sábado, 13 de setembro de 2008

O AMOR ENTRE IGUAIS NAS TELENOVELAS


As telenovelas brasileiras foram evoluindo a sua linguagem desde1963, quando 2-5499 Ocupado foi ao ar, sendo considerada o marco zero desse gênero de teledramaturgia. Com o passar das décadas, as telenovelas tornaram-se o principal veículo de comunicação entre a televisão e o povo brasileiro. Em quase 5 décadas, a telenovela ditou modas, mexeu com os costumes, tocou nas feridas de uma sociedade mutante, às vezes de uma forma hipócrita, outras de um jeito menos superficial. A única certeza é que a telenovela brasileira promoveu, ao longo da sua história, modelos de comportamento e tendências a ser seguidas pelo seu público.
Mas, nem sempre os espelhos refletidos da sociedade brasileira na pequena tela da televisão eram sinceros ou realistas. Houve um tempo, e não muito longe, que os estereótipos dos protagonistas deveriam ser perfeitos, maniqueístas e de um racismo velado. O herói não poderia ter relacionamentos entre raças, ou sexo entre iguais. Era bom, perfeito e branco. Preconceitos raciais e sexuais foram, aos poucos, tendo abordagens tímidas, superficiais, mas que diante das imposições de uma sociedade plural como é a brasileira, sedenta de transgressões e de mudanças de costumes, tiveram que ter uma explosão temática mais evidenciada.
Discutir o homossexualismo, seja ele masculino ou feminino, tornou-se um filão obrigatório nas telenovelas atuais. Mesmo assim, ainda é um tema delicado, coberto de tabus e medos de que a nudez da temática seja escancarada ao público. Dos anos 70, quando o tema foi abordado abertamente pela primeira vez, à década atual, quando é uma constante nos núcleos das telenovelas, muito foi discutido sobre a diversidade sexual do brasileiro, mas muito ficou por ser dito. Porque esta sexualidade é universal, indo além do que uma sociedade formada por várias raças e religiões quis, através dos seus preconceitos, impor como um modelo padrão.

As Primeiras Abordagens da Temática

Antes da telenovela, a primeira vez que a televisão brasileira abordou o tema do homossexualismo foi na década de 60, num dos episódios do Grande Teatro Tupi, na extinta Rede Tupi, em que as atrizes Vida Alves e Geórgia Gomide protagonizaram o primeiro beijo entre mulheres da pequena tela. Depois deste episódio histórico, o tema sempre foi tabu, e quando era abordado, era feito de uma forma camuflada, que só os mais atentos conseguiam perceber a intenção do autor ou do diretor.
Em 1974, o novelista Bráulio Pedroso, pioneiro e criador de uma nova linguagem da telenovela desde que Beto Rockfeller (1969), de sua autoria, foi ao ar; resolveu ousar mais uma vez, criou o primeiro personagem homossexual da televisão brasileira, o milionário Conrad Mahler (Ziembinski), da novela O Rebu. A novela era exibida no extinto horário das 22 horas da Rede Globo. A personagem não era secundária, era uma das principais da trama. Conrad não trazia trejeitos, tinha um caso velado com o jovem Cauã (Buza Ferraz). Por ciúme, o milionário matou Silvia (Bete Mendes), a namorada do rapaz. Além do caso de Conrad e Cauã, também é revelado um relacionamento entre Glorinha (Isabel Ribeiro) e Roberta (Regina Viana). Pela primeira vez, depois das 22 horas da noite, o homossexualismo foi tratado abertamente em uma telenovela brasileira. Bráulio Pedroso voltaria ao tema em 1978, em O Pulo do Gato, com a personagem Pacheco (Carlos Kroeber), milionário casado com Regina (Lady Francisco), que gostava dos garotões da praia, seduzindo com o dinheiro o aproveitador surfista Billy (Kadu Moliterno). Aqui o relacionamento faz parte de um golpe do protagonista Bubby Mariano (Jorge Dória), que usa o jovem Billy para arrancar dinheiro de Pacheco e da sua “fraqueza”.
Durante toda a década de 70 e 80, época que decorreu a censura às artes no Brasil, os políticos moralistas e defensores dos costumes tradicionais, vetaram várias vezes o tema. Numa ditadura militar, supostamente composta por homens rudes e viris, seguidores fiéis das práticas cristãs da igreja romana medieval, era inconcebível falar abertamente sobre homossexualismo numa telenovela, era fazer uma apologia a qual os militares chamavam de fraqueza e desvio de caráter e moral. Daí vários personagens caricatos, afetados e exagerados transitavam em papéis decorativos pelas novelas, sem um perfil psicológico definido. Foi assim em Pecado Capital (1975), de Janete Clair, em que Rogê (Nestor de Montemar), um afetado costureiro, redime-se no último capítulo e apaixona-se por Djanira (Maria Pompeu), deixando a afetação que o consumira durante a novela. Também o afetado Everaldo (Renato Pedrosa), de Dancin’ Days (1978), de Gilberto Braga, mordomo de Yolanda Pratini (Joana Fomm), vivia para idolatrar a patroa, fazendo da sua afetação um ser assexuado.

Muitos Bonzinhos e Poucos Vilões

Em 1981, na novela Brilhante, Gilberto Braga decidiu enfrentar de vez o tema, trazendo-o finalmente, para o horário nobre da televisão brasileira. Inácio (Denis Carvalho), é o herdeiro de uma rica, conservadora e tradicional família. É homossexual, mas é obrigado a esconder da família a sua opção. A censura proibiu que a palavra “homossexual” fosse dita, dificultando o crescimento psicológico da personagem. Mesmo enfrentando os cortes da censura, Gilberto Braga tentou aprofundar a personagem, fazendo com que Inácio forjasse um casamento com a ambiciosa Leonor (Renata Sorrah). Leonor aceita o casamento por dinheiro, mas apaixona-se por Inácio, que termina a farsa e assume o seu romance com Sérgio (João Paulo Adour). Foi um momento tenso entre a censura, o público e a teledramaturgia brasileira. O tema era abordado abertamente, mas as cenas e a ação eram feitas nas entrelinhas, com uma discrição franciscana, longe do que é abordado nos dias de hoje.
Gilberto Braga voltaria ao tema em Vale Tudo (1988), desta vez abordando o homossexualismo feminino com as personagens Laís (Cristina Prochaska) e Cecília (Lala Deheinzelin), duas mulheres que viviam juntas há muitos anos. Já a ditadura militar tinha acabado, mas a censura continuava moralista. O autor teve que reescrever vários diálogos censurados. Na trama Cecília morria, para alívio do telespectador, que na época sentia-se incomodado com o romance lésbico. Esta morte não foi uma imposição do público ou da censura, e sim do tema que o autor queria abordar: os direitos legais que tinha um casal homossexual diante da morte de um dos parceiros. O tema vinha do escândalo então recente, que envolvera o processo que o fotógrafo Marco Rodrigues movia contra a família do seu companheiro, o artista plástico Jorginho Guinle Filho, com quem vivera 17 anos, e que falecera em 1987, vítima da Aids. No processo, Marco Rodrigues reivindicava a metade dos bens do companheiro, negada pela mãe do falecido. Gilberto Braga soube conduzir o tema com inteligência, sem criar grandes polêmicas. Ironicamente, Gilberto Braga, desbravador do tema na televisão brasileira, criou em Paraíso Tropical (2007) um casal homossexual sem veia dramática e de caráter decorativo: Tiago (Sérgio Abreu) e Rodrigo (Carlos Casagrande), apenas demarcando a temática na sua trama.
Para que o grande público aceitasse a temática das opções sexuais de determinadas personagens, várias condições aos perfis psicológicos foram-lhes impostas. Além de regras padronizadas e intocáveis. Normalmente as personagens homossexuais não podem ser vilãs, têm que ser boas, amigas dos protagonistas e de carisma indelével. Lauro César Muniz fugiu a este padrão, criando o grande vilão homossexual Mário Liberato (Cecil Thiré) de Roda de Fogo (1986). Mário persegue durante toda a trama da novela o protagonista Renato Villar (Tarcísio Meira), por nutrir por ele uma paixão platônica implacável. Cenas de insinuações explícitas entre Mário e o mordomo Jacinto (Cláudio Curi) deram grandes cortes aos censores da época. Lauro César Muniz abordou o tema outras vezes em suas novelas, como em Cidadão Brasileiro, de 2006.
Também Dias Gomes transitou na contramão das regras, criando dois grandes vilões homossexuais em Mandala (1987): Laio (Perry Salles) e Argemiro (Carlos Augusto Strazzer), que viviam um triângulo composto no seu terceiro vértice por Cris (Marcelo Picchi). Laio, um bissexual dividido entre o amor da bela Jocasta (Vera Fischer) e do jovem Cris, saiu diretamente da tragédia grega de Sófocles, Édipo Rei, para as telas da televisão. A conotação homossexual não foi criada por Dias Gomes, mas pelo próprio mito grego de Laio, que na mitologia, enamora-se do príncipe Crisipo, filho do rei Pélope.

Personagens Que Não Agradaram

Silvio de Abreu é um dos autores que abordou o tema várias vezes, mas raramente teve bons resultados com o público, que nunca aceitou complacente as personagens homossexuais do autor. Em A Próxima Vítima (1995), Silvio de Abreu só revelou o caso entre iguais de Jefferson (Lui Mendes) e Sandrinho (André Gonçalves) lá pela metade da novela, quando o público já se acostumara com as personagens. Mesmo assim, uma certa rejeição foi inevitável. Diante da rejeição do público, o ator André Gonçalves chegou a ser agredido e ameaçado de morte por alguns mais radicais.
Silvio de Abreu voltou à temática em Torre de Babel (1998), com as personagens Leila (Silvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni), duas empresárias bem-sucedidas que viviam juntas. A rejeição às personagens foi imediata e total, obrigando o autor a matar as duas em uma explosão do shopping. Na sinopse a morte de Rafaela estava prevista, deixando Leila livre para viver um romance com a madura Marta (Glória Menezes), diante da rejeição do público, Leila também morreu e a atriz Silvia Pfeifer voltou à novela como a heterossexual Leda, irmã gêmea da personagem morta.
Em 2001 Silvio de Abreu criou, em tom de comédia, o transexual Ramona (Cláudia Raia), na novela As Filhas da Mãe. Aqui o autor não quis criar polêmicas, Ramona tinha um perfil psicológico superficial e enganava o público com um certo mistério à sua volta, de que ela poderia ser uma mulher a se fazer passar por um transexual. Não houve rejeição do público, mas a novela também não marcou, sendo um grande fracasso, apesar de contar com um elenco de luxo, sendo encurtados os números de capítulos.

Delicadeza do Tema nas Ópticas de Glória Perez e Manoel Carlos

Glória Perez soube tratar sempre com maestria e delicadeza este tema. Criou o carismático e afetado Lulu (Eri Johnson) em Barriga de Aluguel (1990), que teve um bom índice de popularidade. Em Explode Coração (1995) a autora foi mais ousada, trazendo um transexual para o horário nobre: Sarita Vitti (Floriano Peixoto). Glória Perez emprestou uma grande dignidade e generosidade à personagem, criando uma empatia do público com ela, numa das mais bem sucedidas abordagens ao tema em uma telenovela.
Em América (2005), Glória Perez abordou com grande delicadeza a descoberta da homossexualidade por Júnior (Bruno Gagliasso), e a sua paixão pelo peão Zeca (Erom Cordeiro). A aceitação das personagens foi tão grande, que se anunciou, para o último capítulo, o primeiro beijo entre um casal gay na televisão brasileira, gerando grande expectativa, fazendo a novela bater índices de audiência na hora que a cena iria ao ar. A Tv Globo não quis arriscar, cortando a cena do beijo, que tinha sido escrita e gravada, o que causou grande protesto e indignação das comunidades gays.
Manoel Carlos, um dos autores de novelas que mais se utiliza de um elaborado perfil psicológico para desenhar as suas personagens, sempre tratou temas polêmicos com sofisticação, delicadeza e sensibilidade, dando uma veracidade humana às personagens que criou. Foi com seriedade que ele mostrou o casal Virginia (Ângela Vieira) e Rafael (Odilon Wagner) em Por Amor (1997). Na trama ambos viviam um casamento supostamente feliz e sem crises, até que Rafael descobre a sua bissexualidade, e aos poucos, distancia-se da mulher e dos filhos, decidindo por fim, sair de casa para ir viver com um homem mais novo pelo qual se apaixonara.
Em Mulheres Apaixonadas (2003), a temática gira em torno de um casal lésbico de adolescentes, Clara (Aline Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli). A beleza e carisma das atrizes, juntamente com o texto de Manoel Carlos, conquistaram o Brasil. Uma pesquisa feita diante do público, revelou que todos aceitavam o casal, desde que não houvesse cenas de beijos entre elas. No último capítulo da novela, Clara e Rafaela encenam na trama a peça Romeu e Julieta. Manoel Carlos faz com que elas se beijem como as personagens da peça, não da novela.
Em Páginas da Vida (2006), o autor criou Rubinho (Fernando Eiras) e Marcelo (Thiago Picchi), que viviam juntos. Através deles, abordou os problemas de um casal gay, como ter que ir dormir em outra casa quando os pais de um deles decidem visitá-los.

O Homossexualismo Latente das Novelas de Carlos Lombardi

Carlos Lombardi raramente aborda abertamente o tema do homossexualismo em suas tramas, mas é com certeza o autor que mais emana uma atmosfera de uma homossexualidade latente em suas personagens. Os protagonistas do autor são homens machistas, mulherengos, limitados pela força bruta e exploração da sua suposta nudez viril. Nas novelas de Carlos Lombardi os corpos dos atores são explorados capítulo a capítulo, onde aparecem musculosos e sem camisa, quando não estão nus. As mulheres lombardianas veneram o machismo dos homens e se sentem atraídas por aquela brutalidade viril que esconde um homossexualismo latente.
O homossexualismo no universo das telenovelas de Carlos Lombardi torna-se evidente na obsessão que o autor tem pelo amor viril entre irmãos, quase uma paixão camuflada, maior que o herói sente pela heroína da trama. Esta obsessão começou na novela Bebê a Bordo (1988), onde os irmãos Rei (Guilherme Fontes) e Rico (Guilherme Leme), aparentemente têm um amor fraternal que os une, mas que se torna tão profundo, quase que uma conotação sexual, revelando-lhes uma homossexualidade a flor da pele, escondida diante da palavra fraternal. O mesmo filão é explorado pelo autor, à exaustão e cada vez mais obsessivamente nas novelas Viralata (1996), com os irmãos Lênin (Humberto Martins) e Fidel (Marcelo Novaes); Uga Uga (2000), com os irmãos Baldochi (Humberto Martins) e Casimiro (Marcos Pasquim) e, em Pé na Jaca (2006), com os irmãos Lance (Marcos Pasquim) e Tadeu (Rodrigo Lombardi). Carlos Lombardi consegue transpor explicitamente este amor gay camuflado entre irmãos na série O Quinto dos Infernos (2002), em que dom Miguel (Caco Ciocler) tem um amor e atração sexual assumida pelo irmão dom Pedro (Marcos Pasquim). Infelizmente Carlos Lombardi decidiu viver a sua fantasia homossexual incestuosa com personagens da história do Brasil e de Portugal, que nunca tiveram paixão alguma um pelo outro.

A Temática Escrita de Forma Visceral

Outro autor que merece referências por sempre tratar da temática da diversidade sexual é Agnaldo Silva. Se em Tieta (1989) brincou levemente com a personagem bem-humorada de Ninete (Rogéria), foi muito mais profundo em Pedra Sobre Pedra (1992), onde Adamastor (Pedro Paulo Rangel) viveu uma vida inteira dedicada ao amor que sentia por Carlão (Paulo Betti). Carlão nunca assumiu os sentimentos que Adamastor tinha por ele, mas soube como ninguém tirar proveito do amor velado do amigo. No final da novela Adamastor põe Carlão contra a parede, não tendo resposta para os seus sentimentos, decide esquecer o amigo e apaixonar-se por outro.
Em Suave Veneno (1999), o autor criou o divertido e inteligente Uálber (Diogo Vilela), uma espécie de guru que serve de alicerce para várias personagens da trama. Uálber tem como amigo o afetado e engraçado Ediberto (Luiz Carlos Tourinho). Durante toda a trama Uálber nutre uma paixão secreta pelo rude Claudionor (Heitor Martinez), que tem um grande preconceito com os gays. Quando Uálber parece vencer os preconceitos de Claudionor e o final feliz parece eminente, o autor surpreende o público, fazendo com que o guru entregue o rapaz nos braços da fogosa Eliete (Nívea Stelman).
Em Senhora do Destino (2004), Agnaldo Silva trata o tema de amor entre duas mulheres com uma delicadeza digna de um Manoel Carlos, fazendo de Eleonora (Mylla Christie) e Jenifer (Bárbara Borges), duas personagens queridas pelo grande público. Agnaldo Silva mostra passo a passo o sofrimento de Jenifer ao descobrir a sua homossexualidade, a rejeição, e finalmente, a aceitação. Mostra a luta das personagens para que sejam aceitas pela família e finalmente, a coragem das duas de ir viver juntas e adotarem uma criança.
Se em Senhora do Destino Agnaldo Silva abordou com delicadeza o amor de Eleonora e Jenifer, em Duas Caras (2007) ele volta ao tema de uma forma crua e visceral jamais abordada em uma telenovela. O amor marginal entre Bernardinho (Thiago Mendonça) e Carlão (Lugui Palhares) é contado sem subterfúgios. Carlão deixa claro que é o ativo da relação, bate, explora, humilha e rouba o companheiro, até que se apaixona por ele, rendendo-se a esta paixão e à sua verdadeira essência sexual. Nunca o amor gay foi tão explícito na televisão como o de Bernardinho e Carlão, culminando no primeiro casamento entre iguais da televisão.
Na última década, a presença do homossexual nas telenovelas tornou-se uma constante, quase que obrigatório. Eles estiveram em Roda da Vida (2001), Malhação (2001), Um Anjo Caiu do Céu (2001), Desejos de Mulher (2002), Kubanakan (2003), A Lua me Disse (2005), Caminhos do Coração (2007), Beleza Pura (2008), A Favorita (2008), só para citar exemplos. Se antes a rejeição do público era latente, hoje há uma aceitação consentida. O público acostumou-se em ver as diferenças no pequeno ecrã da televisão, e até a vibrar e torcer pelas personagens. Mesmo assim, ainda há regras que foram fincadas, décadas e décadas do tema sendo mostrado, e até hoje não houve uma cena de beijo entre dois iguais, ou cenas que atestem uma maior intimidade entre os casais homossexuais das tramas. O que mostra que o preconceito está menor, mas que não desapareceu. A teledramaturgia pode focar o amor entre iguais, desde que não ultrapasse as regras da intolerância, delineadas por um jogo de códigos morais e imposições jogado entre o público e as emissoras de televisão.

Veja também:
A CENSURA DO GOVERNO MILITAR E AS NOVELAS DA GLOBO
http://virtualiaomanifesto.blogspot.com/2008/05/censura-do-governo-militar-e-as-novelas.html

Nenhum comentário: