante um século, várias manifestações para a simplificação da letra foram conclamadas, mas nenhuma vingou. O pomposo poema continua intacto, apesar de não percebido o seu significado pela maioria dos brasileiros.
Na época da ditadura militar (1964-1985), o Hino foi decretado como símbolo nacional, sendo obrigatório o seu aprendizado, e proibida a sua execução pública em manifestações que não fossem de comemoração cívica. Com a queda do regime militar, a obrigatoriedade do hino extinguiu-se, provocando o desconhecimento de grande parte da população, que não o consegue cantar na íntegra. Composto por um vocabulário em desuso, a juventude atual não sabe a interpretação de muitas das suas palavras. Para que se não perca a essência da letra, o governo brasileiro voltou, por decreto, a partir de setembro de 2009, a tornar novamente obrigatório cantar o hino, uma vez por semana, em todas as escolas públicas e particulares do país.
Controvérsias à parte, o Hino Nacional Brasileiro é considerado um dos mais carismáticos do mundo. A velha marcha nacionalista de Francisco Manuel da Silva, encontrou a exaltação eloqüente do poema de Joaquim Osório Duque Estrada. Sua perpetuação depende do ensinamento da letra e do entendimento do seu vocabulário diante das novas gerações. Com a evolução da linguagem coloquial do dia a dia, se não for feito um trabalho cívico intenso e educativo, a tendência é de que nas próximas décadas, ninguém saiba mais do que cantarolar alguns dos seus versos.

A Marcha Triunfal

Em 1822, com a consolidação da independência do Brasil, os símbolos nacionais da nova nação passaram a ser desenhados. Na exaltação às comemorações de um país livre, Francisco Manuel da Silva compôs uma música para banda, que ficou conhecida como “Marcha Triunfal”. O arrojo eloqüente da música fez com que se tornasse popular, passando a ser obrigatória nos eventos públicos do Primeiro Império.
Com o declínio da popularidade de Dom Pedro I, a “Marcha Triunfal” passou a ser usada como protesto contra o seu reinado. Quando o imperador abdicou do reino em favor do seu filho, em 1831, a música de Francisco Manuel da Silva recebeu a sua primeira letra, feita por Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva. Uma manifestação de desacato a Dom Pedro I, quando ele embarcava de volta a Portugal, em 13 de abril de 1831, era marcada pela execução do hino no cais do Largo do Paço, no Rio de Janeiro. Assim, a velha “Marcha Triunfal” passou a ser chamada de “Hino ao 7 de Abril”, uma alusão à data de abdicação de Dom Pedro I.
Com o fim das regências, e a subida de Dom Pedro II ao trono, era necessário que se mudasse a letra que desacatava a memória do pai do novo imperador. A marcha mais popular do Brasil passou a ter uma segunda letra. O seu autor é desconhecido.
No decorrer do Segundo Império, a “Marcha Triunfal” era executada nas solenidades oficiais do imperador. Sua popularidade foi quem a elegeu como hino nacional, sem que se lhe desse uma letra definitiva.

A República e o Hino Nacional

Com o fim do Império, em 1889, a recém nascida República tentou construir uma nova história para o Brasil. Minimizou a importância de Dom Pedro I na independência do país, passou a exaltar novos heróis nacionais, construindo a imagem de um mártir do século XVIII, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
Também os símbolos nacionais perderam os brasões da família de Bragança, acompanhando a nova estética cívica da República. A velha “Marcha Triunfal” foi abolida dos atos solenes oficiais, e um concurso foi aberto para a escolha de um novo Hino Nacional. O vencedor foi um hino com música de Leopoldo Miguez e letra de Medeiros e Albuquerque. Mas a música foi rejeitada pela população, inclusive pelo próprio primeiro presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca. Assim, em 20 de janeiro de 1980, a música vencedora do concurso foi oficializada como “Hino da Proclamação da República”, e, a “Marcha Triunfal” de Francisco Manuel da Silva, voltou a ser o hino oficial.
Em 1906 foi aberto um novo concurso, desta vez para escolher uma nova letra para a “Marcha Triunfal”. Em 1909, o poema de Joaquim Osório Duque Estrada, foi declarado vencedor. O Hino Nacional Brasileiro adquiria a sua forma final. Só seria oficializado em decreto do presidente Epitácio Pessoa, assinado em 1922, durante as comemorações do centenário da independência do Brasil.
Durante a ditadura militar, foram decretados os símbolos nacionais: o Hino Nacional, a Bandeira Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional. A lei 5.700, de 1 de setembro de 1971, estabeleceu regras a ser cumpridas durante a execução do Hino Nacional, em que todos devem de pé e em silêncio, ter atitude de respeito. No período militar, era proibido que um artista cantasse o hino durante um show. A regra foi quebrada na época dos comícios pelas “Diretas Já”, em 1984. Apesar de vigente, já não se obedece a certas restrições à execução do Hino Nacional promulgadas na lei.
Com o fim do regime militar, o Hino Nacional deixou de ser obrigatório nas escolas públicas, o que levou a uma nova geração a não saber mais cantá-lo. Para que se superasse as dificuldades das pessoas ao cantar um hino de letra difícil e muito longa, o então presidente em exercício, José de Alencar, sancionou, em 22 de setembro de 2009, a lei que tornou obrigatório o ensino do hino, além de ser cantado pelo menos uma vez por semana nas escolas públicas e particulares de todo o Brasil. A medida é para que se evite a extinção de uma letra que se mostra cada dia mais difícil à evolução lingüística adotada pelas novas gerações.
Dificilmente a velha “Marcha Triunfal” de Francisco Manuel da Silva deixará de ser o Hino Nacional Brasileiro. Cem anos após a composição da letra de Joaquim Osório Duque Estrada, a sua perpetuação somente o tempo poderá dizer. Quem sabe, dois séculos depois, quantas letras terá tido a marcha que nasceu com a criação do Estado independente do Brasil.

Letra do Hino Nacional

I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu Brasil,
Ó Pátria Amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminando o sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida no teu seio mais amores.

Ò Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
-Paz no futuro e glória no passado.

Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

2 comentários:

Anônimo disse...

1
QUILOMBO 20/11/1970 - 20/11/2010. 40 ANOS
Organização Negra Nacional Quilombo
O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970-2010.
Revolução Quilombolivariana! REQBRA
Viva Zumbi! Viva Brasil Venceremos!
Conscientização!Justiça!Prosperidade! Solidariedade!
Fraternidade!Amor! Paz! Socialismo Quilombolivariano!
Ao Nosso Povo! Viva Brasil! Venceremos!
.
Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.Movimento Revolucionário Socialista (Seja um,uma) QUILOMBOLIVARIANO
O maior blog de Chávez e Chavista das Américas
vivachavezviva.blogspot.com
quilombonnq@bol.com.br
Organização Negra Nacional Quilombo
O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970
Por Secretário Geral Antonio Jesus Silva

Anônimo disse...

2
QUILOMBO 20/11/1970 - 20/11/2010. 40 ANOS
Organização Negra Nacional Quilombo
O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970-2010.
Revolução Quilombolivariana! REQBRA
Viva Zumbi! Viva Brasil Venceremos!
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direitos e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder Zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construídor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar as histórias dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Argentina, Boliviana, Peruana, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma, não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução
Quilombolivariana e bradaram Vivas! a Simon Bolívar Viva! Zumbi!Tupac Amaru!Benkos BiojoS!Negra Hipólita! Sepé Tiaraju Alicutan!Sabino! Elesbão!Luis Gama,Lima Barreto,Cosme Bento! José Leonardo Chirinos !Antônio Ruiz,El Falucho! João Grande e Pajeú ,João Candido! Almirante Negro!Patrice Lumumba!Viva Che! Viva Martin Luther King!Malcolm X!Viva Oswaldão Viva! Mandela Viva!Luiz I.Lula da Silva, Viva! Chávez, Vivas! a Evo Ayma!Rafael Correa! Fernando Lugo!José Mujica(El Pepe)! Viva! a União dos Povos Latinos afro-ameríndios,! 1º de maio,
Viva Dilma!Os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados.
Movimento Revolucionário Socialista (Seja um,uma) QUILOMBOLIVARIANO
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O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970
Por Secretário Geral Antonio Jesus Silva