domingo, 30 de agosto de 2009

MACBETH - WILLIAM SHAKESPEARE

Uma das tragédias mais conhecidas de William Shakespeare, “Macbeth” descreve o homem no limiar da sua essência, tornando-a traiçoeira e assassina pela ambição do poder. Macbeth é o anti-herói que insulta a dignidade, corrói as virtudes e banha as mãos de sangue. Nele o medo e a coragem diluem-se em uma compulsão desenfreada pelo poder. Ser rei é maior do que ser homem. A vida não lhe parece uma dádiva divina, mas um encanto de bruxas. Macbeth assusta quem lhe assiste no palco, pois traz à tona todo o lado obscuro que existe dentro de nós. Sua crueldade inquietante fez dele uma obra universal, lida e encenada milhares de vezes, quer nos palcos teatrais, quer no cinema ou na televisão.
Ambição e assassínio povoam o universo de Macbeth, apoiado e incitado por sua bela e fria mulher, Lady Macbeth. Ambos sujam as mãos de sangue em um regicídio que os levariam a ascender como rei e rainha da Escócia. Mas o peso da culpa, inicialmente legada a Macbeth, transtorna e enlouquece os monarcas. Lady Macbeth vaga pelas noites acometida por um cáustico sonambulismo. Macbeth devora a sua culpa através da crueldade, pois sangue chama sangue, e o cetro do rei está manchado por ele. A queda dos soberanos não vem como um castigo moralista, mas como conseqüência de um reinado construído sobre a violência e as mentiras das profecias enganadoras dos homens. “Macbeth”, é sem dúvida, uma das maiores obras da dramaturgia universal e uma das que mais amplia e mostra poética e cruamente a alma humana.
Dentro da obra de Shakespeare, “Macbeth” é a menor das suas peças, o que leva alguns estudiosos shakespereanos, dada a complexidade e profundidade do texto, a suporem que ela pode ter chegado aos tempos atuais com partes amputadas e perdidas. Há os que defendem que partes do texto tenham sido acrescentadas ao longo dos séculos, embora tais teorias estejam cada vez mais enfraquecidas. Seja como for, é um dos melhores momentos da literatura inglesa e da dramaturgia do pai do teatro britânico. Nenhuma platéia em todo o planeta, ficou imune quando as cortinas do último ato foram cerradas. “Macbeth” é próprio espelho do homem, visto pelo lado convexo dos seus princípios morais.

As Três Bruxas Tecem a Tragédia

Macbeth não é apenas uma personagem literária, ele realmente existiu. Figura de destaque nos meandros da monarquia escocesa, ele viria a subir ao trono, em 1040. Para ascender à realeza, assassinou o rei Duncan, que se via enfraquecido no poder após sofrer derrotas pelo norueguês Thorfinn. Várias conspirações foram urgidas para derrubá-lo do trono. Em 1054, Siward, conde de Nortúmbria, derrotou Macbeth, que se viu obrigado a fugir para o norte do país. Em 1057, Malcolm, filho de Duncan, abateu-o, sendo morto em Lumphanan. Enquanto rei, Macbeth trouxe prosperidade à Escócia e benefícios à Igreja. Reza a tradição, que o seu corpo está sepultado na ilha de Iona, ao lado de vários dos seus antecessores.
Foi inspirado nesta figura histórica, que Shakespeare criou a mítica tragédia “Macbeth”. Não se sabe ao certo, em que ano ela foi escrita, a maioria dos estudiosos aceitam 1606 como o mais provável. Estudos situam a data cronológica criativa entre 1605 a 1607. Entretanto, o primeiro registro de encenação da peça aparece no manuscrito de Simon Forman, “The Bocke of Plaies and Notes Therof per Formans for Common Pollicie”, em 20 de abril de 1611.
Dividida em cinco atos, “Macbeth” envolve as pessoas desde o primeiro deles. Inicia-se com trovões e relâmpagos, demarcando a entrada em cena das três bruxas. Personagens abstratas, saídas do agouro da vida e do seu misticismo sombrio, elas são essenciais para o decorrer das cenas. Suas mentiras determinarão as verdades, a ascensão e a queda do ambicioso Macbeth.
O rei Duncan e os seus exércitos enfrentam tropas norueguesas em uma batalha sangrenta. Macbeth é o intrépido guerreiro que sem medo, mais se destaca na luta contra o inimigo, conquistando o respeito e admiração do rei. No meio da batalha, o thane de Cawdor é descoberto como traidor, sendo executado. Para compensar a valentia de Macbeth, Duncan o faz o novo thane de Cawdor.
Enquanto isto, numa charneca, sob fortes trovões, Macbeth e o seu companheiro de luta Banquo, são surpreendidos pela aparição súbita da três bruxas. Numa armadilha das artimanhas dos adivinhos, elas tecem a tragédia, saudando Macbeth, então thane de Glamis, como thane de Cawdor. Ele ainda não sabe da traição do antigo thane de Cawdor, muito menos de que tinha sido agraciado com título pelo rei.
Mas as bruxas estão ali, para com as suas mentiras, fazer as falsas profecias, induzindo que os profetizados cumprissem a profecia idealizada. A Macbeth vaticinam que será rei, e a Banquo que será pai de reis. Prometem um reino estéril ao mais ambicioso, e um frutificado ao mais bondoso. Está demarcada a trama que se deverá estender sob o destino dos dois companheiros.

Assassínio de Duncan

A idéia de ser rei só toma forma na mente do ambicioso Macbeth, quando, ao lado de Banquo, encontra-se com Duncan e os seus súditos. O rei mostra-se grato, comovido e paternal para com o seu fiel servidor. Anuncia oficialmente, que Macbeth é o novo thane de Cawdor. Cumpria-se a primeira promessa das bruxas.
Cansados da batalha, o rei, seus filhos e súditos, aceitam pernoitar no palácio de Macbeth e da sua bela mulher.
Em casa, Macbeth conta para a mulher a profecia que lhe lançara as aparições. O casal deixa-se possuir pela chama da ambição. Para que pudessem ascender ao trono, era preciso que se eliminasse Duncan. O rei dormia sob o teto dos Macbeth, nunca fora tão fácil fazê-lo desaparecer. Desenha-se cada vez mais, as formas de um assassínio. Mas Macbeth reluta. Apesar de ambicioso, é um homem que admira Duncan, sendo-lhe grato. A inquietude da honra demove Macbeth de tão vil atitude. Mas Lady Macbeth é uma mulher fria e ambiciosa, está determinada a ver o marido ascender como rei da Escócia e, conseqüentemente, tornar-se ela a sua rainha. Não há tempo para remorsos da alma, a ambição do corpo é maior. Retroceder ao que lhe prometera as forças estranhas dos presságios era, na concepção de Lady Macbeth, a covardia da virilidade do marido. Juntos, decidem eliminar o rei naquela noite fatídica e abrir caminho para que se cumprisse a segunda profecia das bruxas.
Quando Duncan dorme, a própria Lady Macbeth embriaga os dois vigilantes à porta do rei. Tomados pelo vinho, os homens adormecem. Já com o punhal na mão, Macbeth dá uma última oportunidade à consciência, mostrando-se incapaz de vir a ser um assassino. Até então era um bravo e corajoso súdito do rei, capaz de por ele enfrentar com a vida as maiores batalhas. Mas a ambição é maior do que a dignidade; incitado pela mulher, ele logo percebe a sua própria verdade. Movido pelo aceno do poder, ele adentra o aposento do rei, assassinando-o.
Macbeth retorna do crime com as mãos ensangüentadas. Está visivelmente perturbado, demonstrando um cínico, mas sincero, arrependimento. Não se sente capaz de concluir o plano, sendo a própria Lady Macbeth que o executa. Friamente, ela apodera-se do punhal na mão do marido, entra no quarto onde jaz o rei, suja de sangue as adagas e os rostos dos vigilantes embriagados. Volta para o marido, com as mãos, assim como as dele, manchadas de sangue.

O Espectro de Banquo

A descoberta do assassínio de Duncan precipita os acontecimentos. Os vigilantes, cobertos de sangue, são os suspeitos. Macbeth, fingindo revolta e indignação, mata-os ao fio da sua espada. A corte escocesa está confusa diante de tão grande e misteriosa tragédia. Desconfiados da verdade, Malcolm e Donalbain, filhos do rei, decidem fugir para que não sejam assassinados. Malcolm foge para a Inglaterra, e Donalbain para a Irlanda. Diante da fuga, são acusados de parricídio. Os nobres escoceses decidem entregar o trono a Macbeth.
A segunda profecia das bruxas estava cumprida. Macbeth era o rei da Escócia. Banquo desconfia que o amigo tenha sabotado o destino e facilitado o cumprimento da profecia. Mas não se deixa intimidar. Mantém-se sereno e confiante, fiel ao amigo, afinal a terceira e última parte da profecia dizia respeito a ele e à sua prole. Seria pai de reis, não tinha que temer o que fosse.
Mas Macbeth também sabe da última parte da profecia. Traíra o seu rei, sujara as mãos de sangue para deixar o trono para a prole de Banquo? Tanto sacrifício para herdar um reino estéril, findo nele mesmo? Pensamentos obscuros permeiam a mente do novo rei. Sangue atraía sangue, fora longe demais para que a tão pouco se chegasse. Decide mudar o rumo da profecia. Prepara uma emboscada para Banquo e o seu filho, Fleance. Desta vez não se deixa inquietar pela consciência de um novo crime. Está mais frio. Três assassinos contratados por ele, degolam Banquo, mas o seu filho consegue escapar, fugindo para o meio da floresta.
Morto Banquo, o medo de Macbeth é atenuado. Mas a sua consciência não lhe deixa comemorar o triunfo. Em um banquete que promove para a alta nobreza do seu reino, é surpreendido pela aparição do espectro de Banquo, que se senta à mesa, no seu lugar. Transtornado, diante dos convidados, Macbeth grita para que o fantasma desapareça. O júbilo sucumbe. Os súditos desconfiam do rei. Lady Macbeth contorna a situação, controlando o acesso do marido. Com a sua frieza calculista, ela pede desculpa à corte, manipula o marido desnorteado, mas não consegue evitar que o júbilo naufrague. Os convidados vão embora. Também o espectro de Banquo desaparece.

Novas Profecias das Aparições

Macbeth torna-se um tirano cruel, que não hesita matar todos os seus inimigos. Muitos nobres deixam de apóia-lo, entres eles Macduff, thane de Fife, que foge para a Inglaterra, reunindo-se ao filho do falecido rei Duncan, Malcolm. Juntos, apoiados pelo rei inglês, armam uma esquadra de dez mil soldados.
Na Escócia, desencadeia-se uma guerra civil contra Macbeth. A mulher e o filho de Macduff são assassinados. Notícias que uma grande tropa de soldados vem para destituí-lo do trono, faz com que procure as bruxas, ordenando que elas digam o que se irá passar futuramente. Mas a principal verdade do demônio é a mentira. E Macbeth deixa-se enganar de forma fatal.
As três bruxas dançam ao redor do rei. Só elas lhe fazem reverências ao suposto triunfo. Com confusas visões, elas mostram a tragédia dissimulada. Palavras enganosas tecem o destino do rei. Uma das visões traz uma cabeça com um elmo, que diz para Macbeth ter cuidado com Macduff. Outra aparição mostra oito homens que são seguidos por Banquo, significando as gerações que se tornariam reis. Macbeth inquieta-se diante da revelação.
Mas as palavras enganosas dão certezas a Macbeth. Ele não deve temer as tropas inimigas até que a floresta de Birnam suba contra o monte de Dunsinane. Macbeth sorri aliviado. Afinal quem recrutaria as árvores da floresta para que subissem ao monte?
As aparições incitam Macbeth a ser enérgico e cruel, sanguinário e resoluto, pois nenhum homem nascido de mulher conseguiria fazer-lhe mal. Macbeth sente-se regozijado. Sua vida era intocável. Pertencia aos encantamentos das bruxas, não à Divindade Criadora. Todos os homens eram nascidos de mulher, o que o tornava imortal diante das espadas que se lhe viessem.

A Revelação das Palavras Enganosas

Se Macbeth tornou-se cruel e sanguinário, Lady Macbeth, até então volvida pela frieza da ambição, passa a ser atormentada pelo peso dos seus crimes. Perde a cada instante, a razão. Caminha pelo castelo à noite, empunhando uma vela, acometida por um estranho sonambulismo. Como um fantasma atormentado, tenta, diante de todos, lavar as mãos manchadas do sangue das suas vítimas. Aos poucos, deixa-se atormentar pelo peso da consciência, até então menor do que a sua ambição em ser rainha.
Lady Macbeth murmura pela noite. Sua personalidade vai definhando diante da culpa e da loucura. Distancia-se cada vez mais do marido, deixando-o sozinho com a sua tirania, com a sua sede de sangue e de poder. A crueldade latente daquela mulher veste a máscara da loucura. Por fim, não suporta a realidade do destino que escolhera, pondo fim à vida com as próprias mãos.
Macbeth recebe com frieza a notícia da morte da mulher. Já não há espaço para comoção ou sentimentos de amor em seu coração. Ao seu redor só há inimigos, a todos combate com altivez e crueldade. Está sozinho com o seu poder. Seu cetro estava manchado de sangue, também o seu reinado, a sua alma.
Envolto pela sedução solitária do poder, Macbeth descobre a primeira mentira das palavras das bruxas. Dez mil soldados vindos da Inglaterra camuflaram-se, cada um, com o galho de uma árvore da floresta de Birnam, avançando quase que imperceptíveis contra Dunsinane. Macbeth ri do malogro das bruxas. Assiste à queda dos últimos homens que lhe eram fiéis.
O rei sanguinário não teme aqueles homens. Tem a certeza de que não morrerá pela espada de nenhum deles. Todos nasceram de mulher. A todos que confronta, derruba pelo fio da sua espada. Por fim vê-se posto frente a frente com Macduff. De todos, só ao thane de Fife tentou evitar. Macbeth zomba do seu oponente, não lhe teme a espada, pois ele nascera de mulher. Mas Macduff faz a revelação que derrubaria as palavras enganosas das bruxas: ele tinha sido tirado antes do tempo do ventre maternal. Macbeth vê esvair o encantamento que parecia proteger a sua vida. Fora enganado e traído pelas profecias das bruxas. Acossado, ele luta com Macduff até o fim, sendo morto pela espada do seu maior e mais temido adversário.
Malcolm retoma o trono que fora usurpado do seu pai. É aclamado o novo rei da Escócia. Macduff traz ao novo soberano, a cabeça decepada do sanguinário Macbeth.

William Shakespeare

Considerado o maior escritor da língua inglesa, e um dos maiores dramaturgos do mundo, William Shakespeare nasceu em Stratford-on-Avon, a cinqüenta quilômetros de Londres, Inglaterra; provavelmente no dia 23 de abril de 1564. Na igreja local, há o registro do seu batismo, datado de 26 de abril. Era o terceiro filho de John Shakespeare e Mary Arden, sendo o primeiro a chegar à idade adulta, escapando à peste, que dizimara a vida das irmãs mais velhas.
Embora demonstre grande conhecimento da gramática inglesa e da língua latina, não há registros de que tenha freqüentando alguma universidade.
Aos dezoito anos, após engravidar Anne Hathaway, oito anos mais velha, casou-se com ela. Antes de completar vinte e um anos, era pai de um casal de gêmeos e de mais uma menina.
Em 1592, William Shakespeare já era um conhecido ator, poeta e dramaturgo em Londres. Dois anos mais tarde ingressou na companhia teatral de Lorde Chamberlain, que no reinado de James I receberia o nome de King’s Men. O dramaturgo permaneceria na companhia até o fim da sua carreira em Londres.
A família de Shakespeare receberia, em 1596, um brasão de armas, o que lhe faria melhorar a condição financeira, que lhe possibilitaria adquirir uma imponente residência em Stratford, em que viveria até o fim da sua vida.
Durante a vida, Shakespeare atuou como ator em várias das suas peças. Tornou-se sócio-proprietário do Globe Theatre e do Blackfriars Theatre. Viria a aposentar-se em 1613, após um incêndio no Globe Theatre durante uma apresentação, voltando para Stratford.
Há várias versões sobre a morte de Shakespeare, a mais conhecida é a de que teria contraído uma febre fatal após uma ceia com os amigos escritores Ben Johnson e Michael Drayton. O registro do seu sepultamento data de 25 de abril de 1616, quando acabara de completar cinqüenta e dois anos. Shakespeare deixou uma obra imprescindível para a literatura universal, sendo o dramaturgo que mais exerce influência em todo o mundo.

OBRAS:

Tragédias

Macbeth
Lei Lear
Hamlet
Romeu e Julieta
Otelo, o Mouro de Veneza
Tito Andrônico
Júlio César
Tróilo e Créssida
Antonio e Cleópatra
Coriolano
Timão de Atenas

Comédias

O Mercador de Veneza
A Tempestade
Sonho de Uma Noite de Verão
A Megera Domada
A Comédia dos Erros
Muito Barulho por Nada
Os Dois Cavalheiros de Verona
Conto de Inverno
Noite de Reis
Medida por Medida
Péricles, Príncipe de Tiro
As Alegres Comadres de Windsor
Cimbelino
Os Dois Nobres Parentes
Como Gostais
Tudo Bem Quando Termina Bem
Trabalhos de Amores Perdidos

Dramas Históricos

Henrique VIII
Rei João
Ricardo II
Henrique IV, Parte 1
Henrique IV, Parte 2
Ricardo III
Henrique V
Henrique VI, Parte 1
Henrique VI, Parte 2
Henrique VI, Parte 3
Eduardo III

Poemas

Sonetos
Vênus e Adônis
O Estupro de Lucrécia
O Pequeno Apaixonado
A Fênix e a Tartaruga
Uma Queixa de Um Amante

CRONOLOGIA:

1564 – Em abril, provavelmente no dia 23, nasce William Shakespeare, em Stratford-on-Avon.
1582 – Aos dezoito anos, casa-se com Anne Hathaway, em 27 de novembro.
1583 – Nasce, em maio, a filha Susanna.
1585 – Nascem, em fevereiro, os gêmeos Hamnet e Judith.
1592 – Em Londres, Shakespeare é reconhecido como ator e poeta talentoso. Torna-se membro da companhia teatral Os Homens, de Lorde Chamberlain.
1596 – Morre, aos 11 anos, o filho Hamnet. O pai, John Shakespeare, recebe um brasão de armas do College of Heralds; Shakespeare torna-se cavalheiro.
1597 – Compra, em Stratford, uma casa a qual dá o nome de “The Great House of New Place” (A Casa Grande do Novo Lugar).
1599 – Construído, em julho, sobre as ruínas do The Theater, o Globe Theater.
1603 – A companhia teatral de Lorde Chamberlain, em maio, passa a se chamar King’s Men (Homens do Rei).
1613 – Um fogo assola o Globe Theater durante uma apresentação de “Henrique VIII”. Shakespeare aposenta-se, voltando para Stratford.
1616 – Morre, em Stratford, em 23 de abril, aos 52 anos, William Shakespeare. É sepultado, em 26 de abril, na igreja de Stratford.

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