segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A COLUNA PRESTES

Inicialmente chamada de Coluna Miguel Costa – Prestes, o grande movimento de jovens oficiais militares que percorreram em marcha, numa espécie de guerra em movimento, cerca de vinte e cinco mil quilômetros pelo interior do Brasil, entrou definitivamente para a história com o nome de Coluna Prestes.
De 1925 a 1927, comandada pelos militares Miguel Costa e Luiz Carlos Prestes, a Coluna Prestes promoveu em suas marchas pelo país, o combate ao governo oligárquico da Velha República. Defendiam o voto secreto, encerrando com o tradicional cabresto eleitoral; o ensino primário obrigatório para toda a população e o ensino público ampliado. Por onde passavam, faziam comícios, incitando o povo contra a tirania do governo federal.
Originário dentro dos movimentos tenentistas da década de 1920, a Coluna Prestes em sua marcha épica revolucionária pelo país, durou exatos dois anos e três meses, percorrendo treze estados federais. Sem grande logística armamentista, desbravaram o país a pé, seguindo os seus líderes que iam montados em cavalos ou mulas. Enfrentaram cinqüenta e três combates contra as maiores forças do Exército federal. Os rebeldes conseguiram criar um exército popular. Acossados, retiraram-se para a Bolívia, em 1927, onde dos 1500 homens originais, restavam apenas 620. Muitos haviam deserdado. Era o fim do movimento. Os que ficaram eram homens cansados, caçados e atirados na miséria absoluta.
Na guerra de movimento deflagrada pela Coluna Prestes não houve vencedores e vencidos. Apesar de não ter arregimentado um exército revolucionário pelo Brasil, os rebeldes ganharam fama de heróis na imprensa e no imaginário popular, que contribuiria para a queda da República Velha. Gerou um grande herói e mito nacional, Luiz Carlos Prestes, que desde então, passou a ser chamado de “Cavaleiro da Esperança”. Com o fim da República Velha, em 1930, grandes líderes da Coluna Miguel Costa – Prestes aderiram ao governo de Getúlio Vargas. Luiz Carlos Prestes recusou-se, preferindo aderir aos comunistas, continuando uma luta para que amenizasse o Brasil de miséria que vira durante a longa marcha. A Coluna Prestes tornou-se mais épica do que revolucionária, historicamente mais importante do que imprescindível. Até hoje causa polêmicas, mas sem dúvidas, foi o maior movimento militar no Brasil que defendeu os direitos do povo, e não a sua elite secular.

A República Velha e o Tenentismo

A proclamação da República, em 1889, pôs fim à Monarquia, mas não às suas elites e oligarquias. O primeiro período da República, que foi desde a sua implantação até 1930, ficou conhecido como República Velha. Sustentada pelos fazendeiros ricos, ela era basicamente agrícola.
O café trouxe não só a riqueza agrícola, como a necessidade de desenvolvimento do comércio e da indústria ao seu redor. A indústria nascente nos centros urbanos, determinou a modificação social de um país essencialmente rural. Com as indústrias veio a necessidade de mão-de-obra especializada, o que abriu as portas do país para um grande fluxo de imigração européia.
Nos centros urbanos, uma nova classe social, a dos trabalhadores das indústrias, surgia com força. Com ela emergiam os movimentos trabalhistas, fincados principalmente nos ideais que eclodiam na Europa, como o anarquismo. A política oligárquica do governo brasileiro controlava movimentos sindicalistas com grande repressão, prendendo os seus líderes, deportando aqueles que não eram brasileiros. Sem fôlego, os movimentos trabalhistas avançaram nas duas primeiras décadas do século XX, sem direção ou grande influência sobre a população.
Se uma incipiente classe trabalhadora não tinha representatividade política na direção do Brasil, uma elite vinda das casernas, sentindo-se excluída, passou a contestar o sistema. Esta elite, formada por jovens oficiais do exército e da marinha, surgiu na década de 1920. Por causa das baixas patentes dos seus líderes, o movimento ao qual se engajaram, passou a ser conhecido como “Tenentismo”.
O tenentismo, embora visto à luz da história como um movimento popular, na verdade era conduzido por uma elite que tencionava terminar com o poderio das lideranças rurais e estendê-lo à classe média urbana emergente na época, como os militares, pequenos proprietários, funcionários públicos e trabalhadores.
O tenentismo, embora elitista, era dentro da escuridão das oligarquias, o movimento que tinha as propostas mais avançadas de mudanças sociais para o Brasil daquela década. Dentre as propostas progressivas, o movimento pedia o fim do voto de cabresto e a instituição do voto secreto, o que eliminaria as habituais fraudes dos governos formados pela República. Entre outras idéias progressistas, reivindicavam a garantia pelo governo do ensino escolar primário para todos.

As Revoltas Tenentistas

O tenentismo gerou revoltas significativas, que desafiaram o poder vigente, induzindo o colapso da República Velha. Entre os principais movimentos tenentistas estão: a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em 1922; a Revolta Paulista, também chamada de Revolução de 1924; a Comuna de Manaus, também em 1924; e, a mítica Coluna Prestes, movimento que se estendeu de 1925 a 1927.
A primeira revolta, em 1922, apesar de ter sido esperada em todo o país, só conseguiu ser deflagrada no Rio de Janeiro e em Mato Grosso. Os rebeldes opunham-se a que o presidente eleito, Arthur Bernardes, tomasse posse, já que consideravam as eleições fraudulentas.
O episódio mais significante da revolta de 1922, foi o levante no forte de Copacabana, que passou a ser chamado de “Revolta dos 18 do Forte de Copacabana”. Na época, o forte era comandado pelo capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do marechal Hermes da Fonseca. O capitão exortaria, no dia 4 de julho daquele ano, que os seus homens escavassem trincheiras, do forte ao farol. No dia 5, de madrugada, iniciava-se a rebelião, o tenente Antonio de Siqueira Campos disparou um dos canhões como sinal de que a revolta estava deflagrada, para que outros militares da cidade aderissem ao levante. Informado do movimento, o governo trocou antecipadamente, os principais comandos militares do Rio de Janeiro. Sem outros apoios, Siqueira Campos disparou contra o Quartel General do Exército e da Marinha, ocasionando a morte de quatro pessoas.
Durante todo o dia 5 de julho, o forte sofreu intenso bombardeio. Acossados, Euclides Hermes da Fonseca e Siqueira Campos permitiram a saída do forte, na madrugada de 6 de julho, dos que não quisessem combater. De 301 homens, 272 saíram. Diante do fato, Euclides Hermes dirigiu-se ao Palácio do Catete, para negociar uma possível rendição. Foi recebido com uma ordem de prisão.
Insensatamente, um pequeno grupo de militares, liderado pelo tenente Antonio de Siqueira Campos, não aceitou a rendição, marchando pela praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, enfrentando as tropas governistas. Restavam apenas 17 homens remanescentes, a eles juntou-se o engenheiro Otavio Correia, amigo de Siqueira Campos. Os jovens militares revoltosos e o civil sucumbiram ao cerco de três mil homens das forças legalistas. O tiroteio durou trinta minutos. Dos revoltosos só sobreviveram os tenentes Eduardo Gomes e Siqueira Campos.

São Paulo Sob Metralhadoras e Canhões

O levante do forte de Copacabana repercutiu por todo o Brasil, obrigando o presidente Arthur Bernardes a governar sob constante estado de sítio, o que levou a que outros movimentos militares eclodissem. 1924 foi um ano de grandes revoltas tenentistas pelo Brasil.
Em 23 de julho, incitados pelos movimentos rebeldes de São Paulo, os militares iniciaram um levante na capital amazonense, que se tornaria conhecido como “Comuna de Manaus”. Numa operação militar relâmpago, os rebeldes dominaram o governador em exercício, Turiano Meira. Por mais de um mês isolaram Manaus do resto do país, controlando os meios de comunicação. Em 26 de julho, expandiram o movimento pelo rio Amazonas, tentando avançar até a cidade de Óbidos, no Pará, dando origem à Comuna de Manaus. As forças legalistas só chegaram à região em 11 de agosto, terminando o levante em 26 de agosto.
Mas o maior movimento tenentista de 1924 aconteceu em São Paulo. Comandado pelo Exército e Pela Força Pública, o movimento armado eclodiu no dia 5 de julho, sendo comandado pelo general Isidoro Dias Lopes; tendo como participantes diversos tenentes, entre eles Eduardo Gomes, Joaquim Távora, João Cabanas, Índio do Brasil , Juarez Távora e pelo major Miguel Costa.
A revolta de 1924 foi a maior conflito bélico deflagrado em São Paulo, gerando acirrados combates que isolou a cidade por vinte e três dias, envolvendo-a em um campo de guerra. Durante o levante, a capital paulista foi bombardeada, obrigando a evacuação de milhares de civis.
Os militares paulistanos estavam cada vez mais insatisfeitos com o presidente Arthur Bernardes. Apoiados por setores da população civil, os rebeldes ocuparam os quartéis da Avenida Tiradentes, a Estação da Luz e Sorocabana, cortando ligações ferroviárias e telegráficas, isolando a cidade. Pelas ruas, homens armados de metralhadoras formavam barricadas. A eles aderiram grande parte da população civil, formando um batalha que tinha ex-combatentes da Primeira Guerra Mundial e contingentes de imigrantes europeus, considerados como estrangeiros inimigos do governo.
As forças legalistas do governo reagiram aos ataques dos rebeldes, distribuindo suas tropas por trincheiras equipadas com canhões e metralhadoras, nas proximidades do Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo paulista da época; pelo Pátio do Colégio; Várzea do Carmo, Praça Antonio Prado e Largo do Paissandu. Sangrentos combates foram travados na tentativa da retomada da Estação Sorocabana, causando várias mortes.
No dia 8 de julho, tiroteios e ataques a granada no centro de São Paulo, obrigaram os governistas a abandonar a cidade, deixando para trás armas e munições, entre eles potentes canhões, que passaram a ser usados pelos rebeldes para bombardear o Palácio dos Campos Elíseos, obrigando o presidente do Estado a fugir para o interior.
No dia 9 de julho, os civis que permaneceram entrincheirados em suas casas, saíram às ruas pela primeira vez. Estavam famintos e sendo obrigados à submissão aos preços exorbitantes dos alimentos vendidos no mercado negro. Revoltados e incitados pelos rebeldes, os civis saquearam o Mercado Grande da Rua 25 de Março, destruindo-o por completo.
No interior paulista, outras cidades aderiram à revolta, tomando as prefeituras. O objetivo do levante era que atingisse outros estados brasileiros. Mas o movimento não prospera. Em meio aos conflitos, a cidade de São Paulo foi bombardeada por aviões do governo federal, atingindo os bairros operários do Brás e da Mooca. A cidade foi tomada pelo horror, com combates que assolavam e incendiavam o centro, causando baixas na população civil.
Sob os escombros, a população fugiu, na noite de 16 de julho, buscando as estações ferroviárias como meio de fuga. Por quatro dias consecutivos, trezentas mil pessoas realizaram um êxodo para fugir dos combates. Já pelo dia 26 de julho, os rebeldes, cercados por catorze mil soldados legalistas, começaram a ter a resistência abalada. No dia 27 de julho, os rebeldes iniciaram a retirada da capital, através das estações da Luz e Sorocabana. No dia 29 de julho, tropas vindas da Bahia, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, Espírito Santo e outros estados, ocuparam São Paulo. Os vinte e quatro dias de combates deixaram na Paulicéia cerca de seiscentos mortos e cinco mil feridos, casas destruídas e paredes cravejadas de balas. Em agosto, já com a vitória sobre os revoltosos, o presidente da Província, voltou à cidade.
Vencidos, os rebeldes marcharam para o interior de São Paulo, rumando para o sul do país, onde, em Foz do Iguaçu, no Paraná, juntar-se-iam aos oficiais gaúchos comandos por Luiz Carlos Prestes, formando o maior movimento guerrilheiro do Brasil, a Coluna Miguel Costa – Prestes, ou simplesmente Coluna Prestes.

A Coluna Prestes

O levante paulista incitou os jovens oficiais do exército do Rio Grande do Sul a tramarem uma conspiração tenentista contra o governo. O mentor e coordenador da conspiração gaúcha foi o tenente Aníbal Benévolo, jovem oficial da Brigada da Cavalaria de São Borja, com a colaboração do tenente Mário Portela Fagundes e do capitão Luiz Carlos Prestes.
O movimento foi deflagrado no dia 28 de outubro de 1924, pelo levante do Primeiro Batalhão Ferroviário de Santo Ângelo, comandado por Prestes e Mário Portela. Outras unidades militares gaúchas aderiram ao levante. A burguesia local, representada por caudilhos ligados a Assis Brasil, e insatisfeitos pelos privilégios dados pelo governo aos estados de São Paulo e Minas Gerais, uniram-se aos rebeldes.
Sem coordenação e uma unidade de proposta revolucionária, os revoltosos foram logo dominados e reprimidos por tropas legalistas do governo gaúcho, só restando a resistência na região de São Luís Gonzaga, onde Luiz Carlos Prestes reuniu todas as tropas rebeldes remanescentes dos diversos contingentes sublevados. Cercados em dezembro de 1924, pelas tropas legalistas, os rebeldes gaúchos romperam o cerco e rumaram para o norte, para ajudar as tropas rebeldes paulistas, cercadas pelo exército federal comandado pelo general Rondon.
No dia 12 de abril de 1925, as tropas rebeldes gaúchas encontraram-se com as tropas paulistas, em um momento histórico acontecido na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. Juntas, as tropas rebeldes propuseram manter acesa a luta dos tenentistas, atraindo, em uma tática de guerra em movimento, atraindo as tropas legalistas para o interior do Brasil.
Após a junção, as tropas foram reorganizadas, criando-se a Primeira Divisão Revolucionária, constituída por duas brigadas: “São Paulo” com cerca de 700 homens, e “Rio Grande”, com cerca de 800 homens; sendo comandadas pelo major Miguel Costa, oficial de maior patente, promovido pelo general Isidoro Dias Lopes a general de brigada. Juntas, as duas brigadas contavam com menos de 1500 homens. Algumas mulheres gaúchas e paulistas faziam parte das colunas, acompanhando os seus maridos.
Assim, a Primeira Divisão Revolucionária, que seria chamada de Coluna Miguel Costa – Prestes, atravessou o rio Paraná, rumando para o Mato Grosso, dando seqüência à revolução tenentista, começada em São Paulo. A grande Coluna não seguia qualquer linha ideológica. O inimigo era o governo da República Velha e suas oligarquias. Apesar da luta por benefícios populares, como o voto secreto e o ensino primário estendido a todos, a proposta mais definida era quebrar com o monopólio rural nas grandes decisões do país, permitindo maior participação da sociedade ascendente urbana. A marcha reunia homens que não tinham grandes armamentos ou munições, que prosseguiam sem nenhum pagamento. Para sobreviverem, apossavam-se de animais e mantimentos alheios, deixando um termo de compromisso assinado por Luiz Carlos Prestes, de a que o ato era um empréstimo e não um saque, e que seriam indenizados quando a revolução fosse concretizada.
Apesar de comandada pelo general Miguel Costa, a competência de Luiz Carlos Prestes gerou-lhe prestígio e o respeito do líder paulista, que na prática, entregou-lhe o comando da Coluna.
Um dos principais objetivos da Coluna era aliciar o maior número de pessoas à causa. Por este motivo, procuravam manterem-se próximos da população dos vilarejos por onde passavam. Não lhes era permitido saques, agressões ou estupros. Mesmo com uma política conciliadora, incidentes foram registrados durante a longa marcha da guerra em movimento. Curiosamente, o nordeste brasileiro, secularmente mais explorado pelas oligarquias rurais, foi quem mais reagiu contra a Coluna Prestes. Padres reacionários e amigos dos coronéis locais eram quem mais incitavam a população contra os revolucionários. Relatos orais dizem que padre Cícero Romão Batista, convocou o cangaceiro Virgulino Ferreira, o Lampião, para eliminar Luiz Carlos Prestes e, junto com os seus homens e jagunços, combatessem a Coluna. Não há nenhum documento que comprove o fato, apenas a tradição oral popular.
Outro incidente envolvendo um padre, ocorreu quando a Coluna passou pelo vale árido de Piancó, na Paraíba. Ali o padre Aristides Ferreira da Cruz teria incitado a população a lutar contra os rebeldes. Uma imensa batalha teria sido travada, alguns moradores do local mortos, e o padre trucidado em um barreiro. Apesar de comprovado o assassínio do padre, ele se tornou um herói popular difundido na literatura de Cordel da região, o que lhe aumentou as atrocidades sofridas, tirando grande parte dos fatos históricos em seus detalhes mais conclusivos.
Perseguidos e confrontados por tropas armadas e logisticamente bem preparadas, vindas de todo o Brasil, a Coluna Prestes jamais foi derrotada, sendo chamada de Coluna Invicta. Durante os dois anos e três meses que percorreu o país, em uma marcha de quase vinte e cinco mil quilômetros, enfrentaram bravamente 53 combates, derrotando 18 generais. Os combatentes da Coluna Prestes mais aguerridos foram os homens das tropas reunidas pelo coronel Horácio de Matos, com o seu Batalhão Patriótico de Diamantina. O coronel iniciou uma intensa perseguição aos rebeldes, acossando-os e forçando-os a seguir para a Bolívia, fora do território brasileiro.
Visto que a Coluna não cresceu, mas estava drasticamente reduzida em número, Luiz Carlos Prestes chegou à conclusão que já era hora de parar com a marcha. Decidiu seguir com os seus homens para o exílio na Bolívia, chegando àquele país em 3 de fevereiro de 1927. Dos 1500 homens iniciais, só 620 restavam quando do exílio na Bolívia. Terminavam a longa epopéia revolucionária pobres e debilitados, mas altivos e com a certeza de dever cumprido.
Com o fim da Coluna Prestes, os seus componentes foram conclamados pela imprensa como heróis. Luiz Carlos Prestes, feito o “Cavaleiro da Esperança”, ganhou grande prestígio. Sua consciência de Brasil e da miséria do seu povo foi despertada, fazendo com que descobrisse a ideologia comunista. O objetivo tenentista foi alcançado quando a República Velha chegou ao fim, em 1930, e Getúlio Vargas subiu à presidência da República. Muitos líderes dos levantes tenentistas passaram a fazer parte do governo de Vargas. Luiz Carlos Prestes recusou-se a fazer parte dele. Preferiu tornar-se um grande líder dos comunistas no Brasil. Se para os dirigentes tenentistas a verdadeira revolução significava pôr fim às oligarquias rurais, trocando-a pelas elites urbanas, a revolução para Luiz Carlos Prestes passou a ser ideológica, nos moldes de um mundo socialista.

2 comentários:

Yuri disse...

Está muito bom mesmo, um dos melhores que já li. O melhor de tudo foi falar que a 1º Divisão Revolucionária começou em São Paulo.
Os paulistas ficaram seis meses esperando os Rio Grandenses, aí Catanduvas caiu. Os Rio Grandenses chegaram nús, sem armas, munições, comida. Eles se juntaram aos paulistas que tinham tudo. Material retirado dos quarteis em São Paulo.
Miguel Costa não entregou na prática o comando a Prestes, veja o que é Estado Maior, cargo que Prestes era chefe. Não se entrega o comando, só em caso de imcompetência. "Miguel Costa era um gênio militar, não precisava estudar pra ser o grande general - João Alberto" Quem decidiu que não valeria mais a pena continuar marchando foram todos os 620 soldados da 1ª Divisão Revolucionária. Havia na coluna Rio Grandense mais de 30 mulheres, na paulista, duas apenas, a enfermeira e a cozinheira. Você não falou da batalha de Itararé onde Miguel Costa foi o comandante dos 12 mil homens do Sul e nem da chagada dos revolucionários em São Paulo.

Maria José Speglich disse...

Conheci o Prestes. Fui visitáloalgumas vezes na década de 80. Tenho uma carta dele ate hoje.
Legal ler sobre ele.