quarta-feira, 19 de agosto de 2009

PAUL GÉRALDY - POESIA ÍNTIMA E EMOTIVA

Paul Géraldy, pseudônimo de Paul Lefèvre, nasceu em 12 de maio de 1885, em Paris. Foi um dos grandes poetas da França do século XX. Sua obra passou a ser cultuada por gerações de jovens apaixonados, apesar de ser pouco exaltada e reconhecida pelos grandes críticos. Suas palavras seduzem pelo amor psicológico, a paixão erótica e latente, diluída em um suave humor íntimo e emotivo.
Poeta e dramaturgo modernista, Paul Géraldy revela um universo expansivo sobre as sutilezas psicológicas das relações amorosas, familiares e existencialistas, refletidas em um momento sublime da sociedade francesa, enlaçado nos períodos de paz entre as duas grandes guerras mundiais.
No teatro, Paul Géraldy lançou a sua visão pessoal sobre a família e o matrimônio, descrevendo a burguesia intelectual francesa da primeira metade do século XX. Fazem parte da sua dramaturgia as peças “Aimer” (1921), “Robert et Marianne” (1925) e “Duo, d’Après Colette” (1938). Sua obra é repleta dos sentimentos vividos no cotidiano, sobressaindo sempre o amor passional, os sentimentos aflorados que assustam os homens e fascinam as mulheres. O seu estilo atraiu um grande público feminino, que lhe possibilitou o sucesso.
Mas a maior consagração de Paul Géraldy veio com a poesia; através do livro “Eu e Você” (Toi et Moi), publicado em 1912, que se tornou um clássico e uma ode à paixão. De linguagem delicada e sentimentos sempre presentes no homem moderno, a obra traz uma conversa íntima entre um casal apaixonado, revelando todos os segredos do coração, todas as inquietudes dos relacionamentos diante do cotidiano. Versos livres que descrevem de forma fascinante, erótica, sensual e corajosa o amor entre duas pessoas.
Todos os poemas deste artigo foram extraídos de “Eu e Você”, que no Brasil teve a tradução de Guilherme de Almeida. Paul Géraldy morreu com quase 98 anos, em 10 de março de 1983. A sua poesia do amor elegante, sensual, inquietante e delicado, é sempre uma adorável descoberta, que arrebata os corações apaixonados através das décadas.

Expansões

Eu gosto, gosto de você
Compreende?
Eu tenho por você uma doidice...
Falo, falo, nem sei o que
Mas gosto, gosto de você
Você ouviu bem isso que eu disse? ...
Você ri? Eu pareço um louco?
Mas, que fazer para explicar isso direito,
Para que você sinta? ...
O que eu digo é tão oco!
Eu procuro, procuro um jeito...
Não é exato que o beijo só pode bastar.
Qualquer cousa que me afoga, entre soluço e ais.
É preciso exprimir, traduzir, explicar...
Ninguém sente senão o que soube falar.
Vive-se de palavras, nada mais.
Mas é preciso que eu consiga
Essas palavras e que eu diga,
E você saiba... Mas, o que?
Se eu soubesse falar
Como um poeta que sente,
Diria eu mais do que
Quando tomo entre as mãos
Essa cabeça linda
E cem mil vezes, loucamente,
Digo e repito
E torno a repetir ainda:
Você! Você! Você! Você!

Expansions (original)

Ah! Je vous aime! Je vous aime!
Vous entendez? Je suis fou de vous. Je suis fou...
Je dis des moi, toujours lês mêmes...
Mais je vous aime! Je vous aime! …
Je vous aime, comprenez-vous?
Vous riez? J’ai l’air stupide?
Mais comment faire alors pour que tu saches bien,
Pour que tu sentes bien? Ce qu’on dit, c’est si vide!
Je cherche, je cherche un moyen...
Ce n’est pas vrai que les baisers peuvent suffire.
Quelque chose m’étouffe, ici, comme un sanglot.
J’ai besoin d’exprimer, d’expliquer, de traduire.
On ne sent tout à fait que ce qu’on a su dire.
On vit plus ou moins à travers des mots.
J’ai besoin de mots, d’analyses.
Il faut, il faut que je te dise...
Il faut que tu saches... Mais quoi!
Si je savais trouver des choses de poète,
en dirais-je plus – résponds-moi –
que lorsque je te tiens ainsi, petite tête,
et que cent fois et mille fois
je te répète éperdument et te répète:
Toi! Toi! Toi! Toi!...

Sorte

Podíamos jamais nos conhecer talvez!
Meu amor, imagine, pois,
Tudo isso que a sorte nos fez
Para estarmos aqui, para sermos nós dois!

Nós fomos feitos um para o outro – diz você.
Mas pense no que foi preciso se interpor
de coincidências, para que
pudesse haver apenas isto: o nosso amor!

Que antes de unir nosso destino vagabundo,
vivemos longe um do outro, e sós, separados,
e que é tão longo o tempo, e que é tão grande o mundo,
e a gente era capaz de não se ter encontrado.

Você nunca pensou, meu romance bonito,
e que este amor correu de risco e indecisões
quando, ao encontro um do outro, em torno do infinito,
gravitaram à toa os nossos corações?

Você não sabe então que era incerta essa estrada
que conduziu nossos ideais,
e que um capricho, um quase nada
podia não ter nos juntado nunca mais?

Nunca lhe confessei esta coisa esquisita:
quando visitei você pela primeira vez,
a princípio nem vi que você era bonita...
não reparei quase em você.

Sua amiga me atraiu muito mais, com seu sorriso.
Foi só muito depois que cruzamos o olhar...
Nós podíamos não ter lido nada disso:
e você, não compreender, e eu, nem sequer ousar.

Que seria de nós se, aquela noite, alguém
viesse buscar você antes?
Ou se, entre luzes, você não corasse também
quando eu quis ajudar a pôr o seu manteau?...

Pois foram essas razões, lembra-se ainda?
Um atraso, um impedimento,
e nada existiria deste encantamento,
desta metamorfose linda!

Nunca aconteceria o amor que aconteceu!
Você não estaria agora em minha vida!...

Meu coração, meu coração, minha querida,
penso naquela doença
que você quase morreu...

Chance (original)

Et pourtant, nous pouvions ne jamais nous connaitre!
Mon amour, imaginez-vous
tout ce que le Sort dut permettre
pour qu’on soit là, qu’on s’aime, et pour que ce soit nous?

Tu dis: “Nous étions nés l’un pour l’autre.” Mais pense
à ce qu’il dut falloir de chances, de concours,
de causes, de coïncidences,
pour réaliser ça, simplement, notre amour!

Songe qu’avant d’unir nos têtes vagabondes,
nous avons vécu seuls, separes, égarés,
et que c’est long, le temps, et que c’est grand, le monde,
et que nous aurions pu ne pas nous rencontrer.

As-tu jamais pense, ma jolie aventure,
aux dangers que courut notre pauvre bonheur
quand l’um vers l’autre, au fond de l’infinie nature,
mystérieusement gravitaient nos deux coeurs?

Sais-tu que cette course était bien incertaine
qui vers un soir nous conduisait,
et qu’un caprice, une migraine,
pouvaient nous écarter l’un de l’autre à jamais?

Je ne t’ai jamais dit cette chose inouïe:
lorsque je t’aperçus pour la première fois,
je ne vis pás d’abord que tu étais jolie.
Je pris à peine garde à toi.

Ton amie m’occupait bien plus, avec son rire.
C’est tard, très tard, que nos regards se sont croisés.
Songe, nous aurions pu ne pas savoir y lire,
Et toi ne pas comprendre, et moi ne pas oser.

Où serions-nous oe soir si, ce soir-là, ta mère
t’avait reprise um peu plus tôt?
Et si tu n’avais pas rougi, sous les lumières,
quand voulus t’aider à mettre ton manteau?

Car souviens-toi, ce furent là toutes les causes.
Un retard, um empêchement,
et rien n’aurait été du cher enivrement,
de l’exquise métamorphose!

Notre amour aurait pu ne jamais advenir!
Tu pourrais aujourd hui n’être pas dans ma vie!...

Mon petit coeur, mon coeur, ma petite chérie,
je pense à cette maladie
dont vous avez failli mourir...

Dúvida

Você diz: “Eu penso apenas em você
todo o dia.”
Mas pensa em mim muito menos
que no amor.

E diz: “Meus olhos magoados
que vivem só de desejo
passam horas acordados
quando me deito.”
Mas sua alma é mais satisfeita
do que louca.
Você pensa mais no beijo
que na boca.

Você não se inquieta
Tem certeza de que este bem
é somente seu e meu.
Mas o amor é uma necessidade.
Você gostaria mesmo menos de mim, muito menos
se eu não fosse eu?

Doute (original)

Tu m’as dit: “Je pense à toi
tout lê jour.”
Mais tu penses moins à moi
que a l’amour.

Tu m’as dit: “Mes yeux mouillés
qui ne peuvent t’oublier
restent longtemps éveillés
lorsque je me couche.”
Mais ton coeur est moins grisé
qu’amusé.
Tu penses plus au baiser
qu’à la bouche.

Tu ne te tourmentes point.
Tu sais, sans chercher plus loin,
que nos joies sont bien les nôtres...
Mais l’amour est un besoin.
M’aimerais-tu beaucoup moins
si j’étais un autre?

Confissão

Eu bem sei que, ciumento, exigente, impulsivo, irritado,
infeliz por cousas tão banais,
eu vivo a provocar discussões sem motivo...
Mas eu amo tão mal porque eu amo demais.

E atormento você, e persigo...
Você havia de ser melhor amada e mais feliz também,
se não fosse você a minha única alegria,
e se este amor não fosse o meu único bem.

Aveu (original)

Je sais bien qu’irritable, exigeant et morose,
insatisfait, jaloux, malheureux pour un mot,
je te cherche souvent des querelles sans cause
Si je t’aime si mal, c’est que je t’aime trop.

Je te poursuis. Je te tourmente. Je te gronde...
Tu serais plus heureuse, et mieux aimée aussi,
si tu n’étais pour moi tout ce qui compte au monde,
et si ce pauvre amour n’était mon seul souci.

Meditação

A gente começa a amar,
por simples curiosidade,
por ter lido num olhar
certa possibilidade.

E como, no fundo, a gente
se quer muito bem,
ama quem ama somente
pelo gosto igual que tem.

Pelo amor de amar começa
a repartir dor por dor.
E se habitua depressa,
a trocar frases de amor.

E, sem pensar, vai falando,
de novo as que já falou.
E então continua amando
Só porque já começou.

Méditation (original)

On aime d’abord par hasard,
par jeu, par curiosité,
pour avoir dans um regard
lu des possibilites.

Et puis comme au fond soi-même
on s’aime beaucoup,
se quelqu’un vous aime, on l’aime
par conformité de goût.

On se rend grâce, on s’invite
à partager ses moindres maux.
On prend l’habitude, vite,
d’échanger de petits mots.

Quand on a longtemps dit les mêmes,
on les redit sans y penser.
Et alors, mon Dieu, l’on aime
Parce qu’on a commencé.

Derrota

Mas isso não é justo! Eu sou muito sensível...
Qualquer maldade que você me faça e que eu tente
retribuir, não consigo, é impossível!
Eu sofro mais do que você.

Você suporta bem os acintes sem fim,
os silêncios ruins e os olhares brutais...
Mas não seja cruel, tenha pena de mim!
Quando eu sofro, eu sofro demais...

... Mas, não! Não ouça! Eu confessei
ingênuo e fraco, uma cousa que eu não devia confessar...
Você sabe agora o meu fraco:
e vai talvez se aproveitar...

Défaite (original)

Ce n’est pas juste enfin! Moi je suis trop sensible.
Quand tu m’as fait du mal, je tente bien parfois
de te le rendre. Mais ça n’est jamais possible!
Je souffre toujours plus que toi.

Toi, tu sais supporter les longues bouderies,
les regards durs et lês silences obstines...
Ah! ne sois pas méchante avec moi, ma chérie!
J’ai trop de chagrin quand j’em ai...

... Mais je suis fou! N’écoute pas! Je te confesse
naïvement de dangereuses vérités…
Tu sais à présent ma faiblesse:
tu vas peut-être em profiter...

Sabedoria

Não sejamos muito exigentes:
nem sempre a sorte é acessível
a todo mundo, a toda a gente.
Ela é só dos menos sensíveis,
ou dos ricos, naturalmente...
Não desejemos o impossível.
Devemos estar contentes
de ser quem somos:
simplesmente namorados intermitentes
loucamente se namorando
de vez em quando.
É já uma grande cousa a gente
ser dois, à parte, entre os mortais,
dois que se bastam mutuamente
e não se aborrecem demais.
E somos mais exigentes,
se às vezes a alma ainda se sente
solteira e triste, isso é explicável:
temos um gênio insuportável...
ou somos muito inteligentes.

Sagesse (original)

Ne soyons pas trop exigeants:
le Bonheur n’est pas accessible
à toutes les sortes de gens.
Il faudrait être moins sensible,
ou bien avoir beaucoup d’argent…
Ne demandons pas l’impossible.
Nous devons nous trouver contents
d’être les êtres que nous sommes:
des amoureux intermittents
qui sont fous l’un de l’autre en somme
de temps en temps.
C’est déja beaucoup d’être deux,
deux côte à cote sur la Terre,
qui peuvent souffrir entre eux
et vivre sans trop se taire.
Et si l’on est plus exigeant,
si l’on se sent en y songeant
l’âme encor trop célibataire,
c’est qu’on a mauvais caractère...
ou qu’on est trop intelligent.

Mea Culpa

Afinal, meu gesto doido,
meu erro, querida,
foi ter posto em você
todo o peso da minha vida.

Ao começar este amor
num coração tão diverso do meu
pensei poder pôr
todo o meu universo.

E é desse erro tão profundo
que vamos sofrendo então.
Não se pode pôr um mundo
sobre um coração.

O seu coração é sincero,
ardente comigo
Mas, só, será suficiente
para afastar-me dos parentes
e dos meus amigos?

Mea Culpa (original)

Au fond, vois-tu, mon erreur,
ma grande folie,
c’est d’avoir charge ton coeur
de tout le poids de ma vie.

Le jours où l’on s’est aimé,
j’ai cru qu’en ce coeur offert
j’allais pouvoir enfermer
tout mon univers.

C’est de cette erreur profonde
que maintenant nous souffrons.
On ne fait pas tenir le monde
derrière un front.

Ton coeur est tendre et sincère,
ardent et soumis.
Mais, tout seul, pouvait-il faire
que je me passe de ma mère
et de me amis?

Final

Pois bem, adeus. Nada esqueceu?... Tem tudo já?
Não temos nada mais a dizer face a face.
Pode ir... Mas, não! Espere um pouco!
Como está chovendo!... Espere que isso passe.

Agasalhe-se bem! Está frio lá fora.
Você devia pôr um “manteau” mais pesado.
Já tem tudo o que é seu? Nada me resta agora?
As suas cartas? O retrato?...

Já que a gente se vai separar, olhe-me ainda um instante...
Mas sem chorar: seria idiota.
Como é horrível agora a lembrança remota
Do que nós fomos numa vida antiga e linda!

Nossas vidas se confundiram totalmente...
E agora cada qual retoma o seu caminho!
Nós vamos partir, cada qual mais sozinho,
Recomeçar, vagar por aí... Certamente,

Sofreremos também... Mas há de vir, depois
O esquecimento, a única cousa que perdoa.
E há de haver eu haver você; sermos dois;
Sermos isto: uma pessoa e outra pessoa.

Veja! Você já vai entrar no meu passado!
Havemos de nos ver na rua, casualmente...
Eu hei de olhar e de ir, sem ter atravessado...
Você irá com vestidos novos, diferentes...

E viveremos nossas vidas paralelas...
E amigos contarão a você minha história...
E eu direi de você, que foi a minha glória,
A minha força e a minha fé: “Como vai ela?”

O nosso amor... era esta cousa sem valor!...
No entanto, que loucura a dos primeiros dias!
Lembra-se bem? Que apoteose, que magia!...
Se nos amávamos!... E era isto o nosso amor!

Mesmo nós, até nós então, quando dizemos “eu te amo!”,
O que é que vale o que estamos dizendo?...
É humilhante, meu Deus!... Somos todos os mesmos?
Iguais aos outros, nós?... Mas, como está chovendo!

Você não sai com um tempo assim... Fique comigo!
Fique! Vamos viver – não sei... – mais conformados...
Os nossos corações, embora bem mudados,
Se reforçam talvez às luzes do sonho antigo...

Vamos tentar. Ser bons, de novo. Que remédio!
Podem falar: a gente tem seus hábitos...
Então? Não vá! Fique! E retome ao meu lado o seu tédio,
Eu retomo ao seu lado a minha solidão.

Finale (original)

Alors, adieu. Tu n’oublies rien?... C’est bien. Va-t’em.
Nous n’avons plus rien à nous dire. Je te laisse.
Tu peux partir... Pourtant, attends encore, attends.
Il pleut… Attends que cela, cesse.

Couvre-toi bien surtout! Tu sais qu’il fait très froid
dehors. C’est um manteau d’hiver qu’il fallait mettre...
Je t’ai bien tout rendu? Je n’ai plus rien à toi?
Tu as pris ton portrait, tes lettres?…

Allons! Regarde-moi, puisqu’on va se quitter…
Mais prends garde! Ne pleurons pas! Ce serait bete.
Quel effort il faut faire, hein? dans nos pauvres têtes,
pour revoir les amants que nous avons été!

Nos deux viés s’étaient l’une à l’autre données toutes,
pour toujours... Et voici que nous les reprenons!
Et nous allons partir, chacun avec son nom,
recommencer, errer, vivre ailleurs... Oh! sans doute,

nous souffrirons... pendant quelque temps. Et puis, quoi!
l’oubli viendra, la seule chose qui pardonne.
Et il y aura toi, et il y aura moi,
at nous serons parmi les autres deux persones.

Ainsi, déjà, tu vas entrer dans mon passe!
Nous nous rencontrerons par hasard, dans lês rues.
Je te regarderai de loin, sans traverser.
Tu passeras avec des robes inconnues.

Et puis nous resterons sans nous voir de longs móis.
Et des amis te donneront de mes nouvelles.
Et je dirai de toi qui fus ma vie, de toi
qui fus ma force et ma douceur: “Comment va-t-elle?”

Notre grand coeur, c’était cette petite chose!
Étions-nous assez fous, pourtant, les premiers jours!
Tu te souviens, l’enchantement, l’apothéose?
S’aimait-on!... Et voilà: c’était ça, notre amour!

Ainsi nous, même nous, quand nous disons “je t’aime”,
voilá donc la valeur que cela a! Mon Dieu!
Vrai, c’est humiliant. On est donc tous les mêmes?
Nous sommes donc pareils aux autres?… Comme il pleut!

Tu ne peux pas partir par ce temps… Allons, reste!
Oui, reste, va! On tâchera de s’arranger.
On ne sait pas. Nos coeurs, quoiqu’ils aient bien changé,
se reprendront peut-être au charme des vieux gestes.

On fera son possible. On sera bon. Et puis,
on a beau dire, au fond, on a des habitudes...
Assieds-toi, va! Reprends près de moi ton ennui
Moi près de toi je reprendrai ma solitude.

OBRAS

Antologias Poéticas:

1908 – Les Petites Ames
1912 – Toi et Moi (Eu e Você)
1960 – Vous et Moi

Narrativas:

1916 – La Guerre, Madame!
1938 – Le Prélude
1951 – L’Homme et L’Amour

Teatro:

1917 – Les Noces d'Argent
1921 –Aimer
1922 – Les Grands Garçon
1925 – Robert et Marianne
1932 – Christine
1938 – Duo, d’Aprés Colette

Um comentário:

Anônimo disse...

Como foi bom encontrar as traduções e os originais de poemas de Paul Géraldy.
Minha filha não sabe francês o suficiente para se inebriar com a obra deste poeta!
Lucy Niemeyer