quinta-feira, 23 de julho de 2009

D. H. LAWRENCE - QUANDO A LITERATURA GANHOU SEXUALIDADE

D. H. Lawrence foi um dos escritores britânicos que mais gerou polêmicas e opiniões controversas. Sua obra, apesar de redimida e considerada como renovadora na estética da literatura inglesa do século XX, ainda hoje é incompreendida pelas pessoas, que já o chamaram, entre muitos adjetivos, de poeta indecente, imoral e pornográfico.
O que mais causou repulsa na obra de D. H. Lawrence aos seus contemporâneos, foi a coragem de dar sexualidade às personagens. Longe de ser obscena, a escrita de Lawrence faz do sexo algo natural, parte da essência humana e da sua conduta na sociedade. A entrega dos corpos é o momento que homem adquire contacto com a natureza e a sua verdadeira vertente. O autor não se esquiva de dar importância ao encontro de peles, desnudando a sociedade da sua época, sem fazê-la obscena, mas erótica e humana, sem os preconceitos dos costumes que se fariam decadentes ao longo do século XX, encerrando de vês os resquícios da moral vitoriana na Grã-Bretanha.
A obra de Lawrence reflete um caráter social evidente, onde a industrialização desenfreada da Inglaterra contrastava com o homem do campo, com as tradições. Dar sexualidade às personagens era retratar o mais recôndito dos segredos da intimidade de uma sociedade. De maneira obsessiva, as mulheres, o sexo e o amor afloram como temas latentes no universo de Lawrence. A ousadia custou caro ao autor, que viu a sua obra ser censurada dentro do próprio país. Clássicos como “O Amante de Lady Chatterley”, ou “O Arco-Íris”, foram proibidos por décadas na Grã-Bretanha. Uma obra magnífica foi reduzida à obscenidade do puritanismo da época. Somente o tempo provaria a beleza literária e eterna das palavras de Lawrence, mas ele não viveria para ver este reconhecimento. Morreu sendo injustiçado por seus contemporâneos, aos 44 anos.
D. H. Lawrence deixou uma obra que se estende por quase todos os gêneros literários, dela faz parte romances, contos, peças teatrais, livros de viagem, crítica literária, cartas pessoais e livros de arte, além de muitas traduções. Mergulhar na obra deste autor modernista é beber da essência humana, sentir o pulsar sexual daqueles que enfrentam o seu tempo sem as roupas que se lhe foram impostas, de cara lavada, sem as maquiagens dos costumes de uma sociedade. O homem e a mulher são seres que lutam, sonham, amam e fazem sexo!

Os Primeiros Anos de D. H. Lawrence em Nottingham

David Herbert Lawrence nasceu em 11 de setembro de 1885, na pequena Eastwood, perto de Nottingham, lugar de onde se extraia carvão há séculos. Nasceu de uma família modesta, tendo mais quatro irmãos; a mãe, Lydia Lawrence, era uma ex-professora, que se esforçava para transmitir uma educação mais refinada aos filhos; o pai era um rude homem do interior. A diferença intelectual entre os pais do pequeno David originava atritos e tensões constantes.
Aos doze anos, Lawrence ganhou uma bolsa de estudos para freqüentar a escola secundária de Nottingham. Mostrou-se um aluno brilhante, auferindo prêmios em matemática, francês e alemão e, futuramente, passaria a dominar o espanhol e o italiano.
Cinco anos depois, deixaria a escola para empregar-se como escriturário. Três meses depois, uma pneumonia faria com que abandonasse o trabalho. A gravidade da enfermidade afetar-lhe-ia para sempre a saúde. Durante a convalescença, começou a escrever poemas. Foi nesta época que travou amizade com Jessie Chambers, uma jovem que morava em uma fazenda próxima à casa dos seus pais. A ligação entre ambos atingiria um sentido platônico, que aguçaria a sensibilidade do escritor, fazendo-o debruçar-se sobre os grandes poetas como Shakespeare e Baudelaire. A amizade entre os dois estender-se-ia por toda a vida. Lawrence ensinava álgebra e francês à amiga, enquanto que aprendia com ela a pintar e a tocar piano.

Piano (tradução)

Suavemente, na penumbra, uma mulher canta para mim;
Fazendo-me voltar e descer o panorama dos anos, até que vejo
Uma criança sentada debaixo do piano, na explosão do prurido das cordas
E pressionando os pequenos, suspensos pés de uma mãe que sorri enquanto ela canta.

Apesar de mim, a insidiosa mestria da canção
Atraiçoa-me fazendo-me voltar, até que o meu coração chora para pertencer
Ao antigo entardecer dos domingos em casa, com o inverno lá fora
E hinos na aconchegada sala de visitas, o tinido do piano o nosso guia.

Por isso agora é em vão que a cantora irrompe em clamor
Com o appassionato do grandioso piano negro. A magia
Dos dias infantis está em mim, a minha masculinidade
É desencorajada no fluxo da lembrança, choro como uma criança pelo passado.

Tradução: Cecília Rego Pinheiro

Piano (original)

Softly, in the dusk, a woman is singing to me;
Taking me back down the vista of years, till I see
A child sitting under the piano, in the boom of the tingling strings
And pressing the small, poised feet of a mother who smiles as she sings.

In spite of myself, the insidious mastery of song
Betrays me back, till the heart of me weeps to belong
To the old Sunday evenings at home, with winter outside
And hymns in the cosy parlour, the tinkling piano our guide.

So now it is vain for the singer to burst into clamour
With the great black piano appassionato. The glamour
Of childish days is upon me, my manhood is cast
Down in the flood of remembrance, I weep like a child for the past.

Lawrence e Frieda

Em 1905, Lawrence passou nos exames para ingressar na Universidade de Nottingham, mas só iria freqüenta-la no ano seguinte. Enquanto esperava, começou a escrever “O Pavão Branco”, seu primeiro romance. Na época lecionava para os filhos dos mineiros da sua terra.
Em 1908, deixou a universidade, aceitando um posto na escola primária de Croydon, mesmo sobre os protestos da mãe e de Jessie Chambers, que não o queria tão distante delas. Em Croydon, encontraria a tranqüilidade necessária para voltar a trabalhar na composição de “O Pavão Branco”.
Na ausência do amigo, Jessie Chambers enviou alguns dos seus poemas ao diretor da “English Review”; em novembro de 1909 a revista publicou os poemas, introduzindo o poeta nos círculos literários londrinos. Em 1910, a mesma revista voltaria a publicar um novo conjunto de poemas do jovem escritor. Naquele ano, um câncer matéria à mãe do autor, que se encontrava distante de casa.
Lawrence teria o seu primeiro romance, “O Pavão Branco”, publicado em 1911. Já na sua estréia oficial literária, o autor foi ameaçado com um processo de difamação por causa de algumas situações reveladas no romance.
Em 1912, o autor conheceria aquela que se tornaria a companheira de toda a vida, Frieda von Richthofen. Em abril foi convidado a jantar na casa de um antigo professor de francês, Ernest Weekley. No jantar conheceu Frieda, esposa do mestre e mãe de três crianças. Os dois foram acometidos de uma paixão fulminante. Menos de um mês depois, partiriam juntos para a Alsácia-Lorena, onde viviam os pais de Frieda. Dali seguiriam juntos para a Itália, onde o autor terminou de escrever “Filhos e Amantes” e iniciou “Crepúsculo na Itália”.
Apesar de sempre juntos, Lawrence e Frieda só se viriam a casar em Londres, em julho de 1914, quando Ernest Weekley finalmente concedeu o divórcio à esposa. Na época da Primeira Guerra Mundial, a condição de alemã de Frieda pesou sobre o casal, que chegou a ser expulso da Cornualha, acusado de espionagem, em 1917. Os dois seguiram para Londres, onde formaram uma comunidade de amigos. Juntos, os dois viajaram pela Itália, Alemanha, Áustria, França, Suíça, Ceilão, Austrália, México e Estados Unidos, vivendo por algum tempo em muitos desses lugares.

A Literatura Rejeitada de H. D. Lawrence

Mas o preconceito, a incompreensão e a intolerância dos leitores e críticos britânicos marcariam toda a existência literária de Lawrence. Por diversas vezes seria acusado de imoral, pornográfico e de fazer alusão ao culto do sexo. Já em 1913, ao publicar “Filhos e Amantes”, recebeu dos leitores uma violenta censura, apesar da obra ter sido bem aceita pela crítica.
Em 1915, a publicação de “O Arco-Íris” provocou grande polêmica, culminando com a proibição e apreensão do livro na Inglaterra. A crítica chamou-o de nauseabundo, os leitores consideraram-no obsceno, e os editores retrataram-se publicamente, desculpando-se por ter publicado o livro. Analisando-o com profundidade, não se encontra palavras chulas ou linguagem obscena em momento algum da narração.
Mulheres Apaixonadas”, publicado em 1920, tornar-se-ia uma obra-prima da literatura inglesa ao longo do século XX. Quando publicado, gerou violentas críticas. Concluído durante a estada do autor na Cornualha, o romance foi recusado por vários editores, sendo finalmente publicado nos Estados Unidos. A obra provocou um escândalo na Inglaterra, recendo os mais desairosos adjetivos. Na história, dois casais são confrontados com as armadilhas existenciais da paixão, sendo um deles levado ao fracasso por não ver o sexo como o objetivo da paixão. Um dos momentos de maior polêmica do livro é quando dois homens nus lutam entre si, com uma forte pulsação sexual. A partir de “Mulheres Apaixonadas”, para evitar a perseguição que transformara a sua literatura em obscena, classificando-a de pornográfica, o autor passou a assinar os seus escritos com pseudônimos, como Lawrence H. Davidson, no ensaio “Movements in European History” (Movimento na História Européia). A incompreensão do leitor britânico levou Lawrence a desgostar de viver na Inglaterra, levando-o a peregrinar por diversos países.
Em 1925, iniciou na Itália, o romance que causaria a maior polêmica da sua carreira, “O Amante de Lady Chatterley”. Inicialmente chamado de “Tenderness” (Ternura), o livro não ocupou o tempo do autor, que se dedicava com afinco à pintura, executando uma série de quadros que seriam expostos em Londres. Em outubro de 1927, após ter tido graves problemas de saúde que o levara a tratamentos na Suíça e na Alemanha, voltou à Toscana, na Itália, dedicando-se a concluir “Tenderness”, que à época decidiu mudar o título para “John Thomas and Lady Jane, numa proposital provocação, visto que na tradição popular inglesa os nomes eram uma alusão aos órgãos genitais masculinos e femininos, respectivamente. Mas o romance obteve o título definitivo de “O Amante de Lady Chatterley”, e foi publicado em Florença, na Itália, em 1928. As relações amorosas entre uma aristocrata inglesa, casada com um homem mutilado; e um homem rude, empregado do seu marido; eram descritas de forma intrínseca, sem meias verdades, onde o sexo é visto como a própria salvação da alma, um caminho para suportar as fatalidades da vida. A imprensa britânica classificou o livro como um “esgoto da pornografia francesa”, oi ainda, “o livro mais sujo da literatura inglesa”. Sentindo que a obra ofendia à moral britânica, o governo proibiu-a na Grã-Bretanha, mantendo a proibição durante 32 anos.
A proibição fez com que o livro circulasse clandestinamente pela Inglaterra, sendo cultuado como obra de forte essência sexual, tornando-se uma obsessão entre os jovens, que só lhe enxergavam essa vertente, diminuindo-o como literatura, fazendo de D. H. Lawrence um autor pornográfico, sem o devido reconhecimento literário. O livro circulou com mutilações do texto, tendo três versões, sendo finalmente publicado por completo décadas mais tarde, em Nova York.

A Indecência Pode Ser Saudável (tradução)

A indecência pode ser normal, saudável;
na verdade, um pouco de indecência é necessário em toda vida
para a manter normal, saudável.

E um pouco de putaria pode ser normal, saudável.
Na verdade, um pouco de putaria é necessário em toda vida
para a manter normal, saudável.

Mesmo a sodomia pode ser normal, saudável,
desde que haja troca de sentimento verdadeiro.

Mas se alguma delas for para o cérebro, aí se torna perniciosa:
a indecência no cérebro se torna obscena, viciosa,
a putaria no cérebro se torna sifilítica
e a sodomia no cérebro se torna uma missão,
tudo, vício, missão, insanamente mórbido.

Do mesmo modo, a castidade na hora própria é normal e bonita.
Mas a castidade mo cérebro é vício, perversão.
E a rígida supressão de toda e qualquer indecência, putaria e relações assim
leva direto a furiosa insanidade.
E a quinta geração de puritanos, se não for obscenamente depravada,
é idiota. Por isso, você tem de escolher.

Tradução: José Paulo Paes

Bawdy Can Be Sane (original)

Bawdy can be sane and wholesome,
in fact a little bawdy is necessary in every life
to keep it sane and wholesome.

And a little whoring can be sane and wholesome.
In fact a little whoring is necessary in every life
to keep it sane and wholesome.

Even sodomy can be sane and wholesome
grandet there is an exchange of genuine feeling.

But get any of them on the brain, and they become pernicious:
bawdy on the brain becomes obscenity, vicious.
Whoring on the brain becomes really syphilitic
and sodomy on the brain becomes a mission,
all the lot of them, vice, missions, etc., insanely unhealthy.

In the same way, chastity in its hour is sweet and wholesome.
But chastity on the brain is a vice, a pervesion.
And rigid suppression of all bawdy, whoring or other such commerce
is a straight way to raving insanity.
The fifth generation of puritans, when it isn’t obscenely profligate,
is idiot. So you’ve got to choose.

Últimos Momentos

Em 1928, D. H. Lawrence estava debilitado pela tuberculose. Ao mesmo tempo em que assistia com profundo desgosto o romance “O Amante de Lady Chatterley” circular com edições espúrias e texto adulterado, via o corpo combalido, a definhar-se ao sabor de tão grave doença.
O escritor Richard Aldington, amigo pessoal de Lawrence, temendo pela fatalidade da doença, levou-o para a ilha de Port-Gross, para que se pudesse recuperar. Ali, ele encontrou fôlego para escrever artigos, notas e comentários para jornais.
Sentindo-se melhor, em 1929, Lawrence viajou para Paris, hospedando-se na casa do amigo e escritor Aldous Huxley. Na ocasião, decorria em Londres uma exposição dos seus quadros, que alcançaria grande sucesso, apesar de a imprensa considerá-la “o maior insulto jamais feito ao público londrino”. Lawrence continuava a ser visto com desdém e desprezo pela crítica e imprensa do seu país.
Mas o estado de saúde de D. H. Lawrence agravou-se consideravelmente. Foi aconselhado por um médico a refugiar-se no sanatório de Vence, na França, submetendo-se a um grande tratamento. Aldous Huxley acomodou o amigo e a esposa Frieda, em uma casa de uma vila de Vence. Mesmo diante da fatalidade iminente, Lawrence acreditava que venceria a doença, escrevendo várias cartas aos amigos, anunciando o restabelecimento.
No dia 2 de março de 1930, D. H. Lawrence foi acometido por uma meningite tuberculosa, que lhe foi fatal. No leito de morte, lançou um último olhar à mulher Frieda, como se lhe quisesse dizer algo. Mas se calou para sempre. Aldous Huxley, em um último gesto, fechou os olhos do amigo. David Herbert Lawrence, o autor que dera sexualidade à literatura inglesa, morria aos 44 anos de idade.

Cronologia

1885 – Nasce, em 11 de setembro, David Herbert Lawrence, em Eastwood, Nottigham, Inglaterra.
1897 – O pequeno David é admitido na escola secundária de Nottingham.
1902 – Deixa a escola, arrumando um emprego de escriturário. Torna-se amigo da jovem Jessie Chambers. Sucumbe a uma pneumonia. Durante a convalescença escreve os seus primeiros poemas.
1905 – É admitido na Universidade de Nottingham. Dá início ao seu primeiro romance, O Pavão Branco.
1909 – Enviados por Jessie Chambers, são publicados alguns poemas de D. H. Lawrence na revista English Review.
1910 – Morre, em 9 de dezembro, Lydia Lawrence, mãe do escritor.
1911 – Publicado, em janeiro, O Pavão Branco.
1912 – Conhece Frieda von Richthofen, esposa do seu antigo professor de francês. Apaixonada, Frieda abandona o marido e os filhos para seguir o escritor. Parte com Frieda para a Alsácia-Lorena; a seguir, vão para a Itália.
1913 – Publica O Intruso. Termina de escrever Filhos e Amantes e inicia outro romance, Crepúsculo na Itália.
1914 – D. H. Lawrence e Frieda voltam para a Grã-Bretanha, onde se casam em Londres, após o marido de Frieda conceder-lhe o divórcio. Inicia o projeto que resultaria no romance Mulheres Apaixonadas.
1916 – Publica Crepúsculo na Itália.
1917 – Sob suspeita de espionagem, D. H.Lawrence e Frieda são expulsos da Cornualha. Vão morar em Londres até o fim da Primeira Guerra Mundial.
1919 – O casal parte para a Itália.
1920 – Escreve duas coleções de poemas e vários contos.
1921 – Escreve o romance O Mar da Sardenha.
1922 – Viaja com a mulher para o Ceilão e para a Austrália.
1923 – Escreve o romance Canguru. Viaja para o continente americano, passando pelos Estados Unidos e fixando residência no México.
1925 – Começa a escrever Ternura, título que mais tarde seria mudado para O Amante de Lady Chatterley. Dedica-se à pintura.
1926 – Escreve A Serpente Emplumada.
1927 – Visita a Toscana, na Itália. Com gravíssimos problemas de saúde, parte para a Suíça. Para dar seguimento aos tratamentos de saúde, segue com Frieda para a Alemanha.
1928 – Publica, em Florença, o romance O Amante de Lady Chatterley. Realizada em Londres, apesar das maledicências da imprensa, uma bem sucedida exposição com as pinturas de D. H. Lawrence.
1929 – Viaja com a mulher para Paris, hospedando-se na casa de Aldous Huxley. Agravado o estado de saúde do escritor. Inicia um tratamento intensivo no sanatório de Vence, na França.
1930 – Morre, em 2 de março, em Vence, França, vítima de uma meningite tuberculosa.

OBRAS:

Romance

1911 – The White Peacock (O Pavão Branco)
1912 – The Trespasser (O Intruso)
1913 – Sons and Lovers (Filhos e Amantes)
1915 – The Rainbow (O Arco-Íris)
1920 – Women in Love (Mulheres Apaixonadas)
1920 – The Lost Girl
1922 – Aaron’s Rod (A Vara de Aarão)
1923 – Kangaroo (Canguru)
1924 – The Boy in the Bush
1926 – The Plumed Serpent (A Serpente Emplumada)
1928 – Lady Chatterley’s Lover (O Amante de Lady Chatterley)
1929 – The Escaped Cock (posteriormente publicado como The Man Who Died)
1930 – The Virgin and the Gypsy (A Virgem e o Cigano)

Conto

1914 – The Odour of Chrysanthemums
1914 – The Prussian and Other Stories
1922 – England, My England and Other Stories
1922 – The Horse Dealer’s Daughter
1923 – The Fox, The Captain’s Doll, The Ladybird
1925 – St Mawr and Other Stories
1926 – The Rocking-Horse Winner
1928 – The Woman Who Rode Away and Other Stories
1930 – The Virgin and the Gipsy and Other Stories
1930 – Love Among the Haystacks and Other Stories
1994 – Collected Stories

Poesia

1913 – Love Poems and Others
1916 – Amores
1917 – Look! We Have Come Through!
1918 – New Poems
1919 – Bay: A Book of Poems
1921 – Tortoises
1923 – Birds, Beasts and Flowers
1928 – The Collected Poems of D. H. Lawrence
1929 – Pansies
1930 – Nettles
1932 – Last Poems (póstumo)
1940 – Fire and Other Poems
1964 – The Complete Poems of D. H. Lawrence
1972 – D. H. Lawrence: Selected Poems

Teatro

1912 – The Daugher-in-Law
1914 – The Widowing of Mrs Holroyd
1920 – Touch and Go
1926 – David
1933 – The Fight for Barbara
1934 – A Collier’s Friday Night
1940 – The Married Man
1941 – The Merry-go-Round
1965 – The Complete Plays of D. H. Lawrence

Não Ficção

1914 – Study of Thomas Hardy and Other Essays
1921 – Movements in Eupean History
1921 – Psychoanalysis and the Unconscious
1922 – Fantasia of the Unconscious
1923 – Studies in Classic American Literature
1925 – Reflections on the Death of a Porcupine and Other Essays
1929 – A Propost of Lady Chatterley’s Lover
1931 – Apocalypse and the Writings on Revelation
1936 – Phoenix: The Posthumous Papers of D. H. Lawrence
1968 – Phoenix II: Uncollected, Unpublished and Other Prose Works by D. H. Lawrence
2004 – Introductions and Reviews
2004 – Late Essays and Articles
2008 – Selected Letters

Livros de Viagem

1916 – Twilight in Italy and Other Essays
1921 – Sea and Sardinia (O Mar da Sardenha)
1927 – Mornings in México
1932 – Sketches of Etruscan Places and Other Italian Essays

A Procura da Verdade



Não procure por mais nada, nada
senão a verdade.
Fique bem calmo, e tente e chegue à verdade.

E a primeira questão a se perguntar é:
Quão mentiroso eu sou?

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