sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CRESPÚSCULO DOS DEUSES (SUNSET BOULEVARD) - BILLY WILDER

Um dos maiores clássicos do cinema universal. “Crepúsculo dos Deuses” (Sunset Boulevard), de Billy Wilder, é uma mordaz história que retrata o próprio cinema e o espelho enfumaçado das suas estrelas. Revela a tragédia que se abateu sobre a carreira de grandes astros de Hollywood quando da sonorização do cinema, em 1928. O cinema mudo lançou estrelas como Mary Pickford, Charles Chaplin, Greta Garbo, Rudolph Valentino, John Gilbert, entre muitos. Com a chegada do som, muitos atores revelaram ao público uma voz desagradável, ou falta de habilidade para trabalhar diante dos microfones. Grandes carreiras foram encerradas quando estavam no auge, sendo legadas ao esquecimento.
O filme é a história de Norma Desmond, grande estrela do cinema mudo, que se viu esquecida por Hollywood, enlouquecendo no seu abandono. Ela vive refugiada em sua mansão na Sunset Boulevard, a rua dos astros de Hollywood, em um mundo surreal, sonhando com a volta às telas, desesperando-se com a expectativa de que um diretor famoso virá buscá-la.
Instável, rica, arrogante, possessiva, manipuladora, Norma Desmond tem a sua loucura alimentada pelo fiel mordomo Max, que lhe escreve e envia cartas, assinando-as como fãs. O mundo sombrio da esquecida dama é modificado com a chegada imprevista do roteirista Joe Gillis, um profissional fracassado que foge dos credores. Norma contrata-o para trabalhar em um roteiro medíocre, que ela pensa, será o responsável pela sua volta.
As personagens são interligadas em uma história cáustica, movida pela ambição de ambos, ela que quer voltar ao estrelato, ele que só deseja usufruir das boas condições financeiras. Atam-se em uma armadilha destrutiva, que oscila entre o ódio, o desprezo, a atração, a ambição, sentimentos nem sempre compartilhados por ambos. Billy Wilder vai desnudando o mundo de glamour de Hollywood, a crueldade da indústria com os seus ídolos, a degradação da alma humana.
Se Norma perde o senso da realidade, sabe do poder do seu dinheiro, como controlar e dirigir a vida de um homem oportunista; Joe não tem a consciência desprovida dos seus atos, esconde-se na sua ambição, e quando tenta acertar, crescer e lapidar a alma, não consegue sair do labirinto cáustico do mundo insano de Norma. Seus destinos estão interligados para sempre. A morte é a saída, a loucura também.
No rosto de Gloria Swanson, encontramos uma interpretação com nuances exagerados, olhos arregalados, movimentos típicos do cinema mudo, o que faz do filme uma sarcástica crítica aos que não sobreviveram à tecnologia. “Crepúsculo dos Deuses” é uma das maiores amplitudes do cinema dentro da alma humana, da sua decadência moral e do encontro cruel com as suas verdades. Norma Desmond e Joel Gillis, loucura e ambição, mesclam-se em uma encenação fatal.

Gloria Swanson e Norma Desmond, Estrelas do Cinema Mudo

O filme de Billy Wilder foge totalmente da narrativa clássica, iniciando a trama já com a tragédia confirmada. Policiais chegam em uma mansão da Sunset Boulevard para investigarem a denúncia de alguns tiros desferidos. No local encontram um cadáver a boiar na piscina. A partir de então, a trama começa a ser narrada pelo próprio morto, Joe Gillis (William Holden). Este início do filme é uma segunda versão, a original era uma cena no necrotério de Los Angeles, em que seis cadáveres relatavam, uns aos outros, as circunstâncias em que morreram. Um deles, Joe Gillis, começava a narrar a própria morte, dando seqüência ao filme. Em exibições de teste, a platéia deu risadas da cena, o que levou Billy Wilder a voltar a filmar outro início, o da antológica seqüência do corpo de Joe Gillis boiando na piscina.
Em off, o morto narra a sua história, retrocedendo ao fatídico dia que se encontrou com Norma Desmond (Gloria Swanson). Joe Gillis era um roteirista desempregado e sem sucesso. Seu fracasso profissional refletia em uma vida financeira difícil. Sem poder pagar as prestações do carro, ele foge dos credores, escondendo o veículo em uma garagem aparentemente abandonada na Sunset Boulevard. O incidente resultará no encontro do roteirista com Norma Desmond, Ela é uma mulher rica, que vive na sua mansão decadente, volvida em um mundo imaginário, ao qual se refugia para fugir da sua realidade, ela é uma grande estrela do cinema mudo, que com a sua sonorização, foi esquecida, precocemente levada ao ostracismo profissional.
Norma é uma mulher de meia idade, dominadora, possessiva, depressiva, tomada por sucessivas crises de desequilíbrio. Completamente esquecida pelo público e pelos produtores de Hollywood, ela vive a ilusão de ainda ser uma grande estrela, mentira sustentada pelo fiel mordomo Max von Mayerling(Erich von Stroheim), que lhe escreve secretamente, cartas de fãs que clamam por ela.
Na sua arrogância de grande dama do cinema, ela quer ser dirigida pelo mítico Cecil B. DeMille. No seu refúgio imaginário, trancada por décadas na mansão, Norma Desmond perdeu a noção de que o tempo passou. Com mais de cinqüenta anos, trabalha em um roteiro sobre Salomé, jovem personagem bíblica que ela quer interpretar, marcando, assim, a sua volta às telas. Para melhorar o roteiro que escreve, Norma Desmond contrata o jovem Joe Gillis. A partir de então, os dois estarão interligados para sempre, protagonizando uma história tensa e sombria.
Gloria Swanson parece viver na tela a sua própria história. Assim como a personagem, ela foi uma grande estrela do cinema mudo, sendo esquecida quando da mudança de tecnologia. A história de Billy Wilder retrata com fidelidade a perversa e cruel realidade de grandes astros que tiveram as suas carreiras encerradas quando atingiam o ápice. Para maior efeito, resgatou uma das grandes estrelas da época de ouro do cinema mudo. Curiosamente, Gloria Swanson foi a quarta opção do diretor, que oferecera o papel para Mae West, Mary Pickford e Pola Nigri, sendo recusado por todas. Gloria Swanson agarrou a personagem com a ferocidade das estrelas, transformando-a em uma atuação definitiva e única, que se confundiu com o restante da sua carreira, marcada para sempre pela força de Norma Desmond.

O Sóbrio e Sarcástico Joe Gillis de William Holden

Joe Gillis percebe, desde o início, o desequilibro de Norma. Inteligente, sagaz e oportunista, ele não acredita no roteiro da atriz, acha-o medíocre, sabe que ela já passou da idade para o papel. Mesmo assim, desempregado, aceita o convite para melhorar o roteiro. Vê no trabalho não uma realização, uma verdade profissional, mas a oportunidade de ganhar dinheiro e lucrar com os desvarios e excentricidades de Norma. O encontro entre os dois, já de início é demarcado por cínicos, inteligentes e brilhantes diálogos: “Você é Norma Desmond. Você trabalhava em filmes mudos. Você era grande!”, diz ele, ao que ela, orgulhosa e impenetrável no seu pedestal, responde: “Eu sou grande. Os filmes é que ficaram menores.
Para realizar o trabalho, Joe Gillis vai viver para as acomodações de um apartamento nos fundos da mansão de Norma. Ali permanece até que as chuvas criam um vazamento, obrigando-o a mudar-se para dentro da mansão, ocupando o quarto que pertencera aos três maridos de Norma. Sem demonstrar rejeição, o roteirista percebe o interesse latente da atriz por ele. Norma envolve-o com a sua obsessão eterna, ladeada de sentimentos confusos e passionais. Compra roupas caras para Joe, dominando por completo a sua vida. Na noite de ano novo, um elegante Joe Gillis desce as escadas da mansão, vestido com uma fina casaca que Norma mandara confeccionar a um figurinista, à espera de uma grande festa. Fica surpreso ao ver que só ele e Norma estarão presentes. Se a situação parecia confortável ao roteirista, ele começa a perceber que já não é livre como antes, sente-se cada vez mais prisioneiro daquela mulher, sem se sentir emocionalmente envolvido com ela. Constata que o desequilíbrio de Norma é maior do que imaginava.
A história magistralmente dirigida por Billy Wilder traz momentos em que a ficção mistura-se com a do próprio cinema, e vemos um desfile de atores da época dos filmes mudos, como Buster Keaton, ou ainda o diretor Cecil B. DeMille, ambos a interpretar eles mesmos.
O filme prende as platéias, mesmo com uma trama despida de qualquer vestígio da paixão, ou de uma forte história de amor. É uma elegia a duas ambições, a de Norma Desmond em voltar aos degraus da fama, e a de Joe Gillis, um homem que adormece a consciência em troca de uma vida confortável, ao lado de uma mulher pela qual não tem paixão, ou mesmo compaixão. Ele é movido por uma sobriedade sarcástica, sem arroubos. William Holden cria um Joe Gillis aos moldes de Humphrey Bogart. Sua beleza de bom moço não dá passagem, diluindo-se em um cinismo latente. O ator também não foi a primeira opção de Billy Wilder. Montgomery Clift tinha assinado contrato para fazer o papel, mas duas semanas antes de começar as filmagens, decidiu rescindi-lo. A segunda opção foi Fred MacMurray, que se negou a fazer o papel de um gigolô. William Holden sofreu, a princípio, grande rejeição por parte de Billy Wilder. Depois da sua interpretação magistral, tornar-se-ia um dos preferidos do diretor, voltando a trabalhar com ele em vários filmes.
A beleza jovial e sobriedade latente da interpretação de William Holden dão o contraste perfeito com a beleza decadente e desequilibro à flor da pele da Norma Desmond de Gloria Swanson.

Degradação, Morte e Loucura

Joe Gillis deixou-se levar pelas facilidades financeiras oferecidas por Norma Desmond. Não percebeu a sua decadência moral e o aprisionamento da alma, a fragmentação lenta do seu caráter. Mas ele é um homem inteligente, com uma consciência que por mais que se mantenha muda, insiste em soltar um grito no vácuo, na escuridão de um homem.
A idéia da prisão em que vive o jovem começa a ficar latente quando ele envolve-se com a roteirista Betty Schaefer (Nancy Olson). Inicia com a jovem uma relação profissional, trabalhando em conjunto em um roteiro. Joe Gillis começa a sentir-se um profissional outra vez. Betty passa a ser um alicerce de reconstrução do caráter moral e profissional do sarcástico Joe. Betty, apesar de estar namorando um amigo de Joe, Artie Green (Jack Webb), deixa-se envolver por ele.
A paixão inesperada é mais latente em Betty do que em Joe. Ele encontra na companheira o incentivo para que possa criar um grande roteiro, reerguendo-se das cinzas que lançara a sua vida. Decide renunciar ao relacionamento obsessivo e doentio que tem com Norma, recuperando a liberdade. Mas Norma tenta suicídio, cortando os pulsos. O pouco caráter que Joe ainda nutre, faz com que se sinta culpado e fique ao lado de Norma. Momentos de dilacerantes discussões, de ciúme claustrofóbico, dão a densidade dilatante do filme.
Mas Betty não desiste de salvar a alma e o talento escondidos de Joe. Confronta com Max, que intercepta as suas mensagens e telefonemas dirigidos a Joe. Uma segunda vertente é aberta na trama. Betty e Max são os verdadeiros alicerces de Joe e Norma, respectivamente. Lutam pelos dois, de forma que os fazem sobreviventes deles próprios. Betty consegue penetrar na muralha de Max, chegando a Joe. Ao confrontar o jovem escritor, consegue apenas que ele rompa com ela. Joe diz que não deixará a vida de luxo oferecida por Norma. Destruída, Betty parte, deixando a vida do rapaz para sempre.
Mas Joe Gillis surpreende. Sua consciência já não se cala, arranca de dentro dele todos os gritos das suas verdades. Ao chegar à mansão, ele faz as malas. Não ficaria com Betty, tão pouco com Norma. Ficaria com a sua liberdade, tentaria recuperar o homem que um dia fora, apagando o que se tornara. Decide voltar para Ohio e recuperar o seu antigo emprego de jornalista. Já não tem fascínio pela crueldade e brilho de Hollywood. O retrato de Norma Desmond fazia com que repelisse qualquer verdade ou ilusão dentro daquele universo de vaidades.
Já pronto para partir, Joe Gillis vê-se frente a frente com Norma Desmond. Ela ameaça matar-se caso ele parta. Entram no último e definitivo confronto. Cruelmente, ele mostra a verdade a Norma Desmond, que se mate, pois ninguém sentirá a sua falta, seus fãs já não se lembram dela. Pela primeira vez, Norma ouve a realidade que não quis enxergar durante todo o filme, tantas vezes camuflada pelo amor de Max.
Joe parte, desce as escadas, em busca da saída da mansão. Quando passa pela piscina, é atingido mortalmente por três tiros desferidos por Norma Desmond. Vive-se o ápice já anunciado nas cenas iniciais. Já sabemos que o jovem escritor pagaria a sua ambição com a vida. O corpo de Joe cai dentro da piscina. O filme volta ao início, quando os policiais chegam ao local do crime.
O corpo de Joe Gillis é retirado da piscina. Se a sua ambição lhe custara a vida, a de Norma Desmond roubara-lhe de vez a lucidez. A mansão é invadida pelos policiais, acompanhados por fotógrafos e jornalistas em busca da notícia. Max percebe o destino da protegida. Ainda uma última vez, ameniza a realidade trágica do seu ídolo. Avisa a Norma que as câmeras e os fotógrafos a esperam. Mergulhada por completo na obsessão de voltar ao mundo da fama, uma enlouquecida Norma Desmond retoca a maquiagem. Melancolicamente ela desce a escada de mármore. Acreditando que as câmeras dos fotógrafos sejam às de uma produção de Cecil B. DeMille, que está filmando Salomé. Norma Desmond dirige-se a elas com expressões faciais exageradas, olhos arregalados, com uma expressão trágica e patética, reproduzindo na essência a dramaticidade característica dos filmes mudos. Inesperadamente ela diz : “Sr. DeMille, estou pronta para o meu close-up”. Norma Desmond seguiria para uma prisão ou para um manicômio, acreditando que entrava nas filmagens de uma película. De forma surrealista, ludicamente cruel, terminava um dos maiores clássicos do cinema. Billy Wilder enterrava de vez o que restara do cinema mudo.

Ficha Técnica:

Crepúsculo dos Deuses

Direção: Billy Wilder
Ano: 1950
País: Estados Unidos
Gênero: Drama e Filme Noir
Duração: 110 minutos / preto e branco
Título Original: Sunset Boulevard
Roteiro: Billy Wilder, Charles Brackett e D. M. Marshman Jr.
Produção: Charles Brackett
Música: Franz Waxman e Jay Livingston
Música Não Original: Johann Sebastian Bach, Richard Strauss e Gerardo Matos Rodriguez
Direção de Fotografia: John F. Seitz
Direção de Arte: Hans Dreier e John Meehan
Decoração de Set: Sam Comer e Ray Moyer
Figurino: Edith Head
Maquiagem: Wally Westmore, Nellie Manley, Karl Silvera, Frank Thayer e Vera Tomei
Edição: Arthur P. Schmidt
Efeitos Especiais: Gordon Jennings
Efeitos Visuais: Farciot Edouart
Som: John Cope e Harry Lindgren
Estúdio: Paramount Pictures
Distribuição: Paramount Pictures
Elenco: William Holden, Gloria Swanson, Erich von Stroheim, Nancy Olson, Fred Clark, Lloyd Gough, Jack Webb, Franklyn Farnun, Larry J. Blake, Charles Dayton, Cecil B. DeMille, Hedda Hopper, Anna Q. Nilsson, H. B. Warner, Ray Evans, Jay Livingston, Buster Keaton, Fred Aldrich, Joel Allen, Gertrude Astor, Ken Christy, Ruth Clifford, Joan Cortay, Archie R. Dalzell, Eddie Dew, Peter Drynan, Julia Faye, Al Ferguson, Gerry Ganzer, Kenneth Gibson, Joe Gray, Sanford E. Greenwald
Sinopse: Um crime é cometido. A partir dele, uma voz em off começa a narrar os acontecimentos que levaram ao trágico desfecho. Joe Gillis (William Holden), é um roteirista fracassado, que para fugir aos credores, refugia-se em uma decadente mansão da Sunset Boulevard, pertencente à Norma Desmond (Gloria Swanson), uma estrela do cinema mudo. A atriz contrata-o para melhorar o roteiro de Salomé que ela escreve, esperando que com ele volte às telas e à fama. Mesmo diante da mediocridade do roteiro, ele aceita o trabalho e a proteção financeira da atriz. Juntos travam uma relação sombria, que os levará a uma iminente tragédia.

Billy Wilder

Considerado um dos maiores gênios do cinema, Samuel Wilder, conhecido como Billy Wilder, nasceu em Sucha Beskidzka, atual Polônia, em 22 de junho de 1906. Filho de uma família de judeus, Billy Wilder tinha intenções de se tornar um advogado, mas abandonou a carreira quando se mudou para Viena, tornando-se jornalista.
Foi em Berlim, na Alemanha, quando trabalhava para um tablóide, que Billy Wilder iniciou a carreira no cinema, estreando-se como roteirista, em 1929. Com a ascensão do nazismo, em 1933, o jovem roteirista viu-se obrigado a deixar a Alemanha, emigrando para a França, e depois para os Estados Unidos. A barbárie nazista atingiu a sua família, tendo a mãe e os avós mortos em Auschwitz.
Nos Estados Unidos, Billy Wilder teve que aprender o idioma inglês em um curto tempo. No início contou com a ajuda de Peter Lorre para ingressar na seleta indústria de Hollywood. Escreveu roteiros em parceria com Charles Brackett que se tornaram clássicos do cinema americano, como “Ninotchka”, de 1939. A partir de 1942, Brackett começou a produzir filmes dirigidos por Wilder. Da união dos dois, surgiram grandes produções que se tornaram míticas, como “Farrapo Humano”, em 1945, que ganhou o Oscar de melhor filme, melhor direção e melhor roteiro, e “Crepúsculos dos Deuses”, em 1950, que teve várias indicações para o Oscar, ganhando o de melhor roteiro, melhor direção de arte e melhor trilha sonora.
A partir de 1951, Billy Wilder produziu os próprios filmes. Sua filmografia é de uma genialidade impar, transitando entre grandes comédias como “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), ao filme noir, como o imprescindível “Crepúsculo dos Deuses”. É considerado um dos maiores diretores de todos os tempos, dono de uma obra com pouca oscilação, contundente e surpreendente, marcada pela ousadia de como os temas eram propostos. Impossível apontar um único filme do diretor como sendo a sua obra-prima. Billy Wilder tem várias obras-primas.
Billy Wilder teve uma vida longa, morrendo aos 95 anos, em 27 de março de 2002, em Beverly Hills, Los Angeles, vítima de uma pneumonia, após enfrentar uma batalha contra um câncer. Deixou um legado inconfundível dentro da sétima arte, responsável pela grandiosidade de várias carreiras de ídolos de Hollywood.

Filmografia de Billy Wilder:

1934 – Mauvaise Graine
1942 – The Major and the Minor (A Incrível Susana)
1943 – Five Graves to Cairo (Cinco Covas no Egito)
1944 – Double Indemnity (Pacto de Sangue)
1945 – Death Mills
1945 – The Lost Weekend (Farrapo Humano)
1948 – The Emperor Waltz (Valsa do Imperador)
1948 – A Foreign Affair (A Mundana)
1950 – Sunset Boulevard (Crepúsculo dos Deuses)
1951 – Ace in the Hole (A Montanha dos Sete Abutres)
1953 – Stalag 17 (Inferno nº 17)
1954 – Sabrina (Sabrina)
1955 – The Seven Year Itch (O Pecado Mora ao Lado)
1957 – The Spirit of St. Louis (Águia Solitária)
1957 – Love in the Afternoon (Um Amor na Tarde)
1957 – Witness for the Prosecution (Testemunha de Acusação)
1959 – Some Like it Hot (Quanto Mais Quente Melhor)
1960 – The Apartment (Se Meu Apartamento Falasse)
1961 – One, Two, Three (Cupido Não Tem Bandeira)
1963 – Irma la Douce (Irma la Douce)
1964 – Kiss Me, Stupid (Beija-me, Idiota)
1966 – The Fortune Cookie (Uma Loura por Um Milhão)
1970 – The Private Life of Sherlock Holmes (A Vida Íntima de Sherlock Holmes)
1972 – Avanti! (Avanti… Amantes a Italiana)
1974 – The Front Page (A Primeira Página)
1978 – Fedora (As Cinzas de Ângela)
1981 – Buddy Buddy (Amigos, Amigos, Negócios a Parte)

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