segunda-feira, 13 de julho de 2009

FANTASIA - LUDISMO E ASCENSÃO DE GAL COSTA

Em novembro de 1981 Gal Costa lançou o disco “Fantasia”, que viria a ser um dos mais bem-sucedidos da sua carreira, transformando-a de vez na maior cantora do Brasil. A menina tímida e intimista do início da Tropicália, a cantora agressiva e visceral da época em que foi musa do desbunde, dava passagem definitiva para a mulher de sorriso sedutor, dona de uma voz que procurava cada vez mais atingir a beleza da emoção e da técnica de um canto límpido, pairando sob uma aurifulgente perfeição.
Fantasia” trazia a marca do que seria a MPB na primeira metade da década de 1980. Arranjos, fórmula, beleza e, principalmente, alcance de grande público com um trabalho de qualidade. Precedido por um show homônimo recebido com frieza pela crítica, quando da estréia em julho de 1981, no Canecão, Rio de Janeiro, o álbum veio paradoxalmente, a ser considerado o melhor disco daquele ano, e na época, o maior da carreira da cantora.
O álbum trazia uma Gal Costa renovada, a cantar com um à vontade até então desconhecido, sem nenhuma sombra de intimismo, mesmo diante de canções que o exigiam. Trouxe um domínio vocal que acentuou indelevelmente o seu timbre único, arriscando notas altíssimas, modulações perfeitas.
No momento exato em que a MPB voltava a ser uma das vozes mais contundentes da luta contra a ditadura militar, o Brasil via Gal Costa ascender à estrela maior da canção e, numa fatalidade do destino, Elis Regina a sair de vez dos palcos da vida para transformar-se em mito. O encontro das duas ficou registrado no programa “Grandes Nomes – Maria da Costa Penna Burgos”, da TV Globo, exibido em março de 1981.
Fantasia” marca este momento. Gal Costa assume a frente da MPB, com canções de ritmos e gêneros diferentes, mas talentosamente alinhavados numa unidade que vista através do tempo, parece mais uma coletânea de grandes sucessos. Das grandes massas aos intelectuais; do carnaval aos momentos de intimidade do amor; do samba-exaltação de “Canta Brasil” à mensagem ideológica de “O Amor”; Gal Costa com “Fantasia” tornou-se a cantora mais ouvida no país, naqueles distantes anos de fim de ditadura. O álbum é um ícone da MPB, e um dos mais belos já produzidos por ela.

O Início dos Anos Oitenta

1981 foi um ano de grandes manifestações contrárias à ditadura militar, instaurada no Brasil desde 1964. Com a extinção do Ato Institucional nº 5 (AI-5) e a promulgação da Lei da Anistia, em 1979, a Nação já não se calava diante da força bruta e da truculência do regime da caserna. A MPB tomou um novo fôlego, tendo várias canções de protesto até então proibidas, finalmente liberadas. Grandes concertos, reunindo as estrelas da época, foram produzidos contra o governo dos generais. A ala radical da ditadura não se deixou intimidar, promovendo atos de terrorismo, como a explosão de bancas de revistas que vendiam jornais de esquerda, atentados à bomba às sedes das instituições que lutavam pela redemocratização do país, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ou ainda, atentados aos shows políticos de grandes artistas da MPB.
O maior atentado terrorista no Brasil da época da ditadura foi justamente contra um grande espetáculo da MPB, o famoso show do Riocentro. No dia 30 de abril de 1981, os palcos do Riocentro recebiam um grande número de estrelas da MPB, reunidos em um show comemorativo ao Dia do Trabalho. Uma bomba estava pronta para ser detonada no pavilhão onde os cantores se apresentavam. Por sorte do destino e fatalidade da ditadura, a bomba explodiu antes, no estacionamento do Riocentro, matando membros dos próprios algozes. Assim, a MPB não perdeu grandes estrelas como Chico Buarque, Gonzaguinha e Gal Costa, entre muitos.
Foi no clima de euforia pela intensificação da luta pela liberdade, e do medo às investidas de um regime agonizante, que Gal Costa lançou o show “Fantasia”, no mítico palco do Canecão, no Rio de Janeiro, em julho de 1981. Após dois anos de sucesso absoluto com o show “Gal Tropical”, a cantora mergulhou de cabeça em um projeto totalmente diferente. Idealizado por Guilherme Araújo, o show era uma homenagem ao ludismo dos teatros de revistas e aos grandes musicais. Sua concepção cênica envolvia a passagem de um dia, do nascimento do Sol à noite iluminada pela Lua. O espetáculo desprendeu um orçamento exorbitante para a época, mas foi transformado pela crítica em um grande fracasso, sendo recebido por ela com palavras ácidas e frieza absoluta.
Mesmo diante do fracasso do showFantasia”, Gal Costa lançou um álbum homônimo, em novembro de 1981. Com canções vindas do malogrado espetáculo, o disco seria transformado no maior sucesso da indústria fonográfica daquele ano e do ano seguinte.
Fantasia”, o álbum, trazia dez canções de ritmos e gêneros diferentes, mostrando o potencial de Gal Costa para transitar em solos diversos, fazendo da proposta musical algo coeso, de uma unidade perfeita. A capa revelava uma mulher sensual, mais solta, transitando entre a menina intimista e a cantora sem limites. Antonio Guerreiro foi o autor das fotografias da capa. Mariozinho Rocha foi o produtor. A peculiaridade está nos arranjos de Lincoln Olivetti, que no início daquela década, tornar-se-ia, para o bem ou para o mal, o grande mago da MPB e das suas estrelas. Dez faixas feitas ao estilo dos vinis, seduziram e encantaram o Brasil, fazendo que algumas canções entrassem definitivamente como obras-primas para o grande acervo da Música Popular Brasileira.

Músicas Antigas ou Inéditas em Interpretações Definitivas

Seguindo o estilo iniciado com “Olhos Verdes” (Vicente Paiva), em “Água Viva“ (1978), Gal Costa abria “Fantasia” com uma canção antiga, estilo samba-exaltação. Desta vez Canta Brasil” (David Nasser – Alcir Pires Vermelho), foi a escolhida. A música foi lançada em 1941, numa resposta a “Aquarela do Brasil”, e assim como a canção de Ary Barroso, exaltava o Brasil, num claro estilo de propaganda ao Estado Novo, ao qual Getúlio Vargas e o seu governo ditatorial costumava incentivar. Francisco Alves foi quem, acompanhado pela orquestra da Rádio Nacional, gravou a música pela primeira vez, lançada na época pelo selo da Odeon. Curiosamente, a interpretação da canção na voz de Gal Costa perde o seu patriotismo exacerbado e transforma-se numa grande música dançante, deixando os espectros ufanistas do Estado repressivo, dando-lhe uma brasilidade brejeira e desvinculada da propaganda. Gal Costa transforma a canção em uma adorável ode aos brasileiros. O sucesso foi imediato, e “Canta Brasil” passou a fazer parte da grande galeria de sucessos da cantora, como se tivesse sido escrita para ela. Na década seguinte, seria abertura da novela “Deus Nos Acuda”, de Sílvio de Abreu.
Meu Bem, Meu Mal” (Caetano Veloso), trazia Gal Costa de volta ao universo do mestre baiano do tropicalismo; interrompida no ano anterior pelo álbum “Aquarela do Brasil”, totalmente dedicado a Ary Barroso. Antes mesmo de o disco ser lançado, “Meu Bem, Meu Mal” já fazia parte da trilha sonora da telenovela “Brilhante”, de Gilberto Braga, transmitida em horário nobre pela TV Globo. Como um vinho amadurecido, a voz de Gal Costa traz a beleza de um grande momento da música de Caetano Veloso. Se a técnica vocal da cantora atingia aqui uma vertiginosa ascensão, também a poesia musical de Caetano Veloso dava este salto. Fusão perfeita, digna da dupla, em um momento para sempre, onde o que um é afoga-se na arte do outro:

“Meu bálsamo benigno
Meu signo, meu guru
Porto seguro, onde eu vou ter
Meu mar e minha mãe
Meu medo e meu champagne”

Roda Baiana” (Ivan Lins – Vitor Martins), é uma incursão rara de Gal Costa no universo de Ivan Lins. Aqui o compositor deixa por um momento, a sua canção tradicionalmente cravada na vertente passional dos amores e do existencialismo, mergulhando no universo sensual da Bahia, do seu mar mítico e da baiana típica com os seus anéis e turbantes. Gal Costa está em casa, mas Ivan Lins não, apesar de ser uma bela canção, não atinge a sinceridade do autor, que se curvou ao universo da cantora, abandonando por completo o seu. O disco não perde o ritmo com esta canção, que não consegue ir além do academicismo intelectual de um grande compositor da MPB.

A Magia e Encantos de Uma Voz de Sereia

A grande surpresa do disco surge na quarta faixa, “Faltando Um Pedaço” (Djavan), traduzindo a grande magia do timbre da voz de Gal Costa. Aqui ela revela o seu canto embriagante de sereia solitária, vertendo a embriaguez hipnótica que arrebata sem perdão aos marinheiros que viajam pelo sentido dos mares dos seus agudos. A canção na voz da sereia é doce, de uma solidão sem fim, de um lirismo incondicional. A música de Djavan nunca mais foi a mesma depois dessa interpretação de Gal Costa. A partir de então, o compositor assumiu o seu lugar cativo dentro da MPB, encontrando aquela que seria a sua maior intérprete, dando à sua melodia o tom exato de uma beleza finalmente decifrada.

“O amor é como um raio
Galopando em desafio
Abre fendas, cobre vales
Revolta as águas do rio
Quem quiser seguir seu rastro
Se perderá no caminho
Na pureza de um limão
Ou na solidão do espinho”

O disco encerra o lado A em estilo eloqüente, com a épica “O Amor” (Caetano Veloso – Ney Costa Santos – Vladimir Maiakóvski), arrebatada dos palcos teatrais para um registro cheio de surpresas. Em junho de 1981 os palcos cariocas viram a estréia da peça “O Percevejo”, de Vladimir Maiakóvski, grande poeta que nasceu na Geórgia, ex-república da extinta União Soviética. No elenco estava Dedé Veloso, então mulher de Caetano Veloso, que participava como atriz. Luís Antonio Martinez Corrêa foi quem dirigiu o espetáculo, que trazia alguns poemas musicados por Caetano Veloso. Entre eles estava “O Amor”. Gal Costa gravou a música, revelando-a para o Brasil. Maiakóvski representava uma voz de esperança cultuada pela esquerda brasileira. Sua mensagem encontrou uma atmosfera jamais pensada na voz da cantora. Achamos na interpretação de Gal Costa a perfeição da técnica mesclada a um passionalismo ideológico que a emoção da cantora atinge no final. Com um início intimista, a voz de Gal Costa cresce, atingindo um ápice que empolga e emociona o mais duro dos revolucionários. “O Amor” é o encontro da palavra com a voz, da poesia com a melodia, da mensagem com o público, de uma trilogia única, jamais repetida: Vladimir Maiakóvski, Caetano Veloso e Gal Costa. A peça foi um fracasso, esquecida pelo tempo, mas a música foi eternizada pela cantora baiana.

Alegria e Ludismo, em Um Só Tom

O frevo “Festa do Interior” (Moraes Moreira – Abel Silva) iniciava o lado B de “Fantasia”. Nunca Gal Costa tinha ido tão longe com modulações e notas altíssimas como aqui, dando brilho e alegria naquela que se tornaria a canção mais tocada nas rádios da época. Foi com “Festa do Interior” que a cantora lançou oficialmente o álbum, em um clipe para o programa “Fantástico”, da TV Globo, no final de 1981. O sucesso foi imediato, levando Gal Costa a chamar o show estreado no princípio de 1982, de “Festa do Interior”. Sua mensagem trazia para os centros urbanos as velhas tradições juninas das festas do interior brasileiro. No carnaval daquele histórico 1982, foram os agudos que explodiram nas trincheiras da alegria dos foliões. Durante muito tempo, Gal Costa encerrou os seus shows com a euforia contagiante de “Festa do Interior”. A canção tornou-se uma marca registrada na carreira da cantora, dela jamais se desvinculando.

“Fagulhas, pontas de agulha
Brilham estrelas de São João
Babados, xotes e xaxados
Segura as pontas, meu coração”

Açaí” (Djavan), foi outra estréia no universo de Djavan. Na época a árvore e o fruto do açaí eram conhecidos apenas na região da Amazônia, longe da popularidade que os valores nutritivos a sua polpa têm hoje não só no Brasil, como no resto do mundo. “Açaí” chegava aos ouvidos dos brasileiros como uma canção mística, de uma árvore da floresta. A voz de Gal Costa dava à melodia a atmosfera misteriosa que tanto atraía aos jovens da época. Sem uma mensagem específica, a canção é um jogo inteligente de palavras, que adquire uma poesia sonora espetacular na voz doce de Gal Costa, aqui com a participação especial da banda Roupa Nova, a entoar o coro.
Tapete Mágico” (Caetano Veloso), é mais um momento de delicadeza mágica e beleza poética no encontro eterno entre a voz de Gal Costa e a música de Caetano Veloso. É nesta canção que o disco atinge o seu clímax, provando porque “Fantasia” tornar-se-ia para sempre um dos maiores registros da fonografia brasileira. Na delicadeza da canção, a voz de Gal Costa transporta o ouvinte sobre um céu de fantasia e magia, fazendo com que fronteiras e tradições sejam quebradas, num passeio lúdico que nos leva da Baía de Guanabara aos mares de Salvador, das mangueiras seculares de Belém do Pará à pulsação da Avenida Paulista. “Tapete Mágico” foi um dos momentos mais aplaudidos do show “Festa do Interior”. É uma canção que relaxa o ouvinte, que a esta altura do disco, deixa-se afogar no naufrágio da voz embriagante da grande sereia da MPB.
Do ludismo somos conduzidos para a explosão total do carnaval, com “Massa Real” (Caetano Veloso). Se em “Balancê” vimos uma Gal Costa alegremente explosiva, nesta marcha carnavalesca ela traz domínio total sobre o ritmo, convidando-nos para uma entrega total à grande folia do Brasil. A canção foi lançada por Caetano Veloso em dezembro de 1979, no compacto “Carnaval 80”, mas só viria a agitar, ao lado de “Festa do Interior”, o carnaval de 1982, já na voz de Gal Costa. Porque aquele seria o ano da ascensão da grande estrela:

“Hoje eu só quero alegria
É meu dia, é meu dia
Hoje eu só quero amor”

Fantasia” encerra-se com “Estrela, Estrela” (Vitor Ramil), a faixa mais intimista do álbum. A canção fechava as cortinas da fantasia da cantora, alinhavando-se com “Faltando Um Pedaço” e “Tapete Mágico”, concebendo a unidade final do disco. Conta com a participação especial de Zeluiz, que tem a voz gravada em 15 canais, ao lado da voz da cantora. Estilo que foi moda naquele ano.
Fantasia”, que numa primeira leitura traz a marca registrada da música que se fazia no inicio da década de 1980, mostra-se atemporal, sem renegar o seu tempo. A partir do álbum, Gal Costa passou a ser unanimidade nacional, e alcançando o público internacional. Israel render-se-ia ao espetáculo “Festa do Interior”, assim como o Japão. Impossível desenharmos a história mais recente da MPB sem pensarmos nos clássicos “Festa do Interior”, “Faltando Um Pedaço” e “Meu Bem, Meu Mal”, ou na atemporal “Canta Brasil” sem a interpretação de Gal Costa. É por isto que “Fantasia” tornou-se imprescindível no panorama musical e na coleção do mais fervoroso amante da MPB.

Ficha Técnica:

Fantasia
Philips
1981

Produzido por: Mariozinho Rocha
Direção de Produção: Mariozinho Rocha, Gal Costa e Guilherme Araújo
Técnicos de Gravação: Luigi Hoffer e Jairo Gualberto
Técnico de Mixagem: Luigi Hoffer
Auxiliares de Estúdio: Julinho, Charles e Carlinhos
Lay-Out: Lielzo Azambuja
Fotos: Antonio Guerreiro
Arte Final: Lielzo Azambuja
Produção Gráfica: Edson Araújo
Maquiagem: Guilherme Pereira
Roupas: Markito
Arranjos: Lincoln Olivetti, Gilson Peranzzetta e Guto Graça Mello

Faixas:

1 Canta Brasil (David Nasser – Alcir Pires Vermelho), 2 Meu Bem, Meu Mal (Caetano Veloso), 3 Roda Baiana (Ivan Lins – Vitor Martins), 4 Faltando Um Pedaço (Djavan), 5 O Amor (Caetano Veloso – Ney Costa Santos – Vladimir Maiakóvski), 6 Festa do Interior (Moraes Moreira – Abel Silva), 7 Açaí (Djavan) Participação: Roupa Nova, 8 Tapete Mágico (Caetano Veloso), 9 Massa Real (Caetano Veloso), 10 Estrela, Estrela (Vitor Ramil) Participação: Zéluiz

3 comentários:

Fernando Dasilva disse...

Geocaz,

Existe algum outro album de algum(a) outro(a) cantor(a) na musica brasiliera que tenha o maior numero de faixas de sucesso do que"Fantasia". Pergunto porque no final, entre 10 faixas, 8 tornaram-se sucesso. Mesmo cada uma a seu tempo num periodo de 1 a 1 ano e meio apos o lancamento do disco, sendo que ate uma faixa ja era sucesso antes do disco ter sido lancado...
Eu ainda iria mais alem e ousaria dizer que "Estrela, estrela" tornou-se uma cancao magica e unica, que mesmo nao tendo sido sucesso na epoca, eh hoje super "cult". Entao, pela letra linda e delicada e a participacap de Ze Luis esta faixa tbem torunou-se um sucesso...nao acha que entao poderiammos considerar 9 faixas de sucesso entre 10?
Qual outro disco na MPB chega perto deste?

Aproveito pra dizer que mais uma vez voce abrilhanta a estoria de Gal fazendo esta analise..este disco eh esquecido por muitos mas esta na minha lista de favoritos de Gal..maravilhoso! Amo do inicio ao fim!

Jeocaz Lee-Meddi disse...

Nando

"Fantasia" é daqueles discos que marcou uma década inteira. A partir dele todos os que vieram usaram a mesma fórmula!
Hoje é pouco mencionado, pois os discos de Gal Costa dos anos setenta tornaram-se cults, apesar de muitos deles não ter tido a importância que teve "Fantasia" na carreira da cantora.
"Fantasia" ganhou todos os prêmios do ano de 1982. Gal Costa foi elevada à posição de Primeira Dama da MPB. O disco foi responsável pela renovação dos fãs da cantora, com seguidores que a acompanham até hoje.

Jeocaz Lee- Meddi

ADEMAR AMANCIO disse...

Concordo contigo,este disco parece uma coletânea de grandes sucessos,e com certeza é um dos melhores da história da MPB.